Estudo relaciona obesidade e sedentarismo com disfunção erétil

A má notícia: fumo e obesidade podem aumentar o risco de disfunção erétil. A boa: exercícios físicos mostraram ter um impacto significativo na diminuição do mesmo risco. As conclusões são de um estudo feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Harvard, nos Estados Unidos.
A má notícia: fumo e obesidade podem aumentar o risco de disfunção erétil. A boa: exercícios físicos mostraram ter um impacto significativo na diminuição do mesmo risco. As conclusões são de um estudo feito por pesquisadores da Escola de Saúde Pública Harvard, nos Estados Unidos.
É a primeira pesquisa de larga escala feita no país que examinou relações entre disfunção erétil e obesidade, cigarro, álcool e vida sedentária. Os resultados foram publicados na edição de julho do The Journal of Urology.

Os autores, liderados por Constance Bacon e Eric Rimm, analisaram 22.086 homens de 40 a 75 anos que, antes de 1986, foram descritos com quadros de funções eréteis boas ou muito boas e sem casos de doenças graves.

Entre os participantes, 17,7% acusaram quadro de disfunção erétil entre 1986 e 2000. Os cientistas ajustaram os resultados para levar em conta aqueles que foram diagnosticados com câncer de próstata no período, uma vez que tratamentos da doença, como radiação ou cirurgia, podem causar o problema.

Os resultados apontaram que tanto o fumo como a obesidade estiveram associados ao maior risco de desenvolvimento da disfunção erétil entre homens anteriormente saudáveis. Também foi verificado na atividade física regular uma forte relação inversa com o problema.

“Encontramos um risco em média 2,5 vezes maior dos obesos e sedentários na comparação com os não-obesos que fizeram uma média de 30 minutos de exercícios físicos vigorosos por dia. Para homens com menos de 55 anos, a diferença foi de quatro vezes”, disse Rimm, em comunicado da Escola de Saúde Pública Harvard. Obesidade foi definida como índice de massa corporal superior a 30.

De acordo com o estudo, o uso de álcool não aumentou o risco do problema. Os resultados sugerem que disfunção erétil e doenças cardiovasculares podem ter muitos fatores de risco em comum e reforçam a importância da atividade física.

“Muitos homens podem decidir não mudar para um estilo de vida mais saudável, que inclua exercícios e uma dieta prudente, por achar que apenas poderiam desenvolver doenças no coração décadas adiante. Esperamos que os resultados de nosso estudo ajudem a motivar os homens a adotar um estilo de vida mais ativo, de modo a evitar um problema que pode ser mais imediato do que eles imaginam”, disse Rimm.

Fonte: [url=http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=5714]www.agencia.fapesp.br[/url]

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