PSYU Nº4 – Coluna POLÊMICA – Agosto/2000

Como a faculdade de Psicologia deve proceder ao constatar que possui um aluno psicótico, com relação à sua formação e a exercer a profissão clínica?
Mande seus comentários e sugestões de perguntas.
Como a faculdade de Psicologia deve proceder ao constatar que possui um aluno psicótico, com relação à sua formação e a exercer a profissão clínica?
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A faculdade é uma instituição de ensino e não uma clínica, portanto não deve diagnosticar seus alunos. Supõe-se que o aluno que preenche todos os requisitos para a obtenção do grau de psicólogo está apto a exercer a profissão, independente de seu diagnóstico psiquiátrico. Se a faculdade forma alunos “psicóticos” e profissionalmente inaptos, então deve rever sua forma de ensino criando categorias mais objetivas de avaliação durante o estágio em clínica.
CAIO MIGUEL, PSICÓLOGO FORMADO PELA PUC-SP, DOUTORANDO E PROFESSOR AUXILIAR NO PROGRAMA DE ANÁLISE DO COMPORTAMENTO DA WESTERN MICHIGAN UNIVERSITY, EUA.
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En mi esperiencia tengo varios casos de chicos psicoticos que con su psicoterapia han podido superar crisis agudas y volver a su ocupaciòn laboral con toda tranquilidad. Ninguno de estos es professional y menos psicologo, pero puedo decir que se puede preveer tambien casos de este tipo. Por otro lado se tiene conocimento de colegas con tratos de “personalidad muy particular” que desarrollan su actividad aun como director de Instituciones…

Porsupuesto que habrìa que considerar con atenciòn los transtornos del comportamiento, pero si el estudiante concurre a las clases y rinde bien sus examenes (dirìa tambien si sigue su tratamiento psicologico) no creo que una estructura psicotica pueda ser por si sola motivo de serrarle las puertas.
ROMEO LUCIONI
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Pensemos pelo seguinte prisma: Fulano de Tal, interessado em receber a Carteira Nacional de Habilitação, apresenta-se ao exame médico, após ter tido 100% de aproveitamento nas provas teóricas. Mas, devido a catarata diagnosticada e a impossibilidade de ser operado (por um motivo qualquer) tem seu pedido negado. Deveria ele protestar?

Desse ponto de vista, do qual partilho, não é possível oferecer o “poder” nas mãos daqueles que não têm controle sobre ele. Lembram daquele episódio do desenho Caverna do Dragão onde o Mestre dos Magos dá ao Eric o seu poder e ele se atrapalha bastante? Pois é: conferir o título de psicólogo a alguém que não poderá (segundo os padrões estabelecidos como “normais”) controlá-lo e agir em conformidade com o Código de Ética, permite que erros possam ser cometidos em nome da Psicologia, estendendo-se assim, a todos os seus praticantes. É claro que existem os “míopes”, aqueles que conseguem “dirigir”, mas com a obrigação de usar “óculos”…

Assim, creio que a faculdade deveria encaminhar tal aluno a um serviço de atendimento psicológico/psiquiátrico, no intuito de promover a integração desse indivíduo no grupo social onde ele está inserido, obtendo assim ganhos qualitativos em seu dia a dia. Penso que ele mesmo, caso ainda possua uma tênue ligação com o meio externo e tenha ciência do que propõe a Psicologia, iria privar-se da prática profissional, devido aos aspectos mencionados acima.
RUBENS FARIAS, 5º ANISTA, NÚCLEO DE CLÍNICA COMPORTAMENTAL DA UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU – SP

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