PSYU Nº3 – CULTURA – Junho/2000

CULTURA
CULTURA
Claquete (Cinema)
O hotel de um milhão de dólares – Co-escrito a mais de um ano por Bono Vox, líder da banda U2, trata-se de um filme intenso emocional e psicologicamente. Para nós, membros psis, um prato cheio. Logo de início, um suicídio nos remete à história de um dos moradores de um hotel decrépito de Nova York, no qual um investigador (Sr. Skinner, Mel Gibson) interfere na vida esquizofrênica dos habitantes, procurando solucionar o mistério do assassinato de um dos moradores. Filme dotado de cenas artísticas e jogos de câmeras muito interessantes, podendo ser consideredo um filme dark, devido às narrações em off do personagem principal. Intenso e cheio de fortes emoções. Vale a pena.
MAURÍCIO I. P. SALLES
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Dissonâncias
Arnaldo Baptista é um dos mais importantes músicos do rock nacional. No final da década de 60, ele, sua namorada Rita Lee e seu irmão Sérgio Dias fundaram os Mutantes, conjunto seminal do rock com sotaque brasileiro. Depois de revolucionar a MPB, junto com os Mutantes, Arnaldo embarca numa viagem músico-existencial muito particular e cria algumas obras-primas, principalmente seu álbum solo “Lóki?”, de 1973. Sua carreira não foi desvinculada da sua vida, suas paixões, loucuras e angústias. Sua obra, que a indústria fonográfica fez questão de manter no limbo, é relembrada pela coletânea “Onde é que está meu rock n’roll – Arnaldo Baptista novamente revisitado”, Dabliu Discos, 1999. Organizada por Mário Pacheco, biógrafo e fã ardoroso de Arnaldo, o disco traz algumas das suas principais canções interpretadas por jovens músicos brasilienses. Ainda desconhecidas do público da MTV, bandas como Low Dream e Mata Hari não fazem feio e seguram a energia das composições. Não é como ouvir o próprio Arnaldo, mas como é difícil encontrar os CDs do próprio (“Lóki?” não é tão impossível de se achar quanto seu segundo disco, “Singin’Alone”), vale a pena conferir essa coletânea e testar sua sensibilidade.
THIAGO RODRIGUES

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