Ambulatório mental tem estrutura precária

Embora com equipes completas, o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), serviço que atende pacientes com transtornos mentais, não possui prédios adequados para a prática dos serviços.
São três os tipos de Caps: adulto, infantil e para dependentes de drogas e álcool. São 41 unidades na cidade, sendo dez para atendimento de crianças e adolescentes, dez para drogados e alcoólatras e 21 para adultos.

Fonte: [url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0205200517.htm]UOL[/url]
Embora com equipes completas, o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), serviço que atende pacientes com transtornos mentais, não possui prédios adequados para a prática dos serviços.
São três os tipos de Caps: adulto, infantil e para dependentes de drogas e álcool. São 41 unidades na cidade, sendo dez para atendimento de crianças e adolescentes, dez para drogados e alcoólatras e 21 para adultos.

Fonte: [url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0205200517.htm]UOL[/url]
Na última semana, a reportagem percorreu as instalações de nove centros nas zonas norte, sul, leste e oeste da capital. Apenas um espaço é totalmente adequado, o Caps Álcool e Drogas de Ermelino Matarazzo (zona leste), administrado pela entidade ASF (Associação Saúde da Família). Nos outros, há problemas dos mais variados -como um consultório improvisado em uma garagem.
Os centros foram criados em 2002 pelo então ministro da Saúde José Serra (PSDB), hoje prefeito. Existem nas unidades serviços ambulatoriais (os pacientes passam por consultas com psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais e pedagogos) e de tratamento intensivo. O principal objetivo do Caps é substituir o confinamento de pessoas com transtornos mentais em asilos psiquiátricos. Eles procuram evitar internações prolongadas, que distanciam o doente da família.
A unidade que recebeu a pior avaliação é a que atende adultos em Ermelino Matarazzo. Sem espaço para criar novos consultórios na casa que abriga o serviço, foi necessário adaptar a garagem. Lá foram colocadas divisórias que deixam vazar o barulho da rua.
No fundo da casa, entre as salas de atendimento e o refeitório, uma piscina com profundidade de 1,90 metro, coberta apenas por uma tela fina de náilon, coloca em risco a saúde dos usuários e dos profissionais.
No Caps Jabaquara (zona sul), que atende dependentes de álcool e drogas, o prédio era, originalmente, um velório. Uma das salas administrativas cedeu espaço para receber o setor de enfermagem. Na cozinha, há infiltração.
O Caps que atende crianças da Lapa (zona oeste) não possui fraldário. Uma das salas faz divisa com um consultório de uma UBS (Unidade Básica de Saúde).
O número de centros também não é suficiente. A portaria 336, de 19 de fevereiro de 2002, estabelece que deve existir três Caps (um de cada tipo) a cada 200 mil habitantes. São Paulo, no caso, precisaria de mais 109. (CLAYTON FREITAS)

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