Kant e seus juízos na Terapia Cognitiva (TC)

A reestruturação cognitiva tem sido eficazmente utilizada como parte do arsenal terapêutico da depressão. Este artigo pretende demonstrar que o modelo das distorções cognitivas pode ser analisado sob o ponto de vista da filosofia kantiana.
A constatação de que a distorção cognitiva faz parte da síndrome depressiva é, hoje em dia, amplamente aceita nos meios do Campo Psi (Wright19). Verificou-se que a reestruturação cognitiva, ao corrigir estas distorções, tor­na-se fundamental na terapia da depressão, influindo até mesmo nos processos bioquímicos (Fishman12).

Entretanto, a importância das distorções cognitivas só passou a ser enfatizada a partir dos trabalhos de Beck, na década de 60 (Beck, 1963, 1964). A terapia cognitiva consolida-se, cada vez mais, como alternativa ao trata­mento com fármacos da depressão, podendo ser utilizada combinada ao mesmo ou isoladamente. Sua eficácia já foi comprovada quanto ao tratamento da depressão, estan­do sua utilização sendo atualmente estendida ao trata­mento de outros transtornos (Beck & cols.3-5; Freeman & Dattilio13).

Teoria Cognitiva

As raízes históricas da abordagem cognitiva remontam à filosofia grega do Séc. I, ao início do pensamento mo­derno do Séc. XVIII, através das idéias de Kant, e também à fenomenologia do Séc. XX.

Os estóicos, na Grécia, estavam entre os primeiros a assinalarem que os sentimentos podem ser controlados pela modificação do pensamento. Epitetus (55 – 135 dC), em Roma, afirmava que "os homens são perturbados não só pelas coisas em si, mas pela visão que se tem delas" (Karasu17).

Albert Ellis, com sua Terapia Racional-Emotiva (TRE), forne­ceu suporte aos princípios da Terapia Cognitiva. Tanto a TRE como a TC acreditam que o indivíduo adota formas de raciocínio e possui controle sobre seus pensamentos e ações. Em ambas as abordagens terapêuticas busca-se identificar o conteúdo específico de cognições e/ou crenças do paciente. A TRE tem como objetivo convencer o paciente da irracionalidade de seus pensamentos e oferecer uma filosofia de vida mais adaptativa, enquanto na TC os pacientes aprendem a avaliar suas próprias cognições, testando a validade de suas crenças, o que demonstra a ênfase no aspecto colaborativo da TC (Dattilio8; Ellis11).

Para Ellis, "uma grande parte do que chamamos emo­ção não é nada mais do que um certo tipo – um tipo distorcido, preconceituoso ou altamente avaliativo (sobrevalorado) – de pensamento… Pensamento e emoção são tão intimamente interrelacionados que geralmente se acompanham, agem num tipo de relação de causa e efeito e, em certos aspectos, (e em quase todos) são essencialmente a mesma coisa, de tal forma que o pensamento de uma pessoa se trans­forma na sua emoção e a emoção se torna seu pensamento" (Ellis9) .

Seu modelo ABC, que procurava atacar diretamente falsas crenças é, na verdade, a instauração da abordagem terapêutica cognitiva, que depois foi desenvolvida, entre outros, por Beck. O modelo ABC envolve a interação entre as Crenças da pessoa (B: Beliefs), os Antecedentes ambientais (A) e as Conseqüências emocionais e/ou com­portamentais (C) (Ellis9).

A influência da filosofia do conhecimento, de Kant, sobre o modelo teórico cognitivo, já havia sido citada por Beck, em 1979 (Beck2). Neste artigo, foi feito um paralelo entre os tipos de distorções cognitivas estabele­cidas por Beck e os tipos de juízos de I. Kant. As distorções cognitivas foram vistas como erros na utilização de um ou mais tipos destes juízos.

Em seu livro "Crítica da Razão Pura", Kant15 de­monstrou que o pensamento é estruturado sob a forma de juízos. Partindo desta premissa, elaborou uma tábua com as doze formas de juízos possíveis, que estariam na base de todo processo de entendimento, retomando a classificação aristotélica e dando-lhe novo sentido. Essas formas de juízos se classificariam de acordo com a Quan­tidade, a Qualidade, a Relação e a Modalidade.

Kant divide cada um desses quatro tipos em três mo­mentos:

De acordo com a Quantidade, os juízos podem ser Universais, Particulares ou Singulares. Segundo a Quali­dade, os juízos seriam Afirmativos, Negativos ou Limi­tativos. Quanto à Relação, podem ser Categóricos, Hipo­téticos ou Disjuntivos. E, quanto à Modalidade, Possíveis (Problemáticos), Reais (Assertórios) ou Necessários (Apo­díticos).

