Relação de tipos psicológicos com sintomas físicos e psicológicos

Orientador: Izildinha Konichi
Autor: Eduardo Alencar

O estresse constitui um assunto cada vez mais inserido dentro de nossa sociedade, sendo estudado por diversos campos da ciência, entre elas a Psicologia vêem trazendo suas contribuição acerca de prevenção de estressores e categorizações de sintomas físicos e psicológicos, bem como propondo metodologias para avaliação, psicodiagnóstico e tratamento deste e de outros fenômeno, neste sentido, interessado pelo paradigma de ferramentas de avaliação psicológica aplicadas e relacionadas ao evento que chamamos de estresse, mais especificamente neste caso, dirigido por caráter de pesquisa e categorização de dados, o presente trabalho objetivou através da literatura pesquisada, reunir recursos metodológicos e teórico – científicos para construção de um Inventário para avaliação de sintomas físicos e psicológicos e posteriormente co – relação com tipos psicológicos, em alunos da graduação de Psicologia do Centro Universitário Nove de Julho.

Tal proposta foi apresentada como relatório final para avaliação acadêmica do estágio profissionalizante em Organizações do 7º semestre da graduação de Psicologia desta organização sob orientação da professora supervisora Izildinha Konichi no ano de 2006. Embora tal atividade esteja co – ligada as normas educativas do MEC e acadêmicas da UNINOVE, a escolha desta proposta foi selecionada pelo autor dentre outras opções de estágio pelos seguintes motivos: A) Possibilidade de ampliar o conhecimento acadêmico na área de Técnicas de Exame e Aconselhamento Psicológicos; B) Logística e fácil acesso a Organização; C) Contato com leitura e reflexões acerca da abordagem da Psicologia Analítica (Presente na grade do curso apenas como eletiva); D) Afinidade com as metodologias de trabalho da Supervisora e Orientadora vigente e E) Possibilidade de contribuir com os conhecimentos da Analise do Comportamento pelo qual o autor vinha adquirindo ao longo da sua formação.

Palavras Chaves: Estresse, Inventário, Avaliação Psicológica, Pesquisa e construção científica de questionários.

INTRODUÇÃO

O presente trabalho iniciou suas atividades em fevereiro de 2006 com um grupo de 16 estagiários sob supervisão e orientação da Professora Izildinha Konichi. Posteriormente, os estagiários foram dividindo atividades e coletando dados sobre o tema do estágio para obter subsídios concretos na elaboração deste relatório final. Primeiramente, os alunos e autores deste trabalho partiram dos conceitos mais simples de estresse, já inseridos em nossa sociedade para posteriormente serem alinhados aos conceitos médicos (DSM – IV) e psicológicos disponíveis na literatura científica.
Seria praticamente impossível, para não dizer anti – didático e metodológico iniciar este trabalho pela conceituação de inventários de avaliação psicológica sem anteriormente ter estabelecido critérios do que consideraremos como estresse e/ou sintomas físicos ou psicológicos. Neste sentido, o dicionário Aurélio (2006) inicia significativamente nossas reflexões:

“(…) Conjunto de reações do organismo a agressões de ordem física, psíquica, infecciosa, e outras, capazes de perturbar-lhe a homeostase.”

Aparentemente a definição acima que considera e reconhece o estresse como “reações do organismo” parte do pré – suposto de que há estimulação (seja de ordem física, psicológica, infecciosa, e outras) que desencadeia tais reações. Neste sentido, a definição do Aurélio já nos permite acreditar que há a possibilidade de criar-se ferramentas que mensure e / ou categorize o estresse de duas maneiras: A) Estimulação que desencadeia o evento “estresse” e B) Reações do organismo que são desencadeada por estimulação anterior ao estresse.
Segundo Thomaz (2001), Thomaz (2005) e Alencar (2005), a exposição a alterações ambientais aversivas, crônicas, incontroláveis e variáveis como, no nosso dia – a – dia, a exposição a condições como trânsito, mudanças climáticas, poluição sonora, visual, química, incontrolabilidade de horários de alimentação, falta de dinheiro e tempo, rebaixar notas na escola, pressões e exigências de emprego, filas de bancos, bibliotecas e outras instituições podem ser contingências facilitadoras para o desencadeamento de diversas reações estressantes do nosso organismo.
Lipp (2002), uma das mais reconhecidas Psicólogas nos estudos do estresse enquanto objeto de estudo inserido na Psicologia Cognitivo – Comportamental vêem se esforçando junto a comunidade científica da psicologia para criação de métodos que permitam categorizar o estresse a partir de sua sintomatologia, com isso permitindo que este seja passível de intervenções e avaliações psicológicas, neste caminho, trouxe grandes contribuições a tal ciência. Seu inventário, fruto de um imenso esforço de pesquisa nomeado como Inventário de Sintomas de Stress (Lembrando que a diferença de “estress” e “stress” não foi o objetivo deste trabalho, neste sentido, ambos estarão aqui sendo tratados como sinônimos. O significado de stress no Aurélio está remetendo ao significado de estresse. Embora os alunos considerem que tais diferenças abrangem discussões históricas, epistemológicas e culturais.) para Adultos de LIPP (ISSL) reconhecido inclusive pelos órgãos fiscalizadores da Psicologia (CRP / CFP) como uma ferramenta que possibilita a coleta de dados acerca de estresse via levantamento de sintomas físicos e psicológico é um exemplo claro e objetivo das tentativas de categorizar e identificar sintomas de estimulação e reações ligadas ao estresse.
Para elaboração de seu questionário / inventário, LIPP (2002) parte da idéia de que o estresse pode ser categorizado e identificado via sintomatologia física e psicológica em diferentes níveis, sendo passíveis de identificação, observação e análise a depender de A) Freqüência em que ocorrem / aparecem determinados sintomas; B) Presença de Sintomas de ordem física e / ou psicológica e C): Relação de sintomas freqüentemente presentes relacionados entre si.
Neste sentido, por uma questão didática que justifique a construção do seu inventário (ISSL), a autora pré – supõe e indica que compreendamos o estresse na seguinte divisão, com isto, sendo capazes a partir do nível de estresse e / ou freqüência de estimulação física e / ou psicológica orientar o tratamento adequado:
1) Fase de Alerta: nesta fase o indivíduo comporta-se para adaptar-se ao momento estressor. Há presença de elevado índice de dopamina, adrenalina e outros sistemas fisiológicos que acionam o organismo para reagir.
2) Fase de Resistência: nesta fase a elevação do cortisol que ataca o sistema imunológico pode ser identificada, uma vez que o sujeito fica sensível a aquisição de doenças derivadas de vírus e bactérias.
3) Fase Quase Exaustiva: nesta fase , é comum a presença de gastrites, geralmente de fundo emocional, enxaquecas e doenças dermatológicas como forma de reação do organismo ao estresse.
4) Fase Exaustiva: nesta, classificada como ultima fase e mais perigosa do estresse, além de já ter passado pelo sofrimento das reações anteriores, o indivíduo ganha sérios comprometimentos em sua vida particular, emocional, sexual e familiar podendo chegar a ataques cardíacos e problemas de pressão.

