Recuperação em Dependência Química e Prostituição

Estudo possui o objetivo de verificar a possibilidade de recuperação de dependentes químicos enquanto no exercício da prostituição. O método utilizado é o relato de caso clínico e as entrevistas com profissionais do sexo e dependentes químicos.

Autores : Jaber, Jorge Dr.; André, Charles Dr.; Ribeiro, Claudio Barata; Lontra, Jussara.

Enviado por Cláudio Barata
Estudo possui o objetivo de verificar a possibilidade de recuperação de dependentes químicos enquanto no exercício da prostituição. O método utilizado é o relato de caso clínico e as entrevistas com profissionais do sexo e dependentes químicos.

Autores : Jaber, Jorge Dr.; André, Charles Dr.; Ribeiro, Claudio Barata; Lontra, Jussara.

Enviado por Cláudio Barata
Resultados : paciente do sexo feminino, branca, 32 anos, ensino fundamental, dois filhos, prostituta, dependente química usuária de álcool, cocaína e “crack”. Oriunda de lar disfuncional e vítima de abuso sexual na infância, tem preferência pelo “crack”, droga incapacitante médica e física de rápida ação. A literatura de grupos de mútua ajuda aponta na direção de mudança de comportamento como prerrogativa para iniciar recuperação. Por outro lado, depoimentos de profissionais do sexo integrantes da ONG “DA VIDA” evidenciam distinção entre prostitutas usuárias de drogas, em geral mal vistas pela própria categoria, e as usuárias de drogas que se prostituem para financiar o uso, e que sequer são consideradas prostitutas, mas doentes que necessitam de tratamento.

Conclusões : Dependência Química não é doença específica de determinada profissão, embora algumas, como a prostituição, apresentem maior grau de exposição a situações de risco. A paciente descrita tornou-se profissional do sexo devido a carência de recursos financeiros, tendo ocorrido o contato com drogas, e o desenvolvimento da Dependência Química, após anos de prostituição. O “Institute for Criminal Policy Research of King’s College of London”, em trabalho publicado em 2004, prega reformulação completa de hábitos e comportamentos como pré-requisitos de recuperação e promove reinserção social com apoio do Estado.

Semelhante é a direção apontada pela literatura de A.A. e N.A., esta ainda mais voltada para reafirmação de valores morais. Não é conclusivo, entretanto, o presente estudo quanto a ser impossível conciliar recuperação e prostituição, a partir da visão das próprias prostitutas entrevistadas.

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