Tabela 1

Tábua dos juízos de Kant (Immanuel Kant – "Crítica da Razão Pura" – 1787).

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pensamento é estruturado sob a forma de juízo

Doze formas de juízos possíveis

Quatro tipos de juízos; cada tipo dividido em três momentos

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I. Juízo: Quantidade

Três Momentos:

Universal – ex: Toda rosa é vermelha

Particular – ex: Alguma rosa é vermelha

Singular – ex: Esta rosa é vermelha

II. Juízo: Qualidade

Três Momentos:

Afirmativo – ex: A rosa é vermelha

Negativo – ex: A rosa não é vermelha

Limitativo – ex: A rosa é não-vermelha

III. Juízo: Relação

Três Momentos:

Categórico – ex: Indiscutível

Hipotético – ex: Se…, então…

Disjuntivo – ex: Ou…, ou…

IV. Juízo: Modalidade

Três Momentos:

Possível – ex: É possível que…

(Problemático)

Necessário – ex: É necessário que…

(Apodítico)

Real – ex: É real que…

(Assertório)

Analisando a Tábua Kantiana, podemos perceber que as distorções cognitivas, descritas como erros na forma de avaliação dos dados da realidade, correspondem a uma inadequação na utilização de formas de juízo, pela utilização inapropriada de uma proposição inadequada à situação de realidade.

Kant, em seu tratado de Lógica, mostrou que "alguns acreditam que é fácil transformar uma proposição hipo­tética numa proposição categórica. Contudo, isso não pode ser porque as duas são, por natureza, inteiramente dife­rentes uma da outra" (Kant15).

Nas distorções cognitivas (juízos inapropriados) são utilizados critérios idiossincráticos e inquestionáveis para perceber e lidar com a realidade que, quando comparados os dados empíricos, revelam-se distorcidos. Estas dis­torções cognitivas são interpretações desadaptativas acer­ca da realidade e estão na base das emoções disfuncionais.

Funcionamento cognitivo

A terapia cognitiva visa modificar os esquemas desa­daptativos e corrigir as distorções cognitivas que levam a emoções disfuncionais (Lemgruber17).

O modelo do funcionamento cognitivo de Beck ba­seia-se no fato de que as interpretações do indivíduo a respeito da realidade externa vão sendo estruturadas pau­latinamente em seu desenvolvimento, formando esque­mas que ajudam o indivíduo a avaliar sua adequação no mundo. Os esquemas seriam como "fórmulas" ou "regras" utilizadas para facilitar a ação do indivíduo frente a uma situação nova, de maneira a evitar o complexo processo de avaliação a cada momento (Rangé18). Geralmente, são adaptativos, já que precisamos de estratégias consistentes para lidar com as inúmeras informações com as quais nos deparamos na vida diária (Bowlby6).

Os esquemas podem ser desadaptativos, quando levam o indivíduo a filtrar as informações de forma fixa, geradora de emoções disfuncionais, e são a base das crenças dis­funcionais. Essas crenças disfuncionais se referem, entre outros, a temas como perfeccionismo, rejeição, sucesso, adequação das emoções. São, muitas vezes, incapacitantes e chamados de self-defeating beliefs (Burns7).

Esses esquemas tendenciosos são a base da formação de pensamentos automáticos. Os pensamentos automá­ticos são cognições que ocorrem imediatamente ao indi­víduo, em determinadas situações. São pensamentos que, geralmente, não se sustentam frente a um questionamento racional. Através da análise do conteúdo dos pensamentos automáticos é que se pode identificar e, posteriormente, reestruturar os erros lógicos das distorções cognitivas.

Abaixo, faço uma listagem do que pode ser considerada como o "de­cálogo das distorções cognitivas", com as distorções mais freqüentemente encontradas na prática clínica ou mesmo no cotidiano.

Decálogo das distorções cognitivas

1. Pensamento dicotômico – Avaliar situações em cate­gorias extremas, polarizadas. Tudo é visto como preto ou branco, sem gradações.

2. Hipergeneralização – Um evento único e isolado é interpretado como um padrão constante.

3. Abstração seletiva – Diante de uma situação, focalizar um aspecto em particular, não considerando outros, vendo apenas o que quer ver, como se fosse um "filtro mental".

