Estresse e Diabetes

A vida moderna trouxe muitas facilidades e também muitas doenças antes pouco conhecidas entre nós, uma delas é o estresse. É importante frisar que o estresse não é uma conseqüência do mundo atual, na verdade ele sempre esteve presente na vida do ser humano.

Toda vez que o homem passa por situações que impõem riscos à vida, o seu corpo pode responder com sensações como taquicardia, falta de ar, “nó na garganta” etc. Essas são algumas das sensações em resposta a um estresse e fazem com que corpo e mente descubram a melhor maneira de agir ou fugir dessas situações desagradáveis. Portanto, nem sempre o estresse é negativo na vida do homem, muitas vezes é um mecanismo de defesa que o protege de ameaças.

Em algumas ocasiões, as pessoas com diabetes procuram justificar a falta de controle no tratamento pelos problemas enfrentados no dia-a-dia e pelo estresse e ansiedade por eles desencadeados. Porém é preciso lembrar que as dificuldades estão presentes na vida de qualquer pessoa, sendo ou não diabético. A maneira de encarar essas dificuldades é que vai tornar um estresse saudável em doentio.

Quando uma pessoa está com estresse doentio não consegue enxergar seu potencial e todos os problemas são vistos como insuperáveis. Por exemplo, o indivíduo não acredita que pode ter uma alimentação mais saudável, nem que tem capacidade para fazer exercícios físicos, ou seja, dificilmente acredita em si próprio e culpa o destino ou os outros por suas derrotas e pelo insucesso no tratamento.

Concentrar-se no que não conseguiu fazer no passado é pouco produtivo, pois o tempo e o esforço utilizados para isso poderiam ser aproveitados para agir efetivamente no dia de HOJE. Acreditar no seu potencial criativo é o primeiro passo para enfrentar o estresse de cada dia e passar a viver esse dia com mais saúde e vida, mesmo com diabetes.

“Continuo aprendendo com o meu diabetes. A cada vitória sinto-me mais segura e a cada derrota torno-me mais forte para tentar outra vez” (Solange Travassos de Figueiredo – médica e diabética tipo I desde 15 anos de idade).

Lara Ferreira Guerra
Psicóloga CRP 13/3028

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