Estudo liga tabaco e chumbo a déficit de atenção em crianças

Cerca de um terço dos casos de déficit de atenção entre crianças americanas podem estar ligados à fumaça de tabaco antes do nascimento e à exposição ao chumbo na infância, de acordo com uma nova e polêmica pesquisa. Mesmo os níveis de chumbo dados como seguros pelo governo parecem ampliar o risco de déficit de atenção e hiperatividade.
Cerca de um terço dos casos de déficit de atenção entre crianças americanas podem estar ligados à fumaça de tabaco antes do nascimento e à exposição ao chumbo na infância, de acordo com uma nova e polêmica pesquisa. Mesmo os níveis de chumbo dados como seguros pelo governo parecem ampliar o risco de déficit de atenção e hiperatividade.
O trabalho amplia resultados anteriores que ligavam problemas de atenção à exposição ao chumbo na infância e ao fumo na gravidez e oferece uma das primeiras estimativas de quanto esses fatores ambientais podem contribuir para o problema. “É um artigo histórico que quantifica o número de casos que pode ser atribuído a exposições no ambiente”, disse o médico Leo Trasande, diretor-assistente do Centro de Saúde da Criança e Ambiente na Escola de Medicina Monte Sinai, em Nova York.

Mais importante, o estudo reforça a suspeita de que uma exposição baixa ao chumbo, anteriormente ligada a problemas comportamentais, “está, de fato, associada ao déficit de atenção”, afirma Trasande, que não tomou parte na pesquisa publicada no dia 19/09 no periódico Environmental Health Perspectives.

A médica Helen Binns, pesquisadora do Children´s Memorial Hospital de Chicago, disse que o estudo não chega a provar que a exposição ao chumbo esteja entre as causas de déficit de atenção e hiperatividade. É possível, por exemplo, que crianças hiperativas inalem mais partículas de tinta com chumbo por causa, exatamente, da hiperatividade.

Os pesquisadores analisaram dados de 4.000 crianças americanas, com idade entre 4 e 5 anos, que foram parte de um levantamento de saúde pública realizado pelo governo entre 1999 e 2002. Na amostra, havia 135 crianças em tratamento por déficit de atenção e hiperatividade.

Fonte: [url=http://www.antidrogas.com.br/mostranoticia.php?c=3369&msg=Estudo]www.antidrogas.com.br[/url]

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