1- Avaliação do desenvolvimento e preparação para procedimentos invasivos

Dos programas que compõe o serviço de Psicologia da Sobrapar, dois deles, embora pareçam completamente distintos pela sua nomenclatura, na maioria das vezes definem e complementam o trabalho de um e do outro. O primeiro, a avaliação do desenvolvimento, tem por objetivo descrever e acompanhar o desenvolvimento intelectual, emocional, motor e social nas diversas idades da criança. A partir deste tipo de avaliação, caso identificado problemas ou áreas de risco, podem ser propostas estratégias ou planos de tratamento que facilitem desenvolvimento da criança e a prevenção de problemas.

Todas as crianças que iniciam no hospital devem passar por este tipo de avaliação. É realizada de 6 em 6 meses nos primeiros 2 anos de vida. Depois, uma vez por ano até os 15 anos. Este programa auxilia na definição da realização da cirurgia ou não.

Nos casos dos problemas de fissuras, queimaduras e traumas, caso sejam identificados atrasos, podem ser indicados estimulações para que se tenha um paciente mais adequado ao procedimento. Já nos casos de craniossionostoses, o atraso pode ser um indicativo de que a cirurgia precisa ser feita o quanto antes, pois a pressão intracraniana pode já estar gerando déficits em termos de desenvolvimento. A partir disso, o trabalho do segundo programa aqui proposto, a preparação para procedimentos invasivos, pode ser realizado de forma mais breve ou mais longa, dependendo das urgências apontadas pela avaliação.

O programa de preparação busca fornecer ao paciente, estratégias de enfrentamento eficazes para minimizar os efeitos aversivos de procedimentos diversos (cirúrgicos, odontológicos ou ambulatoriais), estabelecendo condições favoráveis que possam ser generalizadas para futuras intervenções. Procura instalar comportamentos de cooperação para com a equipe multidisciplinar, quanto ao repertório necessário, visando a recuperação do paciente de forma mais rápida e segura.

Quando se prepara para os procedimentos cirúrgicos, procura auxiliar o paciente no período pós-cirúrgico, informando-lhe sobre comportamentos cooperativos e fornecendo técnicas de controle que possam ser eficazes no manejo da ansiedade. Portanto, esse segundo depende muitas vezes dos resultados apontados pelo primeiro, bem como muitas vezes se faz necessário que quando identificados alguns problemas na preparação dos pacientes, estes sejam reavaliados, para que se possa identificar os possíveis atrasos desenvolvimentais.

autor: Ana Lucia Ivatiuk – SOBRAPAR

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