4. Desqualificação – Não considerar os aspectos positivos de uma situação, que passam a ser desqualificados.

5. Inferência arbitrária – Chegar a conclusões, sem evi­dências suficientes para tal.

6. Exagero – Uma circunstância tem sua importância aumentada ou diminuída. Geralmente, os negativos são maximizados e os positivos minimizados.

7. Raciocínio emocional – Tirar conclusões sobre a reali­dade, a partir de suas emoções. Desta forma, sentir-se desesperado é prova de que não há solução.

8. Sensação de obrigação – Adotar ou construir regras, determinando a adequação de condutas e sentimentos, não se permitindo questionar e realizá-Ios diante das diversas situações.

9. Rotulação – É uma forma específica de generalização, onde a qualidade de uma determinada ação praticada é transformada em qualidade pessoal definitiva.

10. Personalização – Atribuir-se a responsabilidade sobre um determinado evento, mesmo na presença de outros fatores.
Observando esse grupo clássico de distorções cogniti­vas descrito por Beck1 e os tipos de juízo da "Tábua de juízos possíveis" de Kant14, podemos afirmar que a cada distorção cognitiva escrita por Beck corresponde um tipo de erro lógico devido a uma utilização de um momento incorreto em determinado tipo de juízo.

A seguir, coloco na Tabela 2, para cada distorção cognitiva, um exemplo de pensamento automático em relação à determi­nada situação e seu respectivo erro lógico.


Tabela 2

Seqüência de ocorrências

Situação (S); Pensamentos automáticos (PA); Tipo de distorção cognitiva (DC); Tipo de juízo inapropriado (JI); Interpretação correta (IC); Tipo de juízo apropriado (JA)

Exemplo 1

Esperando o telefonema do namorado (S) –> "Ou ele me liga todos os dias ou não me ama" (PA) –> Pensamento dicotômico (DC) –> Disjuntivo (JI) –> "Ele não me ama o suficiente ou talvez ele esteja muito ocupado" (IC) –> Hipotético (JA)

Exemplo 2

Tendo dificuldades de escrever uma carta (S) –> "Nunca conseguirei escrever um artigo" (PA) –> Hipergeneralização (DC) –> Universal (JI) –> "Às vezes é difícil escrever cartas" (IC) –> Singular (JA)

Exemplo 3

Uma pessoa se retirando mais cedo de uma platéia cheia e atenta (S) –> "Minha palestra está sendo um fracasso" (PA) –> Abstração seletiva (DC) –> Universal (JI) –> "Não posso agradar a todos. Alguém não gostou da palestra" ((IC) –> Particular (JA)

Exemplo 4

Sendo elogiado pelo amigo (S) –> "Isso não conta porque ele é meu amigo" (PA) –> Desqualificação do positivo ((DC) –> Negativo (JI) –> "Que bom estar sendo reconhecido pelo amigo" (IC) –> Afirmativo (JA)

Exemplo 5

Marido chegando tarde em casa (S) –> "Ele está tendo um caso" (PA) –> Inferência arbitrária (DC) –> Categórico (JI) –> "Existe apenas a hipótese dele estar tendo um caso, entre outros motivos, para estar atrasado" (IC) –> Hipotético (JA)

Exemplo 6

Passando por um período de instabilidade financeira (S) –> "Estou falido" (PA) –> Exagero (DC) –> Necessário (JI) –> "É sempre possível encontrar soluções, mesmo que imperfeitas" (IC) –> Possível (JA)

Exemplo 7

Andando de elevador (S) –> "Estou com medo e isto significa que é perigoso" (PA) –> Raciocínio emocional (DC) –> Categórico (JI) –> "Se tenho medo é porque penso que há risco de perigo, e isto precisa ser avaliado" (IC) –> Possível (JA)

Exemplo 8

Sendo insultado (S) –> "Devo sempre trata bem as pessoas" (PA) –> Sensação de obrigação (DC) –> Necessário (JI) –> "Tenho a possibilidade e não a obrigação de tratar bem as pessoas" (IC) –> Possível (JA)

Exemplo 9

Recusado na Uni9versidade (S) –> "Sou uma pessoa incapaz" (PA) –> Rotulação (DC) –> Necessário e Universal (JI) –> "Devo estar despreparado" (IC) –> Possível e particular (JA)

Exemplo 10

Tendo sugerido um cinema em local menos movimentado (S) –> "Fomos assaltados por minha causa" (PA) –> Personalização (DC) –> Categórico (JI) –> "Há muitos fatores envolvidos no fato de termos sido assaltados, não apenas a minha sugestão" (IC) –> Hipotético (JA)

Conclusão

Partindo da hipótese de que a forma como o indivíduo interpreta a realidade pode contribuir de maneira signi­ficativa para seu transtorno emocional e de comportamento, ajudar essas pessoas a investigar e transformar seu pen­samento irá, também, ajudá-Io a se tornarem significa­tivamente menos perturbados.

