Quando a mulher realiza o pior temor do homem

Estima-se que 30 milhões de mulheres –cerca de uma em cada cinco– sofram de perda de cabelo, de acordo com o Instituto da Mulher de Cabelo Fino e Raleando, uma organização patrocinada pela Pfizer, fabricante do Rogaine para homens e mulheres. Outros milhões sofrem de perda de cabelo causada por uma compulsão de arrancar o cabelo ou por usar rabos-de-cavalo apertados ou outros penteados que repuxam o couro cabeludo.

Fonte: [url=http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2005/09/22/ult574u5852.jhtm]UOL[/url]
Estima-se que 30 milhões de mulheres –cerca de uma em cada cinco– sofram de perda de cabelo, de acordo com o Instituto da Mulher de Cabelo Fino e Raleando, uma organização patrocinada pela Pfizer, fabricante do Rogaine para homens e mulheres. Outros milhões sofrem de perda de cabelo causada por uma compulsão de arrancar o cabelo ou por usar rabos-de-cavalo apertados ou outros penteados que repuxam o couro cabeludo.

Fonte: [url=http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2005/09/22/ult574u5852.jhtm]UOL[/url]
oan Denton estava folheando o álbum de casamento de seu filho, dois anos atrás, quando algo chamou sua atenção, e não foi o noivo sorridente ou a noiva radiante –foi seu próprio couro cabeludo. “Vi que dava para ver o topo da cabeça”, disse Denton, 59, de Eatontown, Nova Jersey.

Joseph J. Delconzo/The New York Times
Mulheres com calvície, como Joan Denton, não correm risco de ficar totalmente careca
Desde então, Denton investiu milhares de dólares em pílulas, poções, géis, talcos e xampus especiais, em uma tentativa de preservar, encorpar e encher o cabelo. “Mas ele só raleou”, disse ela. “Eu me sentia horrível.”

Sua experiência não é única. Estima-se que 30 milhões de mulheres –cerca de uma em cada cinco– sofram de perda de cabelo, de acordo com o Instituto da Mulher de Cabelo Fino e Raleando, uma organização patrocinada pela Pfizer, fabricante do Rogaine para homens e mulheres. Outros milhões sofrem de perda de cabelo causada por uma compulsão de arrancar o cabelo ou por usar rabos-de-cavalo apertados ou outros penteados que repuxam o couro cabeludo.

As trancinhas apertadas ao couro cabeludo, os pentes quentes e procedimentos de relaxamento do cabelo causaram uma “epidemia” de perda de cabelo entre mulheres negras, disse Susan C. Taylor, diretora da Society Hill Dermatology, na Filadélfia. Ela estima ter visto um aumento de 50% a 60% no número de mulheres com queda de cabelo devido aos penteados e escovas nos últimos 15 anos.

Mesmo assim, as mulheres ainda são menos propensas do que os homens a terem problemas com o raleamento do cabelo: um em cada dois homens perde o cabelo aos 50 anos. Além disso, raramente a queda de cabelo na mulher é tão evidente quanto as carecas lustrosas dos homens. O cabelo da mulher raleia por toda a cabeça. Às vezes, porém, esse raleamento pode ser visível e gerar risco de queimadura pelo sol e até câncer de pele no couro cabeludo. Além disso, é fonte de grande ansiedade.

“O cabelo é uma espécie de cobertor de segurança. Sem cabelo, nos sentimos completamente expostas. É como estar nua na frente de todo mundo”, disse Felicia Milewicz, diretora de beleza da revista Glamour, que disse que o raleamento do cabelo é uma reclamação comum entre as leitoras.

As mulheres sofreram muito tempo em silêncio, recorrendo a perucas e lenços para esconder a falta de cabelo. Entretanto, cada vez mais, elas estão procurando remédios, dizem os médicos e cabeleireiros. Com o surgimento de novos tratamentos médicos para satisfazer padrões de perfeição para o rosto –dentes mais brancos, pele mais suave, olhos maiores- as mulheres talvez estejam menos dispostas a tolerar o cabelo raleando.

Alan J. Bauman, cirurgião de transplante de cabelo e fundador do Grupo Médico Bauman, em Boca Raton, Flórida, disse que as mulheres estão cada vez mais conscientes que os remédios tópicos, transplantes e tratamentos a laser criados para os homens também podem ajudá-las.

