Programa de atentimento psicológico grupal com mães de uma clínica-escola de fisioterapia

Através de observações e entrevistas (semi-dirigidas), realizadas no
setor de pediatria de uma clinica-escola de fisioterapia com as estagiárias e a
supervisora do setor, o serviço de psicologia identificou a necessidade da
implantação de um programa multidisciplinar em conjunto com a fisioterapia, uma
vez que a grande maioria das crianças que são assistidas nesta clínica são
portadoras de Paralisia Cerebral (PC), diagnóstico este que causa impacto nos
pais e na sociedade. O grupo funcionou em dia e horário em função do maior
número de mães presentes na sala de espera, todas as mães eram convidadas.
Conforme dados coletados, as mães apresentaram na maioria: dificuldade na
aceitação da patologia do filho; ansiedade com relação ao prognóstico;
expectativa quanto à recuperação; preconceito social e dificuldades na adesão
tratamento fisioterápico dos filhos. Estes dados corresponderam aos objetivos do
programa que se caracterizou em levantamento de necessidades; troca de e!
xperiências entre as mães; levantamento das dificuldades relacionadas à
patologia, ao tratamento, ao comportamento da criança e ao processo de
socialização/preconceito. Os encontros eram realizados na própria clínica de
fisioterapia na sala de psicologia. No primeiro encontro foi estabelecido o
contrato do funcionamento do programa com as mães e, esclarecido os objetivos, a
função do mesmo e o papel da psicologia. No segundo encontro, ocorreu a
participação da fisioterapeuta-supervisora da pediatria, explicando de uma
maneira geral o que é PC com a especificação de cada caso, abrindo espaço para
perguntas e esclarecimentos de dúvidas. No terceiro encontro, foi discutido a
questão do preconceito; as mães relataram experiências em que sentiam
dificuldades sociais com seus filhos e trocaram experiências a respeito. Nos
encontros seguintes foram abordados os temas que as mães traziam como sendo
“difíceis de se lidar”. O que se pode observar através dos relatos
das mães!
é que o grupo, contribuiu para o entendimento da patologia (PC) dos filhos e,
com isso houve uma diminuição de sintomas de ansiedade frente ao diagnóstico dos
mesmos; as mães mostraram o quanto estão satisfeitas e interadas com o grupo, e
apresentaram expectativa da continuidade do trabalho em conjunto das áreas em
que são assistidas. Pode-se, então, concluir, que a troca de experiência tem uma
importância para a aquisição de repertório de enfrentamento e, que a expectativa
quanto ao quadro clínico e ao tratamento podem se modificar com o grupo
(processo de informações), fazendo com que várias possibilidades surjam para o
enfrentamento das dificuldades.

Autores: * Aline**Mônica, ***Adriana Said Daher Baptista
*Aluna da Graduação do Curso de Psicologia do Centro Universitário Hermínio
Ometto.
**Psicóloga Clínica
*** Docente e Supervisora do Curso de Psicologia do Centro Universitário
Hermínio Ometto e Doutoranda pela Unifesp.

Instituição: Centro Universitário Hermínio Ometto – UNIARARAS

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