Natureza do estresse relacionada à riscos de infartos

Olhando de fora, o coração de um atleta que corre ou nada com freqüência apresenta praticamente as mesmas dimensões encontradas em um indivíduo sedentário e com hipertensão arterial. Por que, então, o segundo está mais sujeito a um ataque cardíaco do que o primeiro?
Olhando de fora, o coração de um atleta que corre ou nada com freqüência apresenta praticamente as mesmas dimensões encontradas em um indivíduo sedentário e com hipertensão arterial. Por que, então, o segundo está mais sujeito a um ataque cardíaco do que o primeiro?
Para tentar responder à intrigante pergunta, pesquisadores das universidades de Duke e da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, resolveram fazer uma série de estudos em ratos de laboratório. Um dos pontos analisados foi a importância do tempo de exposição ao estresse.

Depois de analisar o coração de animais que fizeram exercícios e de outros que desenvolveram hipertensão, os cientistas verificaram que, para o músculo cardíaco, importa menos a intensidade do estresse e mais a qualidade do evento.

Depois de sete dias de testes, o coração tanto de um grupo como de outro estava aparentemente do mesmo tamanho. Mas uma análise mais detalhada de ambos os músculos bastou para mostrar que, enquanto os corações dos atletas eram realmente saudáveis, o do outro grupo não poderia ser classificado da mesma forma.

Apesar de ter um tamanho um pouco maior do que o normal, o coração impactado pela hipertensão arterial não estava mais desenvolvido. Na realidade, foi como se tivesse sofrido um inchaço, com paredes finas. Estrutural e citologicamente, o músculo cardíaco do grupo dos camundongos que sofriam pressão alta apresentou uma série de anormalidades.

“Os resultados demonstram que não é a duração, mas sim a natureza do estresse a chave do problema”, explicou o cardiologista Howard Rockman, líder do estudo. O trabalho do grupo está publicado na edição de 1º de junho da revista científica Journal of Clinical Investigation.

Fonte: [url=http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?data[id_materia_boletim]=5590]www.agencia.fapesp.br[/url]

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