Respostas espontâneas a uma publicação sobre gestão coercitiva

Em maio de 2004 foi publicado por este mesmo autor, num site voltado a
profissionais de recursos humanos – www.rh.com.br – um artigo intitulado “Gestão
Coercitiva – o medo como método” cuja redação era um convite à reflexão sobre os
métodos coercitivos utilizados por gestores de organizações empresariais para
que os objetivos determinados – pela empresa e/ou pelo próprio gestor – sejam
cumpridos. Dentre as várias possíveis conseqüências ao dito “comportamento
incompetente” estavam a “humilhação em público” e a “demissão”; esta última
sendo a mais grave, pois toca em algo extremamente sensível considerando uma
sociedade cujo trabalho rentável tem o poder de mediar a auto-estima dos
indivíduos. No rodapé da página onde o artigo é publicado, existe um espaço para
comentários dos leitores e que são redirecionados integralmente para o autor.
O presente painel foi desenvolvido com as respostas espontâneas àquele artigo
encaminhadas ao autor e advindas de todo o país com o objetivo de identificar
qual o nível de concordância/discordância e relatos de casos sobre a temática
tratada, possibilitando-nos visualizar quão (im)popular é a gestão coercitiva
nas organizações brasileiras, seja do ponto de vista conceitual ou interventivo.
Excluindo-se desta análise os comentários feitos por familiares, amigos e outras
pessoas do círculo de contatos do proponente, trinta e oito emails foram
impressos para que se fizesse análise de conteúdo e categorização dos textos em
eixos temáticos. Estas mensagens foram recebidas durante os sete dias em que o
artigo ficou anunciado na página principal do site: de 28 de maio a 3 de junho.
Todos os comentários faziam alusão positiva à publicação, não havendo
discordâncias nem críticas. A despeito, foi possível categorizar os textos em
cinco eixos temáticos: 1) solicitação de maiores informaç!
ões e literatura sobre o assunto (5,27%); 2) utilização imediata do artigo para
condução de reuniões de reflexão e/ou treinamentos em suas respectivas
organizações (7,89%); 3) relatos de casos pessoais (18,42%); 4) somente elogios
e concordância (23,68%); 5) concordância com comentários complementares
(44,74%). Conclui-se que a “gestão coercitiva” é um fenômeno urgente nas
empresas e que tem gerado muito sofrimento aos trabalhadores e resultados
insatisfatórios aos empresários. Muitíssima gente a vivencia no cotidiano,
porém, poucos (ou ninguém) sabem conceituá-la tampouco modificá-la. Assim, a
temática “coerção nas organizações de trabalho” precisa ser mais amplamente
discutida e, sobretudo, popularizada.

Autores: Paulo Roberto Teixeira Junior

Instituição: Psicólogo, consultor de RH (profissional liberal)

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