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Tortura psicológica precede agressão física

Nos relatos de violação ao ECA, sempre a violência psicológica aparece primeiro na vida das vítimas de abuso e exploração sexual, agressões físicas e negligência. No dia-a-dia das vítimas, a tortura psicológica, acompanhada de ofensas, humilhações e palavras que denigrem a imagem da criança, podem durar anos.”Ninguém simplesmente bate. Antes sempre o que pesa é a agressão moral”, enfatiza a professora aposentada da UEL, Mari Nilza Ferrari de Barros, mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Nos relatos de violação ao ECA, sempre a violência psicológica aparece primeiro na vida das vítimas de abuso e exploração sexual, agressões físicas e negligência. No dia-a-dia das vítimas, a tortura psicológica, acompanhada de ofensas, humilhações e palavras que denigrem a imagem da criança, podem durar anos.”Ninguém simplesmente bate. Antes sempre o que pesa é a agressão moral”, enfatiza a professora aposentada da UEL, Mari Nilza Ferrari de Barros, mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC).

Ela é voluntária de um projeto chamado ”Ação Interdisciplinar no Combate à Violência Contra Crianças e Adolescentes”, desenvolvido na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O trabalho coordenado pela professora Vera Suguihiro é desenvolvido há cinco anos, com algumas parcerias, entre as quais a do Conselho Tutelar. Os mais de 200 casos por ano que chegam ao projeto contam com um atendimento interdisciplinar, envolvendo profissionais de direito, psicologia, serviço social e economia.
Os meninos vítimas de violência conseguem com mais facilidade deixar as estatísticas. ”Na adolescência, o garoto encorpa, tem mais força física e começa a enfrentar o violentador”. A explicação de Mari Nilza expõe toda a covardia do agressor.
Assim como a violência psicológica é a primeira a amedrontar as vítimas, identificar os conflitos familiares é o primeiro passo para que elas possam encontrar o caminho de volta ao encontro da segurança e proteção a que todas as crianças e adolescentes têm direito.

Fonte: Folha de Londrina – 02/03/2005

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