Violência entre irmãos pode ser mais séria do que se pensa

Desde a infância até o início da maturidade, as surras que Daniel W. Smith recebeu de seu irmão mais velho eram quantitativamente diferente da rivalidade comum entre irmãos. Raramente ele e seu irmão brigavam no banco de trás do carro da família a respeito de quem estava empurrando quem, ou por algum brinquedo.
Desde a infância até o início da maturidade, as surras que Daniel W. Smith recebeu de seu irmão mais velho eram quantitativamente diferente da rivalidade comum entre irmãos. Raramente ele e seu irmão brigavam no banco de trás do carro da família a respeito de quem estava empurrando quem, ou por algum brinquedo.
Ao invés disso, Smith disse durante uma entrevista que seu irmão, Sean, o agarrava e depois de prendê-lo lhe dava socos repetidamente.

“Lutar contra era pior, então eu esperava que acabasse”, disse Smith, que era 18 meses mais novo. “O que eu poderia fazer? Para onde poderia ir? Eu tinha 10 anos.”

Falar apenas de desamparo e intimidação, no entanto, é simplificar um laço complexo. Essa violência casual e intima pode ser suave como um empurrão e selvagem como um ataque com um taco de beisebol. É tão comum que se torna quase invisível. Os pais geralmente ignoram conquanto que ninguém morra, pesquisadores raramente estudam isso; e muitos psicoterapeutas consideram formas normais de se crescer.

Mas há crescente evidencias de que em uma minoria de casos, as brigas entre irmãos se tornam uma forma de abuso repetitivo, inevitável e emocionalmente prejudicial, como foi o caso de Smith.

Em um estudo publicado no ano passado no jornal Child Maltretment, um grupo de sociólogos descobriu que 35% das crianças haviam sido “batidas ou atacadas” por um irmão no ano anterior. O estudo foi baseado em entrevistas pelo telefone com uma amostra representativa de 2030 crianças ou quem cuida delas.

Apesar de alguns dos ataques ter sido passageiro e inofensivo, mais de um terço geraram problemas.

De acordo com uma analise preliminar de informações não publicadas do estudo, 14% das crianças foram atacadas repetitivamente por um irmão, 4.55% apanharam o suficiente para ter ferimentos como cortes, arranhões, dentes e ossos quebrados e 2% apanharam de irmãos com pedras, brinquedos, pás e facas.

“Há formas muito sérias de, e reações a, vitimização de irmãos”, disse David Finkelhor, sociólogo da Family Research Laboratory na Universidade de New Hampshire, autor do estudo, que sugere serem geralmente minimizados.

“Se eu batesse na minha mulher, ninguém teria problemas em dizer que é uma agressão ou um ato criminoso”, disse Finkelhor. “Quando uma criança faz o mesmo a um irmão, exatamente o mesmo ato será interpretado como uma rixa, uma briguinha ou uma disputa.”

Fonte: [url=http://ultimosegundo.ig.com.br/materias/nytimes/2288501-2289000/2288851/2288851_1.xml]http://ultimosegundo.ig.com.br[/url]

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