Embora Lipp (2002) concorde que a presença do psicólogo seja de grande importância na avaliação e tratamento das 4 fases do estresse, a partir da 3º fase (Quase exaustão) é imprescindível o acompanhamento médico para intervir nas questões fisiológicas, químicas e biológicas do organismo, uma vez que encontram-se maior freqüência e presença de sintomas físicos.
Thomaz (2001), Thomaz (2005), Alencar (2005) e LIPP (2002) parecem concordar que uma categorização de situações anteriores ou posteriores ao evento “estresse” é de suma importância para compreensão deste fenômeno seja com o foco de avaliação psicológica ou intervenção psicológica.
Alinhado ao Dicionário, a Enciclopédia Larousse Cultural (1998) aponta como estresse a seguinte definição:
“(…) agressão do organismo em sua totalidade, podendo ameaçar sua existência, por agentes de qualquer natureza (emoção, eventos climáticos, choques, etc.). Um conjunto de respostas fisiológicas, metabólicas e comportamentais a essa agressão. No estresse, o organismo responde por mecanismos de defesa específicos como imunitários e anti – infecciosos e por reações gerais não especificadas. Fisiologistas colocam em evidência a importância das reações da córtex da suprenal (descarga de adrenalina) e hipofisária na resposta do estresse.”

A definição acima vai de encontro com alguns sintomas identificados por Lipp (2002) no seguinte sentido: quando mencionam a “descarga de adrenalina”, correspondente aparentemente a fase de alerta, o “conjunto de respostas fisiológicas” a fase de resistência, as “defesas específicas emunitária e anti – infecciosas” a fase de resistência e fase de Exaustão e por fim, a “agressão do organismo” a fase de exaustão”.
Há diversas semelhanças nas definições presentes e disponíveis em enciclopédias e dicionários para com a definição de Lipp, porém esta reorganizou estes aspectos dando ao estresse um caráter peculiar que nos permite avaliá-lo mediante Inventário como instrumento psicológico.
Preocupados e interessados com os esforços de pesquisadores da psicologia sobre o evento que chamamos de estresse, os alunos deste trabalho pretendem através de pesquisa validar um Inventário que através da coleta de dados sintomatológicos físicos e psicológicos apoiados a literatura disponível propiciem dados e subsídios que apóiem uma avaliação psicológica para posteriormente co – relacionar junto a tipos psicológicos identificados e levantados via aplicação de QUATI – Questionário Tipológico de JUNG, com intuito de contribuir com reflexões e intervenções baseadas no levantamento destes dados.

JUSTIFICATIVA DA PESQUISA

Se pararmos para olhar a nossa volta, os prédios, os computadores, a Internet, os carros, os elevadores, o controle remoto, entre muitas outras invenções do homem, só podemos concluir um coisa: O ACUMULO DE CONHECIMENTO CIENTÍFICO PROPORCIONOU, PROPORCIONA E PROPORCIONARÁ OS AVANÇOS TECNOLÓGICOS. Não foi o objetivo desta pesquisa discutir acerca de como o homem vêem utilizando tais avanços, porém podemos justificar a existência desta através de 3 áreas: A) Vantagens acadêmicas; B) Vantagens para sociedade e C) Vantagens para o Aluno, discutidas conforme a tabela a seguir:

1) Vantagens Academicas: Agregar valores a Universidade e a graduação de Psicologia, contribuir para construção de uma imagem positiva da UNINOVE frente a comunidade científica, expandir a atuação dos alunos da graduação de psicologia, estabelecendo assim novos parceiros, trabalhar a imagem interna dos alunos da graduação de psicologia enquanto pesquisadores ativos vinculados a organização, estabelecer laços estratégicos empresarial e educacional.
2) Vantagens para a Sociedade: Gerar conhecimento novo que possa ser utilizado em prol da comunidade, garantir que os serviços de psicologia sejam oferecidos cada vez mais dotados pela eficácia e qualidade uma vez que vincula-se a preocupações metodológicas, teórico – científicas, contribuir para que futuramente, a participação da comunidade local em pesquisas gerando fidedignidade aos dados coletados via contextualização cultural.
3) Vantagens para o Aluno: Agregar valores pessoais, profissionais, éticos, metodológicos e teórico – científico, proporcionar a interface entre teoria e prática, possibilitar aquisição de experiência com intuito de formar o aluno tecnicamente, pessoalmente e profissionalmente, desenvolver sensibilidade a sujeitos de pesquisas (Seres humanos) e postura ética frente a mesma, permitir a reflexão e produção de conhecimento novo.

CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA ANALÍTICA

Jung (1991) concebe o psiquismo (consciente e inconsciente) como um sistema energético relativamente fechado, possuidor de um potencial que permanece o mesmo em quantidade através de suas múltiplas manifestações, durante toda a vida de cada indivíduo. Isso significa que, se a energia psíquica abandona um de seus investimentos, irá reaparecer sob outra forma. No sistema psíquico a quantidade de energia é constante, varia apenas sua distribuição.
As orientações de konichi (2006) parecem ir de encontro o pensamento de Jung (1991) quando aponta que:
“Todos os fenômenos psíquicos são de natureza energética. Podemos dividir o psiquismo em duas porções: a do consciente e a do inconsciente. A Psicologia, como ciência, relaciona-se num primeiro plano com a consciência; a seguir ela trata do que chamamos psique inconsciente, que não pode ser diretamente explorada por estar a um nível desconhecido, ao qual não temos acesso. O único meio que dispomos, nesse caso, é tratar os produtos conscientes de uma realidade, que supomos terem se originado no campo inconsciente. Tudo o que conhecemos a respeito do inconsciente nos foi transmitido pelo próprio consciente. A psique inconsciente, cuja natureza é completamente desconhecida, sempre se exprime através de elementos conscientes e em termos de consciência. A consciência, segundo Jung a vê, é como uma superfície ou uma película cobrindo a vasta área inconsciente, cuja extensão é desconhecida. O consciente está estreitamente ligado ao ego. Podemos considerá-lo como uma superfície cujos limites são dados por uma circunferência. Tal superfície seria o campo da consciência. Ela teria, por centro, o ego.” (Supervisão 21/03/06)
Aparentemente, podemos considerar que O ego é o ponto de referência de tudo que faz parte do campo da consciência. Apresenta-se como o sujeito a que é apresentado tudo o que integra a consciência; cada um dos elementos desse “tudo” se apresenta ao ego, como um objeto.
Konichi dá continuidade a introdução desta abordagem recorrendo a comparações junto a teoria Freudiana:
“Diferentemente de Freud, que concebe o inconsciente como derivado do consciente, Jung vê o inconsciente como um elemento inicial, do qual brotaria a condição consciente. Ficamos cansados depois de um prolongado estado consciente, pois trata-se de uma condição que demanda um esforço violento, quase que anti-natural A consciência é, sobretudo, o produto da percepção e orientação no mundo externo. De certo modo, podemos dizer que nossa consciência acaba onde terminam nossos conhecimentos das coisas exteriores a nós. Por exemplo, para uma pessoa que sempre viveu no interior de um país qualquer, sua consciência pode findar no ponto em que chegam conhecimentos rudimentares sobre o trabalho no campo, mudança das estações, trato primitivo com os animais. Já para o indivíduo que habita uma metrópole, ela poderia abarcar muito mais, como o que as indústrias modernas oferecem: Tvs, carros, aviões supersônicos, etc. Esses conhecimentos, tanto num caso como no outro, são passíveis de serem ampliados; sempre é possível que novas coisas exteriores passem a se apresentar a nosso ego. Nesse exemplo, o interiorano pode mudar-se para a cidade, o que o levará a tomar contato com mil coisas que até então desconhecia; ao indivíduo da metrópole, a cada dia mil coisas novas podem ser comunicadas.”(Supervisão 28/03/06)

Parece que A consciência do lado exterior, portanto, é sempre capaz de aumentar. De outro lado, a consciência está limitada pelo nosso desconhecimento das coisas que existem em nosso psiquismo, sendo porém, estranhas a ela. Portanto, nossa consciência termina onde começa nosso inconsciente. A área do inconsciente é imensa e sempre contínua, enquanto que a área da consciência é um campo restrito de visão momentânea.
Jung (1991) afirma que o ego vai se formando à medida que o indivíduo cresce – primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência, isto é, tudo o que entra no campo de nossa consciência tendo se originado em nosso próprio corpo e que nós percebemos (base somática e psíquica) e, posteriormente, pelos registros de memória. Mais tarde, continuará a se desenvolver a partir das relações que irá fazendo tanto com o mundo exterior, como com o mundo interior, chegando a conclusão que:

“A consciência é dotada de um certo número de funções que a orienta no mundo dos fatos ectopsíquicos e endopsíquicos” JUNG (1991)

Conhecendo o tipo psicológico do indivíduo podemos prever como esse indivíduo irá agir em determinadas situações. Podemos então fazer Orientação Vocacional, Organizacional, remanejar pessoas, montar equipes de trabalho, Grupos Operativos, Treinamento, Escolar, uma vez que cada tipo aprende de uma maneira, enfim, justifica-se a categorização de tipos psicológicos em intervenções psicológicas.

TIPOS PSICOLÓGICOS

Jung (1913) em Conferência no congresso psicanalítico de Munique definiu além dos tipos citados anteriormente as seguintes definições, consideradas novas na abordagem da Psicologia Analítica:

“Chamei de Introversão e Extroversão duas direções opostas da libido. Nos casos mórbidos, em que idéias delirantes ou inspiradas na emotividade, ficções ou interpretações fantásticas adulterem no paciente o juízo de valores sobre os objetos e sobre si mesmos(…) falamos de extroversão sempre que o indivíduo volta o seu interesse no mundo externo, dando-lhe valor extraordinário.(…) já quando o homem se torna o centro do seu próprio corpo, trata-se da introversão.” Pg. 462 de JUNG (1991)

Neste sentido, além da categorização das funções ectopsique e endopsique, Jung propõe ainda a diferenciação dos sujeitos como seres INTROVEWRTIDOS ou EXTROVERTIDOS.
Jung (1991) e Konichi (2006) concordam com a divisão da tipologia Junguiana, conforme citamos anteriormente. Para melhor compreensão dos tipos, separamos didaticamente da maneira a seguir:

