Psicoterapia pode reverter infertilidade por estresse

A psicoterapia pode ajudar a restaurar a fertilidade de mulheres que pararam de ovular devido ao estresse provocado por uma vida atribulada, segundo as conclusões preliminares de um estudo apresentado durante conferência da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, celebrada em Praga, República Tcheca.
A psicoterapia pode ajudar a restaurar a fertilidade de mulheres que pararam de ovular devido ao estresse provocado por uma vida atribulada, segundo as conclusões preliminares de um estudo apresentado durante conferência da Sociedade Européia de Reprodução Humana e Embriologia, celebrada em Praga, República Tcheca.
Há muito tempo, especialistas em fertilidade se perguntavam porque mulheres ativas, jovens e saudáveis se tornavam inférteis, uma condição chamada anovulação. Sara Berga, professora de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Emory de Atlanta (EUA), apresentou um estudo preliminar sugerindo que a causa da anovulação reside no estresse e pode ser revertido com ajuda psicológica.

A equipe de Berga acompanhou 16 mulheres com peso normal que não menstruavam há mais de seis meses. Algumas delas se revelaram pessoas perfeccionistas, cujo estilo de vida, tanto em casa quanto no trabalho, gerava um enorme estresse, enquanto outras se sentiam oprimidas por se sentirem exigidas pela vida.

As mulheres foram divididas em dois grupos. Metade teve um aconselhamento psicológico e outra metade foi simplesmente acompanhada. “Impressionantes 80% das mulheres que fizeram terapia comportamental começaram a ovular novamente, ao contrário do 25% daquelas que foram acompanhadas”, disse Berga.

No grupo que fez terapia, seis recuperaram totalmente a fertilidade. Duas entre as seis ficaram grávidas no período de dois meses. No grupo que foi apenas acompanhado, apenas uma mulher recuperou sua fertilidade e outra demonstrou sinais de função ovariana.

“Este estudo realça a importante contribuição que os fatores de estilo de vida desempenham na saúde em geral e na saúde reprodutiva em particular”, disse Berga. O próximo passo será ampliar a pesquisa para um número maior de mulheres.

Fonte: [url=http://www.noolhar.com/opovo/internacional/605300.html]www.noolhar.com[/url]

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