No entanto, não existem tratamentos perfeitos. Os médicos têm menos recursos para tratar a perda de cabelo nas mulheres do que nos homens e não sabem como impedir o cabelo de cair em primeiro lugar.

A queda do cabelo é tão natural quanto seu crescimento. Cabeças saudáveis deixam cair de 50 a 100 fios de cabelo por dia, de acordo com a Academia Americana de Dermatologia. (Em geral, as pessoas têm entre 90.000 a 140.000 fios de cabelo). Com a idade, o raleamento aumenta. “Com 50 anos, você têm metade do número de fios que tinha aos 15. O folículo começa a produzir cabelo de menor qualidade -mais fino, mais esparso e mais branco”, disse John E. Wolf Jr., diretor de dermatologia do Colégio de Medicina Baylor, em Houston.

Para a mulher, o problema começa quando ela perde tanto cabelo que o couro cabeludo aparece. Isso pode ser temporário, quando acontece depois do nascimento, por exemplo, ou devido a uma disfunção da tiróide, ou em resposta a um fator de estresse, como uma febre alta, dieta radical ou anestesia geral.

Megan Parks, 17, estudante da Universidade George Fox em Newberg, Oregon, acha que perdeu metade de seu cabelo em junho, depois de uma febre de 40 graus por envenenamento por salmonela. Ele está começando a voltar, porém. “Tem cabelinhos bonitinhos saindo no topo da cabeça”, disse Parks.

No entanto, o padrão de perda de cabelo feminino, em geral, é permanente. Acredita-se que seja influenciado por níveis de hormônios sexuais, que flutuam dramaticamente depois da menopausa, mas não está claro exatamente quais hormônios são responsáveis pelo processo.

Rabos-de-cavalo apertados, tranças e extensões de cabelo podem causar perda permanente por puxar continuamente as raízes, ferindo os folículos. Outra causa de dano ao folículo é a trichotillomania, a compulsão de puxar ou arrancar o cabelo. Entre seis a oito milhões de americanos sofrem dessa forma de perda de cabelo, nove vezes mais mulheres do que homens, disse Janet L. Roberts, professora de dermatologia clínica na Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, em Portland, e tesoureira da Sociedade de Pesquisa em Cabelo Norte Americana. O estresse, a ansiedade e a depressão parecem contribuir para o distúrbio.

Os tratamentos contra a queda de cabelo procuram fortalecer os folículos. De alguma forma, isso é mais fácil nos homens do que nas mulheres, porque nos homens o hormônio que provoca a queda é conhecido (dihydrotestosterona). Os médicos podem combater seu efeito receitando Propecia. “Temos essa arma que congela, por assim dizer, a queda de cabelo”, disse Bauman. “Não temos tratamento similar para as mulheres.”

Rogaine (nome do composto genérico minoxidil) é o único remédio conhecido que diminui a queda de cabelo entre homens e nas mulheres. O Rogaine das mulheres é menos potente do que o dos homens -2%, em vez de 5%- mas muitos dermatologistas recomendam a solução de 5% também para as mulheres. O produto deve ser colocado no couro cabeludo duas vezes por dia (a um custo mensal de US$ 25, ou R$ 58). Como não foi estudado em mulheres grávidas, aconselha-se que as pacientes conversem com seus médicos se estiverem grávidas ou pensando em engravidar.

Outras drogas são voltadas para causas específicas da perda de cabelo. Por exemplo, mulheres com níveis anormalmente altos de hormônios masculinos podem tomar pílulas contraceptivas contendo estrogênio, ou tomar spironolactone, uma droga que bloqueia o metabolismo de hormônios masculinos. Aquelas que têm alopecia areata, resultante de um distúrbio auto-imune, podem tomar injeções de cortisona na cabeça ou passar um creme tópico.

Alguns médicos, inclusive Bauman, recomendam às pacientes uma série de tratamentos de laser de baixa intensidade (entre US$ 3.500 e US$ 4.000 por ano, ou entre R$ 8.000 e R$ 9.000). Alguns estudos pequenos sugerem que o laser pode ajudar a estimular o metabolismo celular e promover o crescimento do cabelo, apesar de muitos médicos duvidarem. Talvez a estratégia mais simples seja o uso de talcos e sprays, como o Toppik Hair Building Fibers (US$ 20, em torno de R$ 46) e o Fullmore (US$ 20), para dar textura ao cabelo existente. “Realmente, ele cobre os pontos carecas”, disse Denton, de Nova Jersey, que experimentou o produto.

