Caso clínico: comportamento de fuga e esquiva, frente a situações aversivas diversas

O presente trabalho tem como objetivo o relato de um atendimento do
programa de estágio curricular, através do encaminhamento cedido pelo programa
de estágios integrados da instituição, apresentando como queixa inicial déficit
de enfrentamento adequado frente a situações consideradas aversivas pelo mesmo e
auto-regras distorcidas apresentando comportamentos fuga e/ou esquiva frentes a
situações aversivas como, por exemplo, afirmações sobre o suposto caráter
duvidoso da avó materna, além de sentimentos como culpa, por acreditar que após
a perda de sua mãe, na adolescência não colaborado para a educação de seus irmão
de forma adequada. Inicialmente foram realizadas cinco sessões para recepção do
paciente com o objetivo de coleta de dados para se entender as funções dos
comportamentos classificados como problemas e para tanto, foi realizada a
análise funcional. Em seguida foi focalizada a amplitude do repertório quanto às
formas de enfrentamento do paciente e discrimina!
ções dos estímulos que mantinham as auto-regras distorcidas que por sua vez,
aumentavam a freqüência de suas queixas comportamentais. O plano de tratamento
que se baseou na aplicação de técnicas de relaxamento, programa de
auto-instrução, ensaios comportamentais e orientações para as discriminações de
suas auto-regras, com o objetivo de modificar as mesmas diante das contingências
ambientais vigentes. Observou-se que após 20 sessões semanais, o paciente
apresentou um aumento em seu repertório no que se refere às formas adequadas de
enfrentamento, apresentando controle frente aos estímulos considerados como
aversivos. Passou a dialogar de forma tranqüila com as pessoas que podiam lhe
transmitir informações consideradas como aversivas, selecionando entre estas, as
que correspondiam às situações ambientais experenciadas (utilização da técnica
de ensaio comportamental), generalizando-as às condições ambientais externas ao
contexto terapêutico. Conclui-se que as discriminações real!
izadas pelo paciente promoveu uma mudança em seu repertório comportamental,
extinguindo assim os comportamentos indesejados e ampliando as formas de
enfrentamento frente a situações consideradas aversivas pelo mesmo.

Autores: GABRIELA RUSSO SERRANO
ROSANA RIGHETTO DIAS (O)

Instituição: Centro Universitário Hermínio Ometto- Uniararas. CIPED – Unicamp.

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