Dificuldade de reconhecer voz está no cérebro do autista, diz estudo

Uma anomalia no reconhecimento da voz observada no cérebro de autistas pode explicar parte das dificuldades de relacionamento que enfrentam os portadores da síndrome.

Estudo publicado na edição de agosto da revista científica “Nature Neuroscience” revela uma incapacidade dos autistas em ativar as zonas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento da voz…

[url=http://noticias.bol.com.br/saude/2004/08/20/ult306u12308.jhtm]Fonte: Brasil Online Notícias[/url]
Uma anomalia no reconhecimento da voz observada no cérebro de autistas pode explicar parte das dificuldades de relacionamento que enfrentam os portadores da síndrome.

Estudo publicado na edição de agosto da revista científica “Nature Neuroscience” revela uma incapacidade dos autistas em ativar as zonas do cérebro responsáveis pelo reconhecimento da voz…

[url=http://noticias.bol.com.br/saude/2004/08/20/ult306u12308.jhtm]Fonte: Brasil Online Notícias[/url]
A pesquisa foi realizada em Orsay (França) pela equipe de Mónica Zilbovicius, do Instituto Francês da Pesquisa e da Saúde) em colaboração com a Universidade de Montreal (Canadá).

O autismo é uma alteração no desenvolvimento cerebral que incapacita os seus portadores de se relacionarem normalmente com o que os rodeia. Uma ou duas crianças em cada mil têm probabilidades de nascer com autismo.

Voz

Para identificar as bases cerebrais desta doença, os investigadores de Orsay estudaram, recorrendo a imagens obtidas por ressonância magnética funcional, como o cérebro dos autistas adultos apercebe a voz humana em relação a outros sons.

A voz é um “estímulo auditivo rico em informação sobre a identidade e o estado emocional do interlocutor”, sublinham no estudo.

Segundo os autores, a voz é também rica em informações não-verbais: ela constitui uma verdadeira cara auditiva que nós sabemos interpretar. As nossas capacidades em percebermos estas informações vocais desempenham um papel crucial nas nossas interações sociais.

Reconhecer diferenças

Os cientistas registraram a atividade cerebral de cinco autistas adultos e de oito voluntários sãos enquanto ouviam seqüências de sons de vozes humanas (palavras, choros, risos ou cantos) e outros barulhos (animais, sinos, instrumentos musicais ou carros).

Nos autistas, as regiões do cérebro ativadas são exatamente as mesmas para vozes humanas e outros sons. “Os resultados revelam nos autistas uma ausência de ativação da área específica da percepção da voz”, dizem os pesquisadores.

Além disso, questionados sobre o que haviam entendido durante o exame, os autistas reconheceram apenas 8,5% dos sons como voz humana –contra 51,2% do restante dos indivíduos–, confirmando sua fraca capacidade de reconhecimento de voz.

Reconhecimento de rostos

Estudos anteriores com a técnica de ressonância magnética tinham já revelado nos portadores da síndrome uma disfunção semelhante para o reconhecimento de rostos.

“Estas anomalias do tratamento da voz e dos rostos sugerem que as dificuldades dos autistas em compreender o estado emocional dos outros e em interagir com eles poderão estar ligadas a uma deficiência na percepção dos estímulos sociais”, concluíram os cientistas.

A identificação destas deficiências de percepção “permitirá elaborar estratégias de reeducação”, sugerem os autores do estudo.

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