Estudo mostra como identificar e tratar fumantes de alto risco

É fato conhecido que só força de vontade não basta para parar de fumar. De cada cem pessoas que tentam largar o cigarro apenas por vontade própria, só cinco conseguem. Pesam muito o estado de saúde — quanto mais danificado o organismo, maiores as chances de êxito de um tratamento antitabagismo — e o apoio familiar, de acordo com um estudo coordenado por Andrea Cotait Ayoub no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, um dos maiores centros de pesquisa e tratamento médico especializado em doenças cardiovasculares, vinculado à rede pública de saúde do estado de São Paulo. Depois de acompanhar por seis meses 124 fumantes que participaram do programa antitabagista – alguns tentavam pela quarta vez se livrar do hábito – apenas com terapia comportamental, um dos recursos do tratamento antitabaco, Andrea criou uma equação com cinco variáveis que identifica os fumantes por risco de insucesso e antecipa a probabilidade de o tratamento dar certo ou não.
É fato conhecido que só força de vontade não basta para parar de fumar. De cada cem pessoas que tentam largar o cigarro apenas por vontade própria, só cinco conseguem. Pesam muito o estado de saúde — quanto mais danificado o organismo, maiores as chances de êxito de um tratamento antitabagismo — e o apoio familiar, de acordo com um estudo coordenado por Andrea Cotait Ayoub no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, um dos maiores centros de pesquisa e tratamento médico especializado em doenças cardiovasculares, vinculado à rede pública de saúde do estado de São Paulo. Depois de acompanhar por seis meses 124 fumantes que participaram do programa antitabagista – alguns tentavam pela quarta vez se livrar do hábito – apenas com terapia comportamental, um dos recursos do tratamento antitabaco, Andrea criou uma equação com cinco variáveis que identifica os fumantes por risco de insucesso e antecipa a probabilidade de o tratamento dar certo ou não.
Essa forma de classificação de fumantes em alta e baixa probabilidade de insucesso, uma vez validada em testes com um número mais elevado de participantes, poderá se tornar um instrumento de avaliação similar aos adotados para medir a dependência de álcool ou de cocaína, ao identificar quem necessitará de cuidados mais intensivos. Nos casos mais graves, segundo Andrea, que dirige a divisão de enfermagem do instituto, pode ser necessário reforçar o aconselhamento psicológico, desde o início do tratamento, com a utilização de antidepressivos e adesivos ou chicletes de nicotina – tais medicamentos, porém, nem sempre são fornecidos pela rede pública de saúde. Outra estratégia a ser utilizada seria trazer ao hospital os familiares mais próximos do fumante, para que também se convençam dos riscos de doenças que se ampliam a cada tragada.

Para o governo, o tabaco é ao mesmo tempo uma fonte de receita contínua e imediata, já que 75% do preço de cada maço é retido na forma de impostos, e de gastos, na medida em que cada real que sai do bolso do consumidor para comprar cigarros implica R$ 2,6 gastos no tratamento médico de pessoas que contraem câncer ou problemas cardíacos por causa do hábito de fumar. Mesmo com tantos danos e riscos, que as campanhas de prevenção tentam conter, 1,3 bilhão de pessoas no mundo inteiro atualmente ainda fuma e 700 milhões de crianças estão expostas em casa à fumaça de cigarros, também com perdas da saúde. A maioria dos fumantes (82%) vive em países em desenvolvimento como o Brasil – por aqui, 33,8% da população, o equivalente a 60 milhões de pessoas, não vive sem o cigarro.

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Fonte: [url=http://www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=3112&bd=1&pg=1&lg=]Revista Pesquisa Fapesp[/url]

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