Déficit de atenção e hiperatividade em crianças

[email]rprota@usp.br[/email]

O diagnóstico de TDAH em crianças é um diagnóstico multi-profissional, requerendo a participação de professores, psicólogos, médicos e, se necessário, outros profissionais da área da saúde/educação.

Crianças cujo comportamento não tem limites não são crianças com TDAH. É preciso diferenciar crianças que não seguem regras por comportamento opositor das crianças com TDAH.

Os critérios do DSM-IV para diagnóstico do TDA/H implicam que os sintomas:
a) têm de estar presentes por pelo menos seis meses;
b) têm de causar problemas de adaptação importantes na criança;
c) têm de estar presentes em dois ou mais ambientes; e
d) não são melhor justificados por outro distúrbio psiquiátrico.

O diagnóstico pode ser feito através de entrevista semi-estruturada com os pais sobre os estágios de desenvolvimento da criança e sobre seus padrões de comportamento, avaliação da criança através de aplicação de testes psicológicos e visita à escola.

Temos como vertente biológica das bases etiológicas do TDAH a possibilidade de alterações em determinado gene ou grupo de genes desencadear o TDAH. Pesquisas a este respeito estão sendo feitas no mundo todo.

Outro campo fértil de pesquisas é o que estuda a comorbidade do TDAH com outros transtornos psiquiátricos, tais como a tendência para o abuso de substâncias.

Os estudos epidemiológicos de todo o mundo indicam a ocorrência do TDAH como um dos transtornos da infância mais comumente encontrados. O TDAH é mais freqüente em meninos. Uma hipótese para isto é que a hiperatividade em meninos chame mais atenção do que o déficit de atenção, mais comum em meninas.

Persistindo na idade adulta, a hiperatividade tende a diminuir, a impulsividade e o déficit de atenção podem continuar causando problemas a seu portador.

O tratamento seguindo o modelo norte-americano é o de medicação. Apesar disto, de acordo com o modelo francês, deve-se evitar o uso de medicamentos psiquiátricos em crianças uma vez que estas não são mini-adultos e tais medicamentos são primeiramente idealizados para o uso adulto. Algumas das diferenças entre adultos e crianças envolvem taxas de metabolismo e taxas hormonais.

A psicoterapia familiar tem sido indicada incondicionalmente. Os pais são instruídos a ajudar seus filhos a se organizarem e a terem maior auto-controle. Daí a necessidade de terapia familiar.

🙂

About Rosemar Prota

Mestre em Psicologia Clínica pela USP, formada em Psicologia pela USP.
Comments are closed.