Psicanálise, artes estéticas de subjetivação

A Imago Editora, a Livraria do Espaço e o Espaço Unibanco de Cinema convidam para o lançamento do terceiro volume da coleção “Psicanálise e Estéticas de Subjetivação” :
“PSICANÁLISE, ARTE E ESTÉTICAS DE SUBJETIVAÇÃO” Giovanna Bartucci (org.)
A Imago Editora, a Livraria do Espaço e o Espaço Unibanco de Cinema convidam para o lançamento do terceiro volume da coleção “Psicanálise e Estéticas de Subjetivação” :
“PSICANÁLISE, ARTE E ESTÉTICAS DE SUBJETIVAÇÃO” Giovanna Bartucci (org.)
Colaboradores: Camila Pedral Sampaio, Carlos Fajardo, David Calderoni, Edson Luiz André de Sousa, Elida Tessler, Flávio Ferraz Lima, João A. Frayze-Pereira, Joel Birman, José Resende, Maria Luiza Scrosoppi Persicano, Mauro Pergaminik Meiches, Miriam Chnaiderman, Nuno Ramos, Teresa Pinheiro, Suely Rolnik

Da “Apresentação”:

“… Sem dúvida, será a concepção de sujeito do inconsciente como destino de pulsões o que irá possibilitar que pensemos o ato de criação como criação de um sujeito, como ‘lugar psíquico de constituição de subjetividade’.

O que, no entanto, vem a ser reafirmado em Psicanálise, Arte e Estéticas de Subjetivação, tanto por artistas quanto por psicanalistas, parece ser a própria condição da arte como ‘prática de problematização’. Assim, se ‘a arte moderna deslocou-se da tradição da arte como representação, tradição que pretende submeter a matéria supostamente indiferenciada a uma hipotética ‘forma pura’, é no trabalho com a própria matéria que o artista moderno opera a decifração do mundo. A arte contemporânea, no entanto, parece esgarçar ainda mais tais contornos: o artista contemporâneo ‘toma a liberdade de explorar os materiais os mais variados que compõem o mundo, e de inventar o método apropriado para cada tipo de exploração’.

De fato, se ‘a obra deve arrastar tudo consigo – a intenção, a idéia, o esboço, o livro de anotações, a biografia do artista e sua própria montagem’ –, ‘há, no ato artístico, uma produção de um outro lugar de enunciação do sujeito que só pode ser deduzido daquilo que é produzido’. Entretanto, no que diz respeito ao espectador/receptor, a obra contemporânea ‘não (o) convida a sonhar com base nela (…). O olho que estava acostumado ao conforto da contemplação surpreende-se na presença de uma arte cujo objetivo não é apenas mostrar o mundo, mas (…) induzir o receptor a penetrar mais no visível para reorganizar todo o seu espaço sensório-motor’. Assim é que a arte constitui-se como uma prática de decifração, de produção de sentido, de ‘criação de mundos’ e, consequentemente, de estruturação da realidade de modo pessoal e estilizado.

E, ainda, os ensaios que compõem a ‘parte dois’ dos três volumes pretendem ser uma reflexão acerca das distintas ‘formas de subjetivação’ nesta interface psicanálise e as artes, psicanálise e literatura, psicanálise e cinema. Pensados a partir de ‘categorias fundamentais’ constitutivas do sujeito – corpo e linguagem; pulsão e simbolização; trauma e fantasia; amor e desejo; culpa e liberdade; alteridade e cultura – dispostas como subtemas, os ensaios, inéditos, de psicanalistas de diferentes orientações teórico-clínica tratam de refletir acerca da constituição de subjetividade a partir da arte contemporânea em sua relação com seu receptor/espectador, da dança contemporânea de Pina Bausch, da dramaturgia do Teatro da Vertigem, do cinema de Pedro Almodóvar, da música de Caetano Veloso e da prática estética de Lygia Clark”.

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