1) Pensamento: na sua forma mais simples, o pensamento exprime o que uma coisa é, ou seja, é a função que nos permite conhecer o que uma coisa é; dá nome a essa coisa e vincula-a a outras coisas (conceito), pois pensar é perceber e julgar. O pensamento está relacionado com a verdade, com julgamentos derivados de critérios lógicos, impessoais e objetivos. A consistência e princípios abstratos são altamente valorizados. Os tipos reflexivos (indivíduos que tem a função pensamento predominante) são os maiores planejadores; no entanto, tendem a se agarrar a seus planos e teorias ainda que sejam confrontados com evidências novas e contraditórias. O indivíduo com Pensamento predominante toma decisões com base nos valores universais. É lógico e objetivo
2) Sensação: a função dos sentidos, ou seja, a soma total de minhas percepções de fatos externos, vindas até mim por meio dos sentidos. A sensação me diz que alguma coisa é; não exprime o que é, nem qualquer outra particularidade da coisa em questão. É mais próxima do corpo. Trabalha com partes; baseia-se no concreto, nos 5 sentidos. Fazem parte desta categoria as pessoas que vivem o aqui – agora, que estão concentradas no presente. O tipo sensação é indicado para atividades práticas, objetivas, trabalhos com instrumentos (ex: cirurgia), atividades repetitivas. Ele tem a técnica, a rotina. O sensação repete, reproduz, é disciplinado.
3) Sentimento: O sentimento nos informa sobre o valor das coisas. Ele nos diz, por exemplo, se uma coisa é aceitável, se ela nos agrada ou não, se é feia ou bonita. Jung o considera, como o pensamento, uma função racional; é um juízo de valores. Todo homem que pensa está absolutamente convencido de que o sentimento jamais poderá ser enquadrado entre as coisas da razão; para eles, o sentimento é totalmente irracional. Aquele que é perfeito em seus pensamentos jamais o será quanto aos sentimentos em função da própria impossibilidade de realizar as duas coisas simultaneamente: uma pospõe a outra. (Não esquecer que sentimento não é emoção, que é outro tipo de energia. Ex: ódio = emoção).
4) Intuição: embora parta dos 5 sentidos, não presta atenção neles. Está preocupado com o que vai acontecer. Pensa em termos de futuro. Trabalha com o todo. A intuição é a função pela qual se antevê o que se passa depois da esquina – coisa que habitualmente não é possível. É uma função que normalmente fica inativa se vivemos trancados entre quatro paredes, numa vidinha de rotina. As pessoas expostas a condições naturais têm que se valer constantemente da intuição, assim como aqueles que se arriscam num campo desconhecido e os que são pioneiros em qualquer empreendimento. Sempre que se tiver que lidar com condições para as quais não haverá valores preestabelecidos ou conceitos já prontos, esta função será o único guia. A intuição é um tipo de percepção que não passa exatamente pelos sentidos, registra-se ao nível do inconsciente. Eventualmente o seu afloramento adquire características de revelação, mas é um fator dos mais naturais, dos mais normais e necessários, pois nos coloca em contato com o que não podemos perceber, pensar ou sentir, devido a uma falta de manifestação concreta. O intuitivo é criativo; é bom para lidar com o novo; não gosta de situações de pura reprodução e de disciplina marcada.

Quanto ao critério de Introversão x Extroversão, Konichi (2006) concorda com JUNG 91991) no sentido que os Introvertidos teriam sua energia seguindo de forma mais natural em direção ao seu mundo interno, enquanto que os Extrovertidos têm sua energia mais focalizada no mundo externo. Isso significa dizer que não há introvertido ou extrovertido puro, mas que cada indivíduo tende a favorecer uma ou outra atitude e funciona principalmente em termos desta atitude. Algumas vezes a introversão é mais apropriada, em outras, a extroversão . Ambas são excludentes; não se pode manter as duas ao mesmo tempo. O ideal é ser flexível e capaz de adotar qualquer uma dessas atitudes quando for apropriado.

PARADIGMAS DA AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Alchieri e Cruz (2004) afirmam que as diferentes disciplinas criadas ao longo da construção do saber psicológico tem buscado permanentemente contribuir com a construção de explicações sobre as finalidades e tendências das condutas humanas, esta afirmação fica claro quando:

“(…) a constituição de uma sub – área do conhecimento psicológico conhecida como avaliação psicológica a partir de orientação geral, se afirmou historicamente como uma disciplina que tem como objetivo medir fenômenos ou processos psicológicos.”Pg. 21.

Segundo o código de ética dos profissionais da Psicologia, compete ao psicólogo a condução de exames psicológicos, neste sentido, Alchieri e Cruz (2004) afirmar que o termo “exame psicológico” é comumente associado a procedimentos de avaliação psicológica utilizados para fins de A) Seleção profissional, B) Avaliação de Motoristas, C) avaliações educacionais e avaliações clinicas
Tais exames podem ser efetuados com apoio de ferramentas disponíveis no mercado, vinculados a exemplo da instituições reconhecidas pelos órgãos fiscalizadores da psicologia (CRP / CFP) como por exemplo: a Casa do Psicólogo e / ou editora ou ainda, serem elaboradas e validadas por psicólogos comprometidos com rigor científico como objetiva este trabalho.
Labes (1998) concorda com Alchieri e Cruz (2004) que os questionários e outras ferramentas de avaliação voltados a conduta humana, quando afirma que uma investigação planejada e racional que se vale de todos os recursos e elementos científicos ou causais deve de todas as maneiras empregar a fidedignidade na coleta de dados e conseqüentemente na análise destes dados.
Partindo do pré – suposto de que Inventários estão geralmente associados a questionários, Labes (1998) traz o seguinte questionamento:

Ao perguntarmos para uma pessoa alfabetizada o que vêem a ser um questionário, com certeza receberemos uma resposta adequada, pois em nossa sociedade quem já não teve em mãos uma ficha de emprego, uma pesquisa de opinião, uma folha de cadastro? Pg. 15

Com a afirmação acima o autor decorri uma reflexão de que os questionários são considerados pelo meio científico como um veículo de pesquisa que utiliza impressos preparados para receber respostas a todas as perguntas necessárias a um levantamento, as quais foram previamente elaboradas e dispostas na melhor seqüência possível, para isso, aponta que tais questionários sigam as seguintes regras para que atinjam fidedignidade:

1) Ser corretamente interpretados pelo público questionado, sem indução do pesquisador;
2) Obter apoio e ser preenchidos corretamente;
3) Retornar maciçamente (em branco ou preenchido);
4) Possibilitar fácil tabulação de análise.

