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Pesquisa mostra consequências do sofrimento por estresse na infância

Pessoas que sofreram estresse na infância, na forma de abuso e/ou negligência de cuidados, podem ter aumento da sensibilidade ao estresse na fase adulta, levando-as a maior vulnerabilidade para depressão. A conclusão é de uma pesquisa realizada na Unifesp, em conjunto com a Universidade de Brown (EUA), com 52 indivíduos, com e sem histórico de trauma precoce, após serem submetidos a testes laboratoriais de indução de estresse.
Pessoas que sofreram estresse na infância, na forma de abuso e/ou negligência de cuidados, podem ter aumento da sensibilidade ao estresse na fase adulta, levando-as a maior vulnerabilidade para depressão. A conclusão é de uma pesquisa realizada na Unifesp, em conjunto com a Universidade de Brown (EUA), com 52 indivíduos, com e sem histórico de trauma precoce, após serem submetidos a testes laboratoriais de indução de estresse.
O fato é que estresse precoce pode alterar a função de uma região do cérebro responsável por regular os hormônios e o metabolismo do corpo. Os níveis de cortisol, hormônio que controla a resposta do organismo ao estresse, são alterados nos indivíduos com histórico de trauma em fases precoces do desenvolvimento.

Os resultados do trabalho, apresentado como tese de doutorado pela psiquiatra Andrea de Abreu Feijó Mello, apontam alterações da função do eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), responsável pelo comando neuroendocrinológico da secreção do cortisol, nos indivíduos com história de trauma na infância.

De acordo com a pesquisadora, esses indivíduos apresentaram uma hipoatividade desse eixo quando comparados àqueles que não passaram por estresse precoce. “Dados da literatura mostram que animais expostos à privação do contato com as mães ou à negligência de cuidados nas primeiras semanas ou meses de vida também apresentaram essas alterações, modificando seus comportamentos de forma duradoura, quando submetidos ao estresse na fase adulta”, explica Andrea. “Queríamos investigar se o mesmo fenômeno ocorria em seres humanos, servindo como um botão de disparo para o problema”.

Em seu estudo, a psiquiatra também verificou que fatores como tipo e duração do fator estressante e idade de incidência parecem estar relacionados a esta regulação da hiper ou hipoatividade do eixo HPA, além de fatores que determinariam um fenótipo vulnerável ou resistente para o desenvolvimento de transtornos depressivos e ansiosos, como os genéticos e ambientais.

“Pesquisas como essa podem colaborar para o entendimento da etiologia da depressão e talvez permitir uma prevenção, cuidando desde cedo de indivíduos expostos ao estresse precoce ou procurando alternativas medicamentosas que atuem diretamente nos sistemas envolvidos na doença”, afirma a pesquisadora.

Fonte: [url=www.yahoo.com]www.yahoo.com[/url]

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