Até 15% das mulheres podem ser vítimas de depressão pós-parto

Milhares de bebês indesejados nascem todos os dias, e nem por isso têm o mesmo destino da filha de Simone, encontrada viva por um casal de namorados e encaminha ao Juizado da Infância e Juventude de BH. Então, o que pode ter acontecido com Simone? Uma possível explicação é a psicose pós-parto, um raro transtorno psiquiátrico que atinge 0,2% das parturientes.

Milhares de bebês indesejados nascem todos os dias, e nem por isso têm o mesmo destino da filha de Simone, encontrada viva por um casal de namorados e encaminha ao Juizado da Infância e Juventude de BH. Então, o que pode ter acontecido com Simone? Uma possível explicação é a psicose pós-parto, um raro transtorno psiquiátrico que atinge 0,2% das parturientes.

Neste estado, a mulher apresenta um quadro delirante. Desorientada e confusa, ouve e vê coisas que não existem e tem mudanças de humor repentinas. “Não raro, tem mudanças de comportamento extremas, motivada pelas vozes que ouve”, explica o psiquiatra e pesquisador do Hospital das Clínicas (HC/SP) Rodrigo da Silva Dias.

A psicose pós-parto é o mais raro e perigoso dos transtornos psiquiátricos puerperais (decorrentes do parto). Mais conhecida e comentada, a depressão pós-parto atinge de 10% a 15% das mulheres que acabaram de ter bebê. É caracterizada por desânimo, choro fácil e ansiedade fora do normal. A mãe também deixa de cuidar do bebê, e freqüentemente tem a sensação de estar causando algum mal ou sofrimento para o filho. Dias explica que a depressão pós-parto começa mais ou menos 15 dias após o parto e pode durar até um ano.

O transtorno puerperal mais comum é o blues ou melancolia. Nesse estado, que atinge cerca de 50% das parturientes, são comuns sensações como insegurança e medo de não dar conta das responsabilidades. Mas a mãe não chega a rejeitar o bebê, como nos dois outros casos. “Ela começa no segundo dia e, na maior parte dos casos, resolve-se sozinha em menos de três semanas”, diz o ginecologista Edilson Ogeda. São vários os fatores de risco para levar uma mulher a um transtorno puerperal. Falta de apoio psicossocial e da família, baixo nível educacional e gravidez não desejada estão entre eles. Simone, por exemplo, alegou não ter condições de criar o bebê.

Na depressão e na psicose, é preciso tratamento com psicoterapia e medicação (antidepressivos e antipsicóticos). “O importante é resgatar o vínculo da criança com a mãe o quanto antes”, sugere Dias.

A NEGAÇÃO

“Eles ainda vão descobrir quem jogou a droga dessa menina na água”. Com essa frase chocante, Simone Cassiano da Silva, de 27 anos, tentava convencer Justiça de que não havia tentado matar sua filha de 2 meses. Simone garante foi uma moradora de rua quem jogou o bebê na lagoa. “Eu entreguei o bebê a ela. Não podia ficar com ele, não tinha condições psicológicas. E ainda não tenho”, disse Simone. Nascido prematuro de 28 semanas em uma maternidade em Belo Horizonte, a guarda do bebê foi entregue provisoriamente a um casal de BH.

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