A falta de cuidados na elaboração do questionário por exemplo pode trazer grandes implicações metodológicas, teóricas, científicas e analíticas. Os autores deste trabalho optaram pelo inventário como ferramenta de avaliação psicológica uma vez que estes possuem, segundo Labes (1998), as seguintes qualidades:

A) Ferramenta possibilita atingir rapidamente grande número de pessoas;
B) Inviabiliza dificuldades técnicas (como por exemplo: entrevistar 800 pessoas);
C) Seu caráter de pesquisa motiva usuários a participarem efetivamente;
D) Possibilita fácil coleta de dados quando bem elaborado;

Labes (1998) faz a ressalva de que o questionário quando bem utilizado pode atingir resultados benéficos em grande escala, porém, quando utilizados inadequadamente, podem além dos riscos citados anteriormente, gerar perca de tempo ao pesquisador. Preocupado com a orientação assertiva de pesquisadores e usuários de questionários, o autor indica que a utilização mais apropriada de questionários se dá quando:

A) Necessário ter registros de informações;
B) Existem padronizações para serem mensuradas;
C) Quando houver disposição geográfica dos sujeitos de pesquisa;
D) Quando a Amostra ou sujeitos de pesquisa forem numerosos;
E) Quando houver variáveis que devem ser controladas rigorosamente (estatisticamente);

No decorrer de seu trabalho, Labes (1998) aponta ainda que a fidedignidade de uma pesquisa apoiada sob questionários como fonte de coleta de dados inicia-se no planejamento da pesquisa, no esboço / esqueleto e planejamento, para isso, sugere uma lista para que pesquisadores realizem “chek – list” com intuito de orientar a pesquisa fidedigna:
– Pesquisa:

1.1 – Definição da Amostra e população para pesquisa;
1.2 – Definição da amostra para teste (s);
– Elaboração do Questionário:

2.1 – Redação e Arte Final;
2.2 – Reprodução para testes;
2.3 – Reprodução Final;
2.4 – Material de apoio (envelopes, etiquetas, etc.)

– Triagem ou Pré – Teste:

3.1 – Distribuição;
3.2 – Coleta;
3.3 – Alterações (Se necessário);

– Distribuição e Aplicação:

4.1 – Selos – Tarifas – Logística;
4.2 – Coleta;
4.3 – Pré conferencia;
– Tabulação de Dados:

5.1 – Tabulação;
5.2 – Cálculos, gráficos, etc;
5.3 – Lay out de divulgação;
5.4 – Análise , interpretação e discussão;

– Divulgação dos resultados:

6.1 – Publicação caso necessário;

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E O TRATAMENTO ESTATÍSTICO

A estatística segundo Labes (1998) não se dissocia de pesquisas e tem grande relação com a técnica do questionamento, principalmente na tabulação de dados. Esta é uma parte da matemática aplicada que fornece métodos para coleta, organização, descrição, análise e interpretação de dados.
Tratando-se do fenômeno de estresse, vinculado a conduta humana, a fidedignidade necessária para realização de ferramentas psicológicas e questionários, já discutidos até agora, não poderíamos deixar de apontar e incluir a estatística como parte do trabalho.
Referente a população de pesquisa sob a ótica da estatística, Labes (1998) afirma que:

“A delimitação da população para o levantamento de dados parte da abrangência que deverá ter a pesquisa e segundo os seus objetivos de estudo. O universo a ser pesquisado precisa ser caracterizado, ser identificado segundo uma ou mais referências, de forma a destingui-los de outros contexto. A isso chamamos de população.” Pg. 25

Até o momento, vinculados a definição de população deste autor, os alunos e pesquisadores deste trabalho, considerou como população de abrangência para aplicação do inventário de estresse, os estudantes do Centro Universitário Nove de Julho.
Crespo (1986) parece concordar com Labes, reforçando a nossa escolha de uma parcela denominada de população quando:

“(…) população de pesquisa nada mais é do que um conjunto de entes portadores de uma ou mais características comum, denominadas especificamente como população ou universo estatístico. Assim, estudantes por exemplo, constituem uma população, pois apresentam o mínimo de uma característica em comum: todos estudam.” Pg. 19

Crespo (1986) e Labes (1998) apontam que se tratando da aplicação de questionários, podemos relacionar a dispersão ou concentração de uma população à proximidade que ela está do pesquisador ou de como propriamente se apresenta, para isso, utilizaremos o exemplo de Labes (1998):

A) Médicos = Como Classe Profissional
B) Médicos (as) da Cidade X
C) População = 320 Médicos identificados na região

O termo A) “Médicos” define um Universo, mas não uma população. Já o termo B) “Médicos da cidade X” definem uma população, mas não quantitativamente. O termo C) Caracteriza uma população qualitativa e quantitativa para ser utilizada como base de uma pesquisa fidedigna.
Há no campo da estatística enquanto sub – área da matemática aplicada diversos tipos de amostragem de pesquisa, assim como há na sub – área da psicologia (avaliação psicológica) diversos tipos de propostas de avaliação. Uma vez que o objetivo deste trabalho não está vinculado a explicação destas diferenças, discutiremos apenas a Amostragem Sistêmica de pesquisa proposta por Labes (1998) que mais se aproxima com os objetivos deste trabalho.
A Amostragem Sistêmica segundo Labes (1998) destina-se à escolha de amostras onde os elementos da população encontram-se ordenados, sendo necessário conhecer a forma com que estão dispostos os elementos para que seja possível a definição de tal amostra. Ou seja:

A) 120 médicos trabalham em 3 hospitais;
Assim: 120 / 3 = 40 médicos em média por hospitais.

