Ter muita saúde lidera lista de desejos

Quem nunca desejou, de brincadeira ou num momento difícil, encontrar uma lâmpada mágica habitada por um gênio que tudo pudesse conceder?
A questão é que desejos são mais ou menos como aquele biscoito de chocolate: é praticamente impossível se contentar com apenas um. Na história matriz, a de Aladim, o gênio da lâmpada pelo menos concedia três pedidos, o que facilitava o planejamento e reduzia consideravelmente os riscos da aposta. Mas e se fosse um único pedido? E, para piorar, se em vez da livre escolha, a mamata se reduzisse a sete condições predeterminadas?
Quem nunca desejou, de brincadeira ou num momento difícil, encontrar uma lâmpada mágica habitada por um gênio que tudo pudesse conceder?
A questão é que desejos são mais ou menos como aquele biscoito de chocolate: é praticamente impossível se contentar com apenas um. Na história matriz, a de Aladim, o gênio da lâmpada pelo menos concedia três pedidos, o que facilitava o planejamento e reduzia consideravelmente os riscos da aposta. Mas e se fosse um único pedido? E, para piorar, se em vez da livre escolha, a mamata se reduzisse a sete condições predeterminadas?
O Datafolha foi às ruas para saber o que os paulistanos mais pediriam ao gênio. Saúde foi o desejo campeão, seguido pela imagem de uma família feliz.

Resultados
“É um resultado previsível, porque a saúde, hoje mais do que nunca, é uma preocupação recorrente em todas as sociedades. Questões de bem-estar e saúde estão permanentemente em discussão”, avalia a antropóloga Guita Debert, da Unicamp.

Até porque a escolha pode ter sido orientada por duas percepções diferentes, ressalta o psicanalista Jorge Forbes.

“Para alguns, saúde pode manter ainda o sentido tradicional, de não ter doença. Mas outros podem dar uma interpretação mais atual, ligando o conceito diretamente à qualidade de vida e outros benefícios, como disposição para relações sexuais, ter uma pele bonita ou não perder cabelo. É a coisa do prazer corporal.”

Amor
O que chamou a atenção de especialistas foi a opção “viver um grande amor”, que aparece num desenxabido quinto lugar. “É surpreendente que o paulistano tenha preferido a família a um grande amor. As pessoas simplesmente não relacionam o amor à formação de uma família feliz”, observa Forbes. Também é sinal dos tempos, pensa Guida. “Tem a ver com a experiência contemporânea, em que o amor é visto como coisa provisória; não há mais aquela visão romântica de que é para a vida inteira.”

Na mesma onda pragmática, dinheiro ficou em terceiro lugar, à frente de inteligência. Fama e beleza foram parar no fim do ranking. “Elas não são equivalentes a saúde e família”, diz Forbes. “São valores considerados superficiais ou fúteis e, em geral, as pessoas não se sentem à vontade para escolher algo assim, ainda que o desejem. É um toque do “politicamente correto'”, acredita.

Talvez seja também por constrangimento que, em plena era de botox, lipos e plásticas, o pedido para ser belo/bela tenha dado traço. Ninguém pensou em Gisele Bündchen.

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