Procedimentos de aprendizagem por imitação: uma comparação entre arranjos de tentativas

A imitação pode ser analisada enquanto uma técnica de ensino ou enquanto
uma classe de comportamentos, a qual implica em fazer o que um demonstrador faz,
sendo controlado por este comportamento. A imitação pode implicar em duplicação
de movimentos, como no caso de respostas motoras simples (abanar a mão) ou em
duplicação de produto, onde apenas os resultados das respostas precisam ser
similares ( comportamento vocal). A imitação é um método de ensino comumente
utilizado na análise aplicada do comportamento, porém sua efetividade é, com
freqüência, questionável. A maioria dos estudos envolvendo imitação tem
ensinado apenas comportamentos motores simples. O presente trabalho teve por
objetivo investigar o ensino de relações condicionais através da imitação. Os
protocolos de pesquisa em pesquisas sobre o ensino de discriminações
condicionais por imitação apresentam, não sistematicamente, ou uma tentativa
para o observador executar a cada uma demonstrada pelo modelo, o!
u várias tentativas a serem executadas pelo modelo para que depois o observador
execute as suas. Neste trabalho buscou-se comparar as formas de apresentação de
tentativas, sistematizando-se dois protocolos a serem utilizados em todos os
participantes. Cada conjunto de pares de relações condicionais (BA ou CA) foi
ensinado de uma das seguintes formas: 1) a cada tentativa demonstrada pelo
demonstrador, o observador executava uma tentativa; 2) a cada bloco de
tentativas demonstradas, o participante executava um bloco de tentativas. Uma
outra diferença dos protocolos aqui utilizados para aqueles já existentes na
literatura, foi a presença de algumas tentativas de identidade reforçadas
durante os treinos das relações arbitrárias. Como resultados gerais, a maioria
dos participantes aprendeu as relações condicionais propostas pelo estudo e
formou classes de equivalência. Todavia, em se analisando de forma
individualizada as sessões de cada participante, durante as fases de treino das!
discriminações condicionais propostas (BA e CA) pode-se perceber que cada uma
das relações (B1A1, B2A2, B3A3, C1A1, C2A2, C3A3) teve critério de aprendizagem
atingido em diferentes números de sessões. Também se pode perceber que o
controle de estímulos estabelecido pelo experimentador não aconteceu de forma
imediata para nenhum dos participantes, podendo-se observar, para cada sujeito,
controle por preferência de posição, preferência por estímulos e ainda rejeição
ou seleção de estímulos que não aqueles esperados pelo experimento.

Autores: Ana Carolina Sella / CNPq
Celso Goyos

Instituição: Universidade Federal de São Carlos

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