Como indica o exemplo acima, a amostragem sistêmica parece dar subsídios que permitam dar um tratamento estatístico mais adequado quando já se conhece a proporção ou dispersão geográfica assim garante-se uma proporcionalidade de acordo como a população está distribuída. Esta amostragem não interpreta como variável itens como: diferença entre sexos por exemplo. Aparentemente adotando um critério mais generalizado, porém não menos científico.
Muitos Psicólogos vêem tomando postura crítica quanto a pesquisas desta natureza ou inclusão da estatística nos processos de avaliação psicológica (é o caso por exemplo de Psicólogos comportamentais com base filosófica no Behaviorismo Radical de BF Skinner que trabalham com metodologia de sujeito único, tomando postura crítica ao uso da estatística em pesquisas que envolvam a conduta humana), porém, não faz parte dos objetivos deste trabalho discutir as vantagens e desvantagens da estatística, embora seja evidente que nos dias de hoje esta ciência já tenha forte atuação na psicologia, sociologia, epidemiologia e outros campos das ciências humanas e sociais com suas contribuições na análise de dados referente a conduta humana em seus mais diversos aspectos (Índice de doenças, qualidade de vida, entre outros).
Como alternativa para este paradigma podemos adiantar que cientistas e pesquisadores encontraram como alternativa a seleção de perguntas em 3 aspectos: A) Abertas, B) Fechadas e C) semi – abertas a contar com suas vantagens, desvantagens e particularidades conforme aponta Labes (1998):
Perguntas Abertas: Deixa o sujeito de pesquisa a vontade para expor sua opinião; Dificulta a Tabulação de dados;Trazem diversidade a pesquisa (vantagem caso este seja o foco); Aproximam-se das entrevistas abertas;
Perguntas Fecahdas: Apresentam rol de respostas limitadas que facilitam a tabulação; Caso as alternativas não prevejam as possíveis respostas, perde-se o foco da pesquisa; Há a possibilidade de perder-se dados qualitativos em função de geralmente não permitir a diversidade além das alternativas;
Perguntas Semi – Abertas: Equilibra a pesquisa que precisa de dados qualitativos e quantitativos; Pode ter as vantagens e desvantagens das perguntas abertas e fechadas a depender de como foram elaboradas;

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA E O PRÉ – TESTE

Toda avaliação psicológica que é comercializada na comunidade científica da psicologia passou pelas fases de : A) Elaboração, envolvendo posição teórico – científico e desenvolvimento da ferramenta e B) Validação envolvendo teste, pré – teste, reavaliação quando necessária, enfim, com pesquisas e questionários Labes (1998) aponta que não é diferente.
O pré – teste tem como finalidade avaliar em situação real a performance do questionário antes que ele seja distribuído definitivamente a população da pesquisa. Labes (1998) apresenta esta idéia da seguinte maneira:

“Os testes preliminares devem ser efetuados com uma pequena parcela da população ou amostra desta, definida para a pesquisa com os mesmos critérios dos passos anteriores (…)” Pg. 61

A tabulação e resultados do pré – teste traz como benefícios as seguintes vantagens:
A) Possibilita ao pesquisador definir critérios de correção e adaptação caso necessário;
B) Identifica situações imprevistas;
C) Aquece o pesquisador para tabulação dos dados da pesquisa efetiva;
Tratando-se de avaliação psicológica, conduta humana e estresse, o pré – teste deve ser encarado por psicólogos e cientistas como mais uma maneira de garantir a fidedignidade dos dados obtidos para evitar avaliações incorretas, incoerentes ou fantasiosa.
Tendo o homem como objeto de estudo, o pré –teste vai além dos objetivos propostos por lates (1998) estendendo-se ao código de ética do psicólogo e sua responsabilidade social.

SINTOMATOLOGIA FÍSICA E PSICOLÓGICA

Baseado na categorização de sintomas físicos e psicológicos, Lipp (2002) define estresse como:
“(…) é uma reação do organismo com componentes psicológicos, físicos, mentais e hormonais que ocorre quando surge a necessidade de uma adaptação grande a um evento ou situação de importância, ou seja, qualquer situação que represente um desafio. Este evento pode ter um sentido negativo ou positivo(…)”Lipp (2002)

O estresse em excesso que ocorre quando a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação, onde o organismo fica destituído de nutrientes e reduzida a energia mental, a produtividade e capacidade de trabalho ficam prejudicadas, a qualidade de vida sofre danos e posteriormente a pessoa pode vir a adoecer, é definida por lipp (2002) como estresse negativo.
O estresse em sua fase inicial, a do alerta, conforme citado nos capítulos anteriores, corresponde ao momento em que o organismo produz adrenalina – que dá ânimo, vigor e energia – fazendo a pessoa produzir mais e ser mais criativa, onde ela pode passar por períodos em que dormir e descansar passa a não ter tanta importância, caracterizada no senso comum como a fase da produtividade, mas ninguém consegue ficar em alerta por muito tempo, pois o estresse se transforma em excessivo quando dura demais, assim resume Lipp (2002), denominando estas e outras características como estresse positivo.
Já o estresse ideal para Lipp (2002) ocorreria quando a pessoa aprende o manejo deste evento e gerencia a fase de alerta de modo eficiente, alternando entre estar em alerta e sair de alerta. O organismo precisa entrar em homeostase após uma permanência em alerta, para que se recupere, após a recuperação não há dano em entrar de novo em alerta, por outro lado, se não há um período de recuperação, então, doenças começam a ocorrer pois o organismo se exaure e o stress fica excessivo. O estresse pode ser excessivo porque o evento estressor é forte demais ou porque se prolonga em excesso.
Neste sentido Lipp (2002) categorizou através da observação de freqüência e presença de sintomas físicos e psicológicos as fases de:

Ø Fase de Alerta: é a fase positiva da estresse, quando a pessoa automaticamente se prepara para a ação. É caracterizada pela produção e ação da adrenalina que torna o indivíduo mais atento, mais forte e mais motivado. Freqüentemente podem surgir taquicardia, tensão muscular, boca seca, nó (pressão) no estômago, mãos frias e suadas.
Ø Fase de Resistência: se a fase de alerta é mantida por períodos muito prolongados ou se novos estressores se acumulam, o organismo entra em ação para impedir o desgaste total de energia, entrando na fase de resistência – que é quando se resiste aos estressores e se tenta, inconscientemente, restabelecer o equilíbrio interior (homeostase) que foi quebrado na fase de alerta. A produtividade cai dramaticamente e começam a surgir dificuldades com a memória. Caracteriza-se pela produção de cortisol. A vulnerabilidade da pessoa a vírus e bactérias se acentua. No entanto, se o que nos causa stress desaparece, os sintomas desaparecem.
Ø Fase de Quase Exaustão: quando a tensão excede o limite do gerenciável, a resistência física e emocional começa a se quebrar. Ainda há momentos em que a pessoa consegue pensar lucidamente, tomar decisões, rir de piadas e trabalhar, porém tudo isto é feito com esforço e estes momentos de funcionamento normal se intercalam com momentos de total desconforto. Surge muita ansiedade nesta fase. O cortisol é produzido em maior quantidade e começa a ter o efeito negativo de destruir as defesas imunológicas favorecendo o aparecimento de doenças como gastrite, pressão alta, psoríase, vitiligo, herpes, dermatites, etc. Também pode ocasionar envelhecimento precoce e dificuldades sexuais. Estes sintomas são reversíveis se não se permitir que o stress evolua.
Ø Fase de Exaustão: é a fase mais negativa. É o momento em que um desequilíbrio interior muito grande ocorre. A pessoa pode entrar em depressão, não conseguindo se concentrar ou trabalhar. Suas decisões, muitas vezes, são impensadas. Doenças graves podem ocorrer, como úlceras e o acentuamento dos sintomas apresentados na fase anterior.

