Metade dos casais com bebês brigam para dormir mais, diz pesquisa

Uma pesquisa feita pela empresa de produtos infantis Tomy, no Reino Unido, revelou que quase metade dos casais com filhos pequenos sofre da chamada “Síndrome de Sono Competitivo”, em que os pais têm discussões sobre quem dorme menos por causa do choro do bebê.
Uma pesquisa feita pela empresa de produtos infantis Tomy, no Reino Unido, revelou que quase metade dos casais com filhos pequenos sofre da chamada “Síndrome de Sono Competitivo”, em que os pais têm discussões sobre quem dorme menos por causa do choro do bebê.
O estudo mostrou que um terço dos casais dorme uma hora e meia a menos por noite, o equivalente a uma noite inteira por semana ou a mais de dois meses por ano. Para um em cada cinco pais, a falta de sono é ainda pior: quase três horas a menos por dia.

“Com números como estes, não é surpreendente que os casais sofram com a falta de sono no primeiro ano do bebê. Acordar com um bebê berrando várias vezes por noite pode ser uma experiência muito solitária, especialmente se você não está recebendo a ajuda necessária”, diz Joanne Gray, da Tomy.

De acordo com a pesquisa, a falta de sono muitas vezes causa estresse no relacionamento dos pais, especialmente porque as mães reclamam que seus parceiros são muito lentos para acordar quando o bebê chora.

Quase metade das mães disse responder ao choro do filho em menos de 30 segundos, enquanto 68% delas acreditam que seus parceiros levam cinco minutos ou mais para levantar da cama.

Apenas uma em cada cem mães diz conseguir dormir enquanto o bebê está chorando, mas 43% delas acham que seus companheiros conseguem ignorar o barulho.

Medidas extremas

Muitos dos casais exaustos entrevistados na pesquisa confessaram recorrer a medidas pouco ortodoxas para conseguir alguns minutos de sono a mais.

Um quarto dos pais disse ter levado o bebê para longos passeios de carro para ajudá-lo a pegar no sono, enquanto mais da metade dos entrevistados afirmou ficar com o filho no colo por longos períodos para evitar que ele acorde.

Um em cada quatro pais admitiu fingir que está dormindo na esperança de que o bebê o copiasse. No entanto, de acordo com a pesquisa, a solução para noites mais tranqüilas pode estar em medidas bem menos complicadas.

“É compreensível que o sono se torne uma preocupação tão grande no primeiro ano da criança que os pais acabem recorrendo a idéias estranhas e maravilhosas para fazer seu bebê dormir. Mas nosso estudo mostra que são coisas simples, como um banho no início da noite, o investimento numa boa babá eletrônica ou o estabelecimento de uma rotina de sonecas durante o dia, que têm maior influência na qualidade do sono dos pais e bebês”, afirma Gray.

Para os casais entrevistados durante a pesquisa, fazer com que o bebê tenha um padrão de sono regular é o maior desafio do primeiro ano da criança, na frente de problemas como receber o apoio necessário dos parceiros, manter uma vida social ou recuperar a forma física depois da gravidez.

Fonte: [url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u61731.shtml]Folha Online[/url]

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