Estudo analisa relações entre família e escola

De que forma o envolvimento das famílias na escolarização de seus filhos pode contribuir para a melhoria das relações estruturais no ambiente escolar? A questão foi abordada por estudo feito em instituições de ensino do Rio de Janeiro e apresentado no segundo dia de atividades da 29ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (Anped), em Caxambu (MG).
De que forma o envolvimento das famílias na escolarização de seus filhos pode contribuir para a melhoria das relações estruturais no ambiente escolar? A questão foi abordada por estudo feito em instituições de ensino do Rio de Janeiro e apresentado no segundo dia de atividades da 29ª Reunião Anual da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (Anped), em Caxambu (MG).
Foram aplicados três questionários distintos, envolvendo 850 alunos, 395 pais e 144 professores. Segundo os pesquisadores, o foco do trabalho ficou com alunos de 8ª série, pela reunião de características dos ensinos fundamental e médio. Foi dada ênfase à uma escola judaica – comunitária, sem fins lucrativos e gerida pelos pais de forma voluntária.

“Apesar de a relação família-escola não ser nada tranquila e ser marcada por fatores que podem ajudar ou atrapalhar, a proximidade do capital social e cultural dos pais pode ser decisivo para o sucesso dos alunos”, disse Diana Mandelert, pesquisadora do Grupo de Pesquisas em Sociologia da Educação (Soced), do Departamento de Educação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). “Em todas as instituições analisadas os pais estiveram muito presentes nas atividades escolares, indicando forte envolvimento com os professores, em uma relação constante de divisão de conhecimentos.”

Na escola judaica a participação foi maior. As famílias dos alunos se mostraram ligadas ativamente em questões administrativas e financeiras. A atuação se dá por meio de um diretório de pais, considerado o órgão máximo da instituição e que se reúne pelo menos uma vez por semana.

“Apesar de serem responsáveis por questões estruturais de ordem administrativa, os assuntos pedagógicos não fazem parte das discussões no diretório dos pais. Nesse campo, os professores estabelecem limites e os pais não se sentem confortáveis para intervir na qualidade do ensino em que seus filhos estão inseridos”, conta Diana. Por outro lado, o corpo pedagógico da escola judaica não precisa se preocupar com a captação de novos alunos, transporte ou segurança da escola – assuntos tratados exclusivamente durante as reuniões de pais.

Diana destaca que características similares às encontradas na escola judaica, que também tem alunos não judeus, foram identificadas em duas instituições bilíngües estudadas.

Fonte: [url=http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=6232]www.agencia.fapesp.br[/url]

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