Alguns cabeleireiros recomendam xampus que encorpam o cabelo, como Nioxin Bionutrient Protectives Cleanser (US$ 13, aproximadamente R$ 30). “Freqüentemente fazem o cabelo parecer mais groso, mas definitivamente não fazem crescer mais fios”, disse Taylor.

Perucas e apliques continuam vulneráveis ao vento e a engraçadinhos, mas ganharam em sofisticação. Adesivos leves são usados e fios sintéticos ou naturais são misturados ao cabelo existente. O resultado é um cabelo mais cheio, que dura de quatro a seis semanas. Em geral custa em torno de US$ 2.500 (R$ 5.700) pela aplicação e um ano de limpeza, corte e penteado.

Denton tentou muitos desses tratamentos antes de recorrer à cirurgia de transplante, um procedimento de quatro horas que custa cerca de US$ 10.000 (aproximadamente R$ 23.000). “Isso foi a minha plástica”, disse ela. “Foi o que decidi fazer por mim.”

Diferentemente dos antigos implantes, as novas cirurgias fazem enxertos minúsculos, implantando folículos tirados de trás da cabeça, um a um. Os resultados são visíveis em quatro meses, e o crescimento total acontece em um ano, disse Bauman.

Quatro meses depois da cirurgia, Denton disse: “Meu cabelo está crescendo como uma tempestade. Estou com cada parte da cabeça diferente, mas estou adorando.”

Tratamentos melhores podem estar no horizonte, agora que os cientistas identificaram células-tronco no folículo. “Agora há esperança de que um dia possamos coletar as células-tronco da própria cabeça do adulto e colocá-las em áreas de perda de cabelo, e assim gerar novas células de cabelo”, disse Taylor.

Os cientistas ainda precisam de “maior compreensão dos processos moleculares que governam o crescimento do cabelo”, disse Wolf, inclusive dos genes e hormônios envolvidos. “É tudo uma ciência muito complexa e difícil”, disse ele, “E acho que ainda temos alguns anos pela frente.”

Para o cabelo delicado, cuidado amoroso

Sofrendo de cabelo frágil e ralo? O que você não deve fazer:

Ignorar o problema. O tratamento logo cedo oferece a melhor chance de preservar e engrossar o cabelo existente. “Assim como as células do cérebro, quando as células do cabelo são destruídas ou programadas para destruir, elas não podem ser regeneradas”, disse Susan C. Taylor, dermatologista da Filadélfia.

Tratar o cabelo com agentes químicos pesados e calor. Relaxantes do fio de cabelo, peróxido, pentes quentes, ferros e até secadores podem deixar o fio quebradiço. “Secar o cabelo com secador quente talvez seja a pior que a mulher pode fazer diariamente”, disse Janet L. Roberts, professora de dermatologia da Universidade de Saúde e Ciências de Oregon, em Portland.

Dietas xiitas. Flutuações de peso repentinas são um importante fator para queda de cabelo entre mulheres jovens. Perdas graduais de 0,5 kg a 1 kg podem evitar esse tipo de problema.

Falta de proteína e ferro. O corpo precisa dos dois para ter cabelos saudáveis. “Coma alguma forma de proteína no café da manhã, almoço e jantar”, disse Roberts.

Amarrar o cabelo muito apertado. Com o tempo, tranças apertadas e rabos-de-cavalo podem estressar o cabelo e o folículo, levando ao rompimento temporário ou até perda permanente, disse Taylor.

Lavar com xampus que clareiam ou ressecam o cabelo. As fórmulas suaves ou que dão volume e não tiram a umidade do cabelo são as melhores para fios delicados e finos.

Deixar de usar o condicionador. Isso ajuda a impedir o dano ao cabelo fino e delicado “minimizando a fricção entre os fios”, disse Roberts.

Lidar com o cabelo de forma agressiva. Secar com a toalha com força, coçar pode danificar o cabelo e o couro cabeludo.

Escovar freqüentemente. Aquele velho conselho de escovar o cabelo 100 vezes por dia para que seja saudável é de fato uma receita para quebrá-lo, de acordo com Roberts. Um pente de dentes largos é a melhor opção

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