Trabalho estressante na equipe de saúde

As pessoas fazem no seu dia-a-dia profissional, como as possibilidades de transformação desse trabalho são em boa parte, resultados das escolhas ergonômicas feitas pelas instituições (fábricas, escritórios, governo); pelo envolvimento com programas de ganho em produtividade e qualidade. Isso também se aplica as equipes de saúde que trabalham nos Hospitais.
As pessoas fazem no seu dia-a-dia profissional, como as possibilidades de transformação desse trabalho são em boa parte, resultados das escolhas ergonômicas feitas pelas instituições (fábricas, escritórios, governo); pelo envolvimento com programas de ganho em produtividade e qualidade. Isso também se aplica as equipes de saúde que trabalham nos Hospitais.
Há uma série de desafios que precisam ser enfrentados com relação à ergonomia em atividades das equipes, analisando os impactos sobre a saúde devido aos diversos métodos de controle sobre o trabalho, os horários flexíveis, os turnos noturnos, entre outros.

A maioria dos estudiosos das influências do comportamento psicológico sobre as atitudes do operário na fábrica ou no escritório, e dos trabalhadores da área de saúde nos Hospitais citam 4 fatores:

1) grande pressão psicológica e emocional, sobre os resultados de sua atuação na equipe de saúde esperando que tenha influência na melhoria da saúde do paciente internado no hospital;

2) na maioria das vezes as decisões não são tomadas por você e sim pelo médico, pelo chefe da enfermagem ou administração do hospital;

3) o operário, o enfermeiro ou plantonista tem baixo apoio na sociedade pelo seu trabalho que é secundário ou auxiliar no processo de cura;

4) tem baixo ganho econômico ou pequena recompensa. Esses 4 itens influem em sua saúde mental e emocional, trazendo alterações inadequadas no desempenho de sua atitude no trabalho, portanto sendo parte da ergonomia; R.Bourbonnais e colaboradores, da Universidade de Laval em Quebec, Canadá descrevem a implementação de um plano de melhoria ergonômica em 500 participantes da equipe de saúde, de um Hospital que atende emergência.

Anteriormente foi feita uma avaliação quantitativa de fatores psicossociais que estavam influenciando as atividades laborativas desses 500 participantes, comparados com outros 500 participantes, da população em geral que serviram como grupo controle. De imediato foi possível verificar as condições psicossociais estressantes que os 500 integrantes da equipe de saúde, tinham em relação ao grupo controle.

As variáveis psicossociais associadas ao stress tinham um Odds Ratio (OR = 2,27), baixo suporte social de supervisores e colegas de trabalho (OR = 1,35), baixa remuneração (reconhecimento também vale) (OR= 2,92), desequilíbrio entre esforço para o trabalho e reconhecimento (OR = 2,65). Usando uma metodologia qualitativa, escolhendo as palavras usadas pelos entrevistados sobre as condições de trabalho estressante, foram selecionadas 56 queixas, incluindo falta de espírito de equipe, cansaço, falta de organização, ergonomia, falta de treinamento, falta de comunicação etc…..

Os autores chamam atenção que participação nas queixas, devem ser seguidas na participação das soluções dos interessados de resolver a ergonomia do trabalho com equipes de saúde nos hospitais.

Fonte: [url=http://ram.uol.com.br/materia.asp?id=696]www.ram.com.br[/url]

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