Hiperatividade atinge 6% de crianças no País

Baixo rendimento na escola, reprovação, dificuldade de relacionamento social e educacional podem ser conseqüências do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), distúrbio que pode atingir cerca de 6% da população em idade escolar. Em Fortaleza, o Hospital Universitário Walter Cantídio, da UFC, mantem núcleo de pesquisa no tema e atendimento aos portadores
Baixo rendimento na escola, reprovação, dificuldade de relacionamento social e educacional podem ser conseqüências do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), distúrbio que pode atingir cerca de 6% da população em idade escolar. Em Fortaleza, o Hospital Universitário Walter Cantídio, da UFC, mantem núcleo de pesquisa no tema e atendimento aos portadores
Na família, era conhecido como menino impulsivo. Na escola, desatento, indisciplinado, briguento. Apresentava baixo rendimento escolar, foi reprovado dois anos, suspenso das aulas diversas vezes e passou por quatro colégios. Depois de várias tentativas de adaptação frustradas, abandonou os estudos. O relato foi feito por uma mãe de um jovem de 17 anos, no II Simpósio Transtorno Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), realizado neste sábado, 3, na Escola de Saúde Pública, no Meireles. ”Meu filho não se tornou hiperativo na adolescência sempre foi assim, o problema é que as escolas não estão preparadas para identificar o distúrbio”.

Estima-se que no Brasil cerca de 6% da população em idade escolar pode ter TDAH. Durante o encontro, destinado a educadores, pais, profissionais da área de saúde e estudantes universitários (medicina, enfermagem, psicologia, pedagogia e terapia ocupacional), familiares apresentaram casos clínicos. ”Já sabemos tudo sobre o assunto, mas nunca conseguimos diagnóstico preciso. Ele (filho) mesmo se identificou com os sinais do transtorno”, explica um pai, cujo filho já tem 28 anos.

Pais que apresentam TDAH e têm filhos com o distúrbio também participaram do simpósio como tentativa de compreender melhor o assunto. Em geral, lembram que os professores são despreparados e preferem resolver o problema encaminhando os alunos para a coordenação e, depois, para suspensão ou expulsão do colégio. Um dos pais revelou que vai procurar a escola do filho para falar sobre o transtorno a fim de evitar que outras crianças estejam passando pelas mesmas dificuldades sem que tenham um diagnóstico adequado.

A coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Déficit de Atenção (NPDA), do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC), a psiquiatra Valéria Barreto Novais e Souza, observa que estudos clínicos mostram que fator hereditário, adversidades psicossociais como conflitos familiares e peso baixo ao nascer são importantes para o desenvolvimento de TDAH. O transtorno pode se manifestar com sinais de desatenção ou por hiperatividade impulsiva. A médica diz que o primeiro caso geralmente passa despercebido na família e na sociedade porque não incomoda. Já na outra situação, o diagnóstico é feito no consultório.

fonte:[url=http://www.noolhar.com/opovo/fortaleza/542789.html]www.noolhar.com[/url]

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