Dois terços dos portadores do HIV têm vírus resistente às drogas

WASHINGTON. Mais de 75% dos americanos portadores do vírus da Aids têm uma infecção resistente a pelo menos uma das drogas usadas para controlar a doença. Os números foram apresentados ontem em congresso da Sociedade Americana de Microbiologia por Douglas Richman, da Universidade da Califórnia, que coordenou uma pesquisa envolvendo 1.647 homens e mulheres contaminados.
WASHINGTON. Mais de 75% dos americanos portadores do vírus da Aids têm uma infecção resistente a pelo menos uma das drogas usadas para controlar a doença. Os números foram apresentados ontem em congresso da Sociedade Americana de Microbiologia por Douglas Richman, da Universidade da Califórnia, que coordenou uma pesquisa envolvendo 1.647 homens e mulheres contaminados.
De acordo com o estudo, o HIV resistente aos medicamentos se espalhou mais rapidamente do que se previa. Por isso, a eficácia do coquetel de drogas que ajudou muitos pacientes a levar uma vida praticamente normal é cada vez mais limitada.

Até que sejam desenvolvidos novos remédios ou criada uma vacina capaz de controlar o vírus, os pacientes terão chances sempre menores de usar medicamentos para conter a progressão da Aids, alertaram os cientistas.

— Um grande número de pacientes já não pode mais ser tratado — disse o coordenador do estudo.

Os cientistas testaram amostras de sangue retiradas em 1999 de 1.647 homens e mulheres. Usando um tipo específico de teste, eles verificaram como o vírus de cada um dos pacientes respondia às drogas disponíveis para o controle da Aids. Setenta e oito por cento das amostras testadas continham vírus resistentes a, pelo menos, um remédio, disseram os pesquisadores na conferência dada nesta terça-feira em Chicago.

— Um pouco mais de 50% dessas pessoas eram resistentes a mais de uma classe de drogas — disse Richman.

Outros estudos já haviam mostrado que o HIV estava evoluindo para escapar à ação das drogas disponíveis, mas nenhum tinha mostrado números tão preocupantes.

Um estudo brasileiro, coordenado pelo infectologista Ricardo Dias, da Universidade de São Paulo, e divulgado no início do mês, mostrou altos percentuais de resistência às drogas em pacientes recém-contaminados — indicando que pessoas com vírus imunes aos remédios estariam transmitindo-os.

Segundo Richman, é importante que os médicos descubram logo se seus pacientes têm um vírus resistente.

— Temos que usar os remédios do coquetel da maneira mais inteligente possível.

Fonte: Globo On -Line / Ciência
Rio, 20 de dezembro de 2001

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