Baseado no levantamento via inventário de sintomas físicos e psicológicos que possam estar vinculados ao estresse, Lipp (2002) pode prever algumas estratégias de combate ao estresse, entre elas:

– uma alimentação rica em verduras, de preferência cruas ou no vapor, como: brócolis, chicória, acelga, alface e outras ricas em vitaminas do complexo B, vitamina C, magnésio e manganês;
– em caso de insônia (comum em momentos de stress), alimentos ricos em cálcio ajudam a amenizar, como o leite e o gergelim;
– relaxamento – que pode ser em forma de exercícios de respiração profunda, yoga, relaxamento muscular, bate-papo, leitura etc. O relaxamento ajuda a diminuir o excesso de adrenalina, restabelecendo a homeostase do organismo;
– exercício físico: exercitar-se por 30 minutos faz com que o organismo libere uma substância chamada “beta – endorfina” que produz uma sensação de bem-estar e calma.
– estabilidade emocional – atitudes positivas perante a vida, procurando ver o lado bom das coisas, controle da presa etc;
– qualidade de vida: viver o que é bom e compensador em pelo menos quatro áreas: social, afetiva, profissional e saúde. Ou seja, uma vida equilibrada em todas as áreas;

Tratando-se de sintomas físicos e psicológicos, Lipp (2002) considerou:
Sintomas Físicos (Ultimas 24 horas)
1. Mãos e pés frios
2. Boca Seca
3. Nó no estômago
4. Aumento de Sudarose
5. Tensão Muscular
6. Aperto da Mandíbula / Ranger Dentes
7. Diarréia passageira
8. Insônia
9. Taquicardia
10. Hiperventilação
11. Hipertensão Arterial súbita e passageira
12. Mudança de Apetite

Sintomas psicológicos (Ultimas 24 horas):
13. Aumento súbito de motivação
14. Entusiasmo súbito
15. Vontade súbita de iniciar novos projetos

Sintomas Físicos (Ultima semana)
1. Problema com memória
2. Mal – estar generalizado sem causa especificada
3. Formigamento de extremidades
4. Sensação de desgaste físico constante
5. Mudança de apetite
6. Aparecimento de problemas dermatológicos
7. Hipertensão arterial
8. Cansaço constante
9. Aparecimento de Ulcera
10. Tontura

Sintomas psicológicos (ultima semana)
11. Sensibilidade emotiva Excessiva
12. Dúvidas quanto a si próprio
13. Pensar constantemente em um assunto só
14. Irritabilidade Excessiva
15. Diminuição de prazer

Sintomas Físicos (Ultimo mês)
1. Diarréia freqüente
2. Dificuldades Sexuais
3. Insônia
4. Náusea
5. Tiques
6. Hipertensão arterial continuada
7. Problemas dermatológicos prolongados
8. Mudança extrema de apetite
9. Excesso de gases
10. Tontura freqüente
11. Ulcera
12. Enfarte

Sintomas psicológicos (Ultimo mês)
13. Impossibilidade de trabalhar
14. Pesadelos
15. Sensação de incompetência
16. Vontade de fugir de tudo
17. Apatia, depressão ou raiva prolongada
18. Cansaço excessivo
19. Pensar ou falar constantemente em um único assunto
20. Irritabilidade sem causa aparente
21. Angústia ou Ansiedade generalizada
( ) 22. Hipersensibilidade emotiva
23. Perda de senso de humor
Alencar (2005) em seu trabalho de categorização de ambiente físico, pode constatar como sintomatologia de estresse em estudantes:
Sintomas físicos:
– Desistência de atividades físicas como: ligações telefônicas, xerox de arquivos escolares, alimentação, aluguel de livros, uso de Internet em função do excesso de filas;

– Agressão física dos alunos para com as catracas de entreda, aparentemente co – ligadas ao tempo de filas e a considerada baixa qualidade na prestação de serviços das catracas;
– Etc.
Sintomas psicológicos:
– Desistência de atividades físicas como: ligações telefônicas, xerox de arquivos escolares, alimentação, aluguel de livros, uso de Internet em função do excesso de filas;

– Agressão física dos alunos para com as catracas de entreda, aparentemente co – ligadas ao tempo de filas e a considerada baixa qualidade na prestação de serviços das catracas;
– Etc.

Aparentemente, baseados nos trabalhos de Lipp (2002), Alencar (2005) Thomaz (2002), podemos afirmar que psicólogos que se propõe a categorização de ambientes físicos, sociais e/ou sintomas físicos e psicológicos podem co – relacioná-los com diversas situações: A) Clinica; B) Organizacional; C) Educacional; D) Outros que independente da área ou abordagem teórica, possibilitam de praxe subsídios para diversas análises, dentre elas, de eventos estressores.
Aurélio (2006) define sintomas como:

“ (…) Fenômeno ou sinal que revela lesão ou perturbação física e/ou psicológica em um organismo.”

Neste sentido, podemos afirmar que a coleta de dados acerca da presença / freqüência de sintomas físicos e psicológicos colocados em co – relação com tipos psicológicos podem estabelecer a compreensão de como um determinado fenômeno ou sinal está vinculado a perturbações de um organismo.

