Bebida e volante andam juntos

Que álcool e volante não combinam todo mundo sabe, mas muita gente está se arriscando na direção. Em Belo Horizonte – MG, uma pesquisa inédita da Subsecretaria Estadual Antidrogas comprovou que os mineiros estão realmente se expondo a perigos no trânsito.
Que álcool e volante não combinam todo mundo sabe, mas muita gente está se arriscando na direção. Em Belo Horizonte – MG, uma pesquisa inédita da Subsecretaria Estadual Antidrogas comprovou que os mineiros estão realmente se expondo a perigos no trânsito.
De 510 motoristas entrevistados, nas ruas da Savassi (região Centro-Sul), 15,7% continham índices de teor alcoólico no sangue superior ao permitido na legislação (0,06 g/l), o equivalente a cerca de duas latas de cerveja. No total, 38% dos motoristas disseram ter ingerido alguma quantidade de bebida antes de dirigir.

A pesquisa foi feita nas noites e madrugadas dos finais de semana. A relação de homens e mulheres entrevistados é de quatro para um, tanto no número geral de pesquisados como no número de quem tinha bebido.

Os pesquisadores tiveram o apoio da Polícia Militar, mas não houve multas. Ainda assim, somente cerca de 50% dos entrevistados aceitaram fazer o teste do bafômetro. Os dados foram divulgados durante o 10º Encontro dos Conselhos Estaduais Antidrogas da Secretaria Nacional Antidrogas – Senad, em Belo Horizonte.

O resultado foi apresentado também ao Governador Aécio Neves. O teor alcoólico acima do permitido aumenta cerca de nove vezes o risco de envolvimento em acidente, conforme explicou o Psicólogo Rogério Salgado, da “Associação Brasileira para a Prevenção do Uso e Abuso de Drogas”, um dos Coordenadores da pesquisa.

Ele ressalta os efeitos maléficos ao organismo na hora da direção. Falta de atenção, dificuldade em se avaliar as distâncias e redução do processamento mental em relação a uma situação crítica são os principais danos. “Há uma perda da capacidade de dirigir, já que o álcool é um depressor do sistema nervoso.”

Na opinião do Psiquiatra e Coordenador da Pesquisa, Valdir Ribeiro, da Universidade Federal de São Paulo, os índices são extremamente preocupantes. Principalmente, porque a faixa etária predominante entre os usuários de álcool é de 18 a 30 anos.

Os jovens, conforme o especialista, já se envolvem mais em acidentes de trânsito por serem impulsivos e trafegarem em altas velocidades. “A associação do álcool ao volante com a idade é muito perigosa. Uma pessoa de 20 anos tem 55 vezes mais chances de se envolver em uma batida que um homem de 65 anos”, disse Ribeiro.

Fonte: [url=http://www.antidrogas.com.br/mostranoticia.php?c=3218&msg=Bebida]www.antidrogas.com.br[/url]

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