A auto-estima em jogo

Acredito que a maioria das pessoas já enfrentou os “vacilos” de auto-estima. Muitos se pegam em momentos da vida se perguntando o quanto já se detestou ou se amou; Quando estará plenamente satisfeito com o atual estado de espírito; Quando encontrará prazer em todas as coisas que acontecem ao seu redor; Qual o remédio mais eficaz para superar crises de melancolia e falta de valia; Porque tudo parece conspirar contra quando desejamos algo difícil; e assim por diante.
Principalmente em situações embaraçosas, deparamo-nos com julgamentos alheios de aceitação ou rejeição, satisfação ou descontentamento consigo mesmo. Parece uma informação inegável, não?

Somos acometidos por uma impressão equivocada e desagradável de que, somos sensíveis a toda forma de rejeição social. Isso porque o ser humano é um animal social por necessidade. E essa sociabilidade reflete em sentimentos de popularidade, poder, aceitação, influências familiares, aspectos culturais, aparência física, êxito profissional, escolar, esportivo e até afetivo.

Entra-se em um ciclo de tentar convencer os outros e a si mesma de suas qualidades e potencialidades. E acreditam que a auto-estima deve parecer elevada o tempo todo. Um grande erro!

O importante para manter uma auto-estima saudável é se manter estável diante de eventos diversos, em diferentes campos, olhando para si como alguém capaz de desempenhar papéis significativos dentro de seus interesses e limitações. Porque desejaríamos obter sucesso em algo que não nos é interessante? Pelo simples fato de colecionar êxitos? Se estiveres disposto a isto, é melhor que esteja preparado psicologicamente para lidar com algumas frustrações.

Podemos nos reconhecer capazes, fortes, inteligentes, termos autonomia e ainda assim, cometer erros. Afinal, somos vulneráveis às falhas, o que não é motivo de vergonha ou falta de capacidade.

Podemos aproveitar um episódio assim para lançarmos questionamentos e aprendizado. Ou alguém tem a pretensão de jamais errar na vida?

Em contrapartida à baixa auto-estima, o apreço exagerado por si mesmo leva o indivíduo a se depreciar gradualmente. Pessoas com a auto-imagem muito elevada fazem avaliações instáveis sobre si, atribuem a responsabilidade de seus fracassos aos outros ou às circunstâncias e não suportam críticas. É claro que manter a auto-estima é de extrema importância, mas nem sempre é fácil valorizar-se sem se torturar diante das limitações comuns. E partindo para um extremo, estas situações podem levar a um desencadeamento de quadros patológicos como depressão, ansiedade, stress e distúrbios alimentares (bulimia e anorexia).

Contudo, a forma como nos vemos se reflete nos relacionamentos, desempenho, amor próprio, realizações pessoais, enfim, mais do que ter “boa” auto-estima, é importante mantê-la estável e cultivar a auto-crítica na dose certa. Se conseguirmos localizar os mecanismos internos e externos deste processo e descobrir como explorá-los, teremos um poder muito maior para alcançar os nossos mais caros objetivos. O auto-controle ajuda a vencer pequenos desafios e, para mudar de vida, precisamos estar no comando da situação, afinal, quando nos convenceremos de que encerras tudo em nós?

Bom treino a todos!

Ana Paula Polato
Psicóloga
Contato: anapolato@gmail.com

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