Ambiente das festas influencia padrões de consumo de droga

A imagem do toxicodependente de rua a injectar-se com heroína já não corresponde tanto aos novos consumos de droga. Agora muito acontece em ambiente de festas de fim-de-semana em que os diferentes estilos de música de dança dão o tom ao tipo de pessoas que lá aparece e também às drogas de eleição.

A associação quase exclusiva que é feita do consumo de ecstasy à música de dança electrónica em geral “é errada”. Os estilos musicais variam e atraem gente com diferentes origens sociais, valores e padrões de consumo de substâncias. É o que conclui o psicólogo Victor Silva na investigação Techno, House e Trance: uma incursão pelas culturas da dance music, publicada no último número da revista Toxicodependências, editada pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).
A imagem do toxicodependente de rua a injectar-se com heroína já não corresponde tanto aos novos consumos de droga. Agora muito acontece em ambiente de festas de fim-de-semana em que os diferentes estilos de música de dança dão o tom ao tipo de pessoas que lá aparece e também às drogas de eleição.

A associação quase exclusiva que é feita do consumo de ecstasy à música de dança electrónica em geral “é errada”. Os estilos musicais variam e atraem gente com diferentes origens sociais, valores e padrões de consumo de substâncias. É o que conclui o psicólogo Victor Silva na investigação Techno, House e Trance: uma incursão pelas culturas da dance music, publicada no último número da revista Toxicodependências, editada pelo Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT).
O autor frequentou durante dois anos festas com três estilos de música de dança – techno, house e trance – tentando conhecer este universo através da observação participante e de entrevistas a frequentadores, sobretudo na região Norte, conta ao PÚBLICO.

Victor Silva, que é psicólogo da Comunidade Terapêutica do Norte, explica que hoje em dia são cada vez menos os que consomem só uma droga. “A regra é o policonsumo” e “a cannabis surge como o elemento comum” – ou, como se lê no seu artigo, tornou-se no “refogado onde depois se deitam os ingredientes principais”.

À parte este elemento comum há outras tendências: “Os adeptos techno preferem as pastilhas, os do house a cocaína, os do trance os ácidos” (ver caixa). Victor Silva ressalva que nem todos os que frequentam estas festas consomem drogas ilegais mas a prática “é muito visível e está quase normalizada dentro destas culturas”.

A ligação da droga ao consumo em festas está a levar a mudanças nos padrões de consumo, conclui ainda. O consumo de heroína, “que ainda é um problema grave”, “já não é chamativo” devido à imagem do “junkie de rua”. Os adeptos da techno “podem tornar-se nos próximos junkies”- numa festa uma pessoa pode chegar a consumir dez pastilhas de ecstasy, exemplifica.

Está-se a passar para “o junkie de fim-de-semana”. E os consumos que o psicólogo encontrou, assim concentrados em dias definidos (sobretudo à sexta e ao sábado) “são altíssimos e potencialmente perigosos”, nota Victor Silva no artigo que é o resumo da sua tese de mestrado em Psicologia do Comportamento Desviante.

fonte:[url=http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1245490]www.publico.clix.pt[/url]

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