O brincar no ambiente hospitalar

A hospitalização acarreta na criança alterações em seu comportamento emocional, sendo seu sofrimento proveniente da agressão oriundas de procedimentos diagnósticos e terapêuticos.

O objetivo deste estudo foi minimizar o estresse decorrente da hospitalização, utilizando o brincar como fator de prevenção em saúde mental.

Propiciou-se a 42 crianças com período de internação acima de 15 dias, faixa etária de 03 a 10 anoos de ambos os sexos e seus responsáveis estímulo ao brincar espontanêo, criando u espaço para a criança dominar e controlar a situação dolorosa e difícil que enfrenta. Utilizou-se um estudo descritivo com uma abordagem qualitativa de pesquisa, foram realizadas durante 20 semanas, 84 entrevistas semi estruturadas com temas abordando o comportamento e sentimentos da criança e observação do processo lúdico.

A partir das análises qualitativas dos dados coletados, concluiu-se que o brincar torna-se fator essencial ao atendimento das necessidades emocionais da criança hospitalizada passando a ser um modo de assistência global. O alívio dos sintomas emocionais relacionados à depressão e outros transtornos emocionais freqüentemente apresentados por crianças hospitalizadas modificou-se resgatando a qualidade afetiva da criança e seus responsáveis em relação ao ambiente hospitalar.

O brincar transforma o ambiente hospitalar e vem preencher uma lacuna entre a criança, sua família e a equipe de saúde, aliviando o estresse, a ansiedade da criança e apresenta-se como uma forma da criança ultrapassar os sentimentos mais dolorosos.

Ana Cristina Amaral do Nascimento
CRP 05/14954
PRONTOBABY – HOSPITAL DA CRIANÇA – RJ
VIII ENCONTRO NACIONAL DOS PSICÓLOGOS DA ÁREA HOSPITALAR
1999

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