Clinton pede ações urgentes na luta contra aids

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton disse hoje que ninguém está imune à epidemia de aids que atinge o planeta e fez um apelo por soluções inovadoras e urgentes para evitar uma catástrofe. “A menos que lidemos agressivamente com a aids agora, isso nos tornará mais pobres e menos seguros”, disse ele diante de um auditório lotado durante palestra sobre a doença.
O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton disse hoje que ninguém está imune à epidemia de aids que atinge o planeta e fez um apelo por soluções inovadoras e urgentes para evitar uma catástrofe. “A menos que lidemos agressivamente com a aids agora, isso nos tornará mais pobres e menos seguros”, disse ele diante de um auditório lotado durante palestra sobre a doença.
Clinton, que deixou a presidência em janeiro após dois elogiados mandatos, disse que 40 milhões de pessoas estão infectadas com HIV/aids. Este número deve aumentar para 100 milhões dentro de cinco anos. O mundo não deve mais tratar a aids como um assunto ligado principalmente à África subsaariana. “Já não morreram africanos e norte-americanos o bastante para nos dar uma lição?”, indagou ele.

Clinton comparou a disseminação da aids a uma tragédia de Shakespeare. “Todos os maiores sofrimentos da vida são causados por nós mesmos. Eles não precisam acontecer”, disse ele. “O mundo tentou ignorar isso por muito tempo. Agora sabemos que tudo isso pode ser mudado. A questão é se temos a sabedoria e a vontade”, acrescentou ele.

Ele disse que uma decisão das empresas farmacêuticas na África do Sul para reduzir os preços de seus produtos após combater inicialmente a medida abriu as portas para drogas mais baratas e às vezes gratuitas. Mas em retorno, os países ricos, onde estão instalados os laboratórios têm que ajudar a financiar pesquisas. “Isso vai custar dinheiro, mas se não o gastarmos agora vamos gastar muito, muito mais posteriormente”, disse ele.

Fonte: Reuters Quinta, 13 de dezembro de 2001, 16h24

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