Estresse pode alterar hormônios sexuais

O estresse pode alterar a secreção de alguns hormônios sexuais. De acordo com a endocrinologista Ana Claudia Latronico, professora da Faculdade de Medicina da USP, a “chave hormonal” que determina o desenvolvimento sexual é o hormônio liberador das gonadotrofinas, que fica no sistema nervoso central. “Toda situação envolvendo um estresse grande, mudanças, tem uma ação no sistema nervoso central”, afirma.

O estresse pode alterar a secreção de alguns hormônios sexuais. De acordo com a endocrinologista Ana Claudia Latronico, professora da Faculdade de Medicina da USP, a “chave hormonal” que determina o desenvolvimento sexual é o hormônio liberador das gonadotrofinas, que fica no sistema nervoso central. “Toda situação envolvendo um estresse grande, mudanças, tem uma ação no sistema nervoso central”, afirma.

O estresse crônico também leva à manutenção de níveis mais elevados de cortisol (conhecido justamente como o hormônio do estresse), segundo Rennó Jr. Essa reação pode ser desencadeada tanto pela violência quanto por estímulos eróticos precoces ou problemas financeiros da família.

“Isso, de alguma forma, interfere no amadurecimento das gônadas”, diz. As gônadas são as glândulas reprodutivas: os testículos, nos homens, e os ovários, nas mulheres.

Isso ajudaria a explicar por que a ausência do pai poderia levar a um amadurecimento sexual precoce em algumas meninas. Mas há pesquisadores que vão