Utilizando a terapia cognitiva, que tem seu método baseado na busca de interpretações mais acuradas acerca da realidade, ao tentar identificar e corrigir as distorções cognitivas e sua conseqüente influência em comporta­mentos e emoções disfuncionais pode-se tomar por base a concepção kantiana do raciocínio lógico para o trabalho de reestruturação cognitiva.

A tabela de Kant pode facilitar tanto ao terapeuta quanto ao paciente a identificação dos eventuais erros lógicos que formam o substrato das dificuldades emocionais do paciente. A tarefa do terapeuta consistirá, então, em fazer o movimento inverso, buscando utilizar o momento mais apropriado de cada tipo de juízo frente a determinada situação. Desta forma, propiciaria a correção do possível erro de lógica que estaria presente nos pensamentos auto­máticos do paciente, promovendo a reestruturação cogni­tiva almejada.

Pela tabela 2, pode-se observar uma tendência dos juízos errôneos em serem predominantemente do tipo Universal, Categórico e Necessário. Isso pode levar o te­rapeuta e o paciente a desconfiarem de possíveis erros de interpretação da realidade, quando tais tipos de juízo forem utilizados.

Referências bibliográficas

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* 6. BOWLBY JJ – The Role of Childhood Experience in Cognitive Dis­turbance, Em Cognition and Psychotherapy. Nova Iorque: Ed. by Mahoney M.J. & Freeman A, Plenum Press, 1985.
* 7. BURNS D – Hand-out for Presentation for a Meeting of the Minds, sponsored by the Institute for Rational-Emotive Therapy. Nova Iorque, 1993.
* 8. DATTILIO FM & PADES­KY CA – Cognitive Therapy with Couples. Flórida: Professional Resource Ex­change, 1990.
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* 11. ELLIS A – The Revised ABC's of Rational-Emotive Therapy (RET). Journal of Rational-Emotive & Cognitive Behavior Therapy, v. 3, n. 3, 1991.
* 12. FISHMAN H – Integrated Treatment of Panic Disorder and Social Phobia. Supplement to Bulletin of The Men­ninger Clinic, v. 56, n. 2, Supplement A. Spring, 1992.
* 13. FREEMAN A & DATTILIO FM – Comprehensive Case Book of Cognitive Therapy. Nova Iorque: Plenum Press, 1992.
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* 15. KANT E – Lógica (1800). Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, 1992.
* 16. KARASU BT – Toward a Clinical Model of Psychotherapy for Depression II: An Integrative and Selective Treatment Approach. Am J Psychiatry, 147(3): 269-278, 1990.
* 17. LEM­GRUBER V – Terapia Cognitiva da Depressão. Inform Psiq, 12(1):14-18, 1993.
* 18. RANGÉ B – Psicoterapia Cognitiva. I Fundamentos, Princípios, Processos Limites. J bras Psiq, 41(2):81-85, 1992.
* 19. WRIGHT JH ­Cognitive Therapy of Depression, Em Review of Psychiatry, v. 7. Ed. Frances A.J. & Hales, R.E. American Psychiatric Press, 1988.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

2 Responses to Kant e seus juízos na Terapia Cognitiva (TC)

  1. Paula Lemgruber Casahuga 24 de abril de 2014 at 2:22 #

    Esse artigo NÃO é de autoria do Sr. Adalberto Tripicchio. Ele foi escrito por D. Goldrach: B.Rangé e V. Lemgruber, e publicado no J. bras. Psiq, em agosto de 1994 e posteriormente, adaptado como um dos capítulos do livro de V. Lemgruber de 1995. Fico impressionada com a falta de ética do Sr. Tripicchio, profissional da área médica, que inclusive se diz pós-doutorado em Filosofia, que simplesmente copia o texto de outros profissionais sem fazer qualquer referência aos autores, assinando como se fosse de sua autoria!!! Vera Lemgruber

  2. Ana Stingel 23 de abril de 2014 at 23:44 #

    Este artigo é cópia literal do capítulo 10 "O Uso Clínico da Tabela de Juizos de Kant na Terapia Cognitiva, págs 113-121", do livro Psicoterapia Focal: o Efeito Carambola, da Dra. Vera Lemgruber, publicado pela Revinter, em 1995.