Livro: Cartas entre Freud e Pfister – 1909 – 1939

Cartas entre Freud e Pfister – 1909 – 1939 –
Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã –
Organização: Ernst L. Freud e Henrich Meng –
Tradução: Karin Hellen Kepler Wondracek e Ditmar Junge –
199 páginas –
Editora Ultimato –
Caixa Postal 43 –
36570-000 Viçosa MG Brasil …
Cartas entre Freud e Pfister – 1909 – 1939 –
Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã –
Organização: Ernst L. Freud e Henrich Meng –
Tradução: Karin Hellen Kepler Wondracek e Ditmar Junge –
199 páginas –
Editora Ultimato –
Caixa Postal 43 –
36570-000 Viçosa MG Brasil …
Cartas entre Freud e Pfister – 1909 – 1939
Um diálogo entre a psicanálise e a fé cristã
Organização: Ernst L. Freud e Henrich Meng
Tradução: Karin Hellen Kepler Wondracek e Ditmar Junge
199 páginas
Editora Ultimato
Caixa Postal 43
36570-000 Viçosa MG Brasil
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“No ambiente doméstico dos Freud, alheio a toda vida religiosa, Pfister, com seus trajes, aparência e atitude de pastor, era uma aparição de um mundo estranho.
No seu modo de ser não havia nada da atitude científica quase apaixonada e impaciente, com a qual outros pioneiros da análise encaravam o tempo passado à mesa com a nossa família – como uma interrupção das suas discussões teóricas e clínicas. Pelo contrário, seu calor humano e entusiasmo, sua viva participação também nos fatos mínimos do cotidiano entusiasmavam as crianças da casa e faziam dele um hóspede bem-vindo em qualquer tempo. Para elas Pfister era, segundo um dito de Freud, não um “santo homem” mas um tipo de “flautista de Hamelin”, que só precisava tocar seu instrumento para ter um bando inteiro obediente atrás de si.”
Londres, 1962
Ana Freud

“ A correspondencia entre Freud e Pfister, estabelecida de forma sistemática entre 1909 e 1938, constitui talvez o arquivo discursivo mais importante para balizarmos a relação a relação entre os discursos psicanalítico e religioso.”
Joel Birman, em “Desejo e promessa, encontro impossível: O discurso freudiano sobre a Religião”. In: Helio Pellegrino, A-Deus. Petrópolis, Vozes, 1988.

Doutor em filosofia e doutor honoris causa em teologia, o pastor protestante Oskar Pfister nasceu em Zurique, em 23 de fevereiro de 1873. Como educador, Pfister foi pioneiro em interligar a psicanálise à pedagogia. Foi também um dos primeiros a interpelar Freud a respeito de questões como a relação entre psicanálise e ética, entre psicanálise e visão de mundo e a legitimidade do discurso científico.

É fascinante acompanhar o diálogo e a construção da amizade entre o criador da psicanálise e o teólogo protestante Oskar Pfister. Pouco a pouco, trocam idéias, textos e, acima de tudo, compartilham vida. Visitam-se, presenteiam-se, fazem confidências e influenciam-se mutuamente.

“Uma carta sua faz parte do mais belo que pode recepcionar a gente no regresso para casa.”

Freud a Pfister, em 04/10/1909

“Se me perguntassem sobre o lugar mais aprazível da terra, eu responderia: informem-se na casa do professor Freud!”

Pfister a Freud, em 30/12/1923

Ao mesmo tempo, parecem cão gato. Enquanto Pfister é um cura de almas religioso-espiritual, Freud se apresenta como um cura de almas mundano. Freud é judeu e ateu, Pfister, um pastor protestante que se refere a Freud como “o amado adversário”.

“A psicanálise em si não é religiosa nem anti-religiosa, mas um instrumento apartidário do qual tanto o religioso como o laico poderão servir-se, desde que aconteça tão somente a serviço da libertação dos sofredores. Estou admirado de que eu mesmo não tenha me lembrado de quão grande auxílio o método psicanalítico pode fornecer à cura de almas, porém isto deve ter acontecido porque um mau herege como eu está distante dessa esfera de idéias.”
Freud a Pfister, em 09/02/1909

Autor da Opinião: RedePsi
Link Relacionado: Editora Ultimato

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