MÉTODO

Trata-se de uma pesquisa comparativa, cujos dados foram obtidos através de questionários fechados aplicados em estudantes de psicologia do sexo feminino. Com o intuito de correlacionar os sintomas físicos e psicológicos que prevalecem num tipo psicológico Introvertido ou Extrovertido nos profissionais da saúde optamos pela utilização do Teste Quati para o levantamento da tipologia psicológica. Para o levantamento dos sintomas foi elaborado, pelos pesquisadores, um questionário tendo como base os sintomas mais incidentes na população brasileira encontrados na literatura. O Teste Quati e o Questionário de Sintomas foi aplicado, de forma coletiva, nas salas de aula com aproximadamente 25 alunos, nos cursos noturnos. A aplicação ocorreu em 05 salas de aula, em dias intercalados no período de 01 mês.

SUJEITOS DE PESQUISA

104 estudantes do sexo feminino cursando do 1º ao 7º semestre de psicologia, do Centro Universitário Nove de Julho – São Paulo com idades que variaram entre 17 a 45 anos.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Inicialmente, um ponto a ser esclarecido sobre a análise dos dados é que essa pesquisa possibilita, devido à grande quantidade de dados, várias investigações distintas. Portanto, os pontos discutidos representam um recorte específico dos resultados. Levantamos a tipologia e o número de participantes da pesquisa com um determinado perfil, e correlacionamos com as respostas dos participantes sobre os sintomas físicos e psicológicos de acordo com a freqüência em que ocorreram, de duas maneiras: uma, olhando para o total de sintomas presentes, e a segunda que identifica quais foram esses sintomas.
Inicialmente, as tipologias mais freqüentes nesta amostra são:

· Sentimento Extrovertido com Sensação (20),
· Sentimento Extrovertido com Intuição (19),
· Sentimento Introvertido com Intuição (12),
· Intuição Extrovertida com Sentimento (10),

Sendo assim, essas quatro tipologias representam 63% da amostra.

Quanto às Tipologias Junguianas, segundo os resultados obtidos, não houve, entre todos os participantes, nenhum com a tipologia Pensamento Intuição Introvertido. Este dado merece atenção, pois nos faz refletir sobre o perfil dos estudantes de psicologia desta instituição no contexto atual.
Por outro lado, 20 dos participantes, detinham de um perfil tipológico Sentimento Sensação Extrovertido, seguido de 19 participantes com tipologia Sentimento Intuição introvertido. Os demais números de sujeitos dividiram-se pelos demais tipos.
Nota-se que a maioria dos sujeitos apontam características de personalidade tipo Sentimento Intuição e Sentimento Sensação.Talvez por isso todos os sujeitos desta tipologia apresentaram a seguinte sintomatologia de estresse: Sensação de secura na boca, diminuição do desejo sexual, azia, queimação e/ou dor no estômago, motivação excessiva e repentina, suor excessivo, insegurança, dificuldade para dormir, irritabilidade alta, sensação de frio em pés e/ou mãos, mesmo estando calor no ambiente, pensamento fixo em um dado assunto, com freqüência nas ultimas semanas. Aparentemente tais tipologias podem estar relacionadas à maior sensibilidade destes sujeitos à estímulos estressores, desencadeando sintomas de estresse.
Quantos aos dados obtidos, não houveram respostas dos participantes nas duas questões abertas existentes no Questionário de Sintomas (questão 17 dos sintomas físicos e questão 13 dos sintomas psicológicos que remetiam a: outros sintomas não relacionados no questionário).
As freqüências utilizadas para análise foram, de acordo com o Questionário de Sintomas, as seguintes:

A: Freqüentemente (mais de 1 vez por mês);
B: De vez em quando (pelo menos vez a cada 2 meses);
C: Raramente (pelo menos 1 vez a cada 6 meses).

Estudantes de tipologia Sentimento Intuição Introvertido e Intuição Sentimento Extrovertido focaram maior freqüência de sintomas de estresse psicológico, porém variando as respostas dos questionários entre os sujeitos.
Um outro dado de pesquisa que pode ter influenciado os resultados, é que os sujeitos de pesquisa estavam em um mês de provas.

BIBLIOGRAFIA

ALCHIERI, João Carlos, CRUZ, Roberto Moraes. Avaliação Psicológica: Conceito, métodos e instrumentos. São Paulo, SP, Casa do Psicólogo, 2004.

ALENCAR, Eduardo Tadeu da Silva. “Categorização das possíveis filas a que um aluno do Centro Universitário Nove de Julho do campus Barra Funda pode-se expor incontrolável, crônica e variavelmente em períodos de aulas noturnas”. Relatório final de estágio básico III e IV da graduação em psicologia da UNINOVE. 2005 – SP

CRESPO, Antônio Arnot. Estatística Fácil. Editora Saraiva. 1986 – SP

AURÉLIO. Dicionário Básico da Língua Portuguesa. Editora Nova Fronteira 2006 – SP

Enciclopédia Larousse cultural 1998. Editora e Gráfica Plural. Venda permitida somente em conjunto com as edições dos jornais Folha de SP ou O Globo.

JUNG, C.G , Obras completas de Jung. volume IV: Tipos Psicológicos. Editora Vozes, 1991

JUNG, C.G, Obras completas de Jung. Volume XVII: Desenvolvimento da Personalidade. Editora Vozes, 5º edição, 1991.

LIPP, M.N. Manual do Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL), São
Paulo, Casa do Psicólogo, 2002.

LABES, Emerson Moisés. Questionário: Do planejamento à aplicação na pesquisa . Editora Grifos . 1998

KONICHI, Izildinha. Aulas de supervisão de estágio profissionalizante em organizações de saúde. UNINOVE 1º semestre de 2006 – SP

THOMAZ, C.R.C (2002). O efeito da submissão ao Chronic Mild Stress (CMS) sobre o valor reforçador do estímulo. São Paulo. Dissertação de mestrado em Psicologia Experimental – PUC/SP.

THOMAZ, C.R.C (2005). O efeito da submissão a estressores crônicos e moderados. São
Paulo. Editora PUC SP

About Eduardo Alencar

Psicólogo comportamental do Cais/USP (2009), pós graduado em Psicologia Comportamental e cognitiva pela USP, com formação técnica em administração de empresas, extensão universitária em OBM e em Acompanhamento Terapêutico pelo Núcleo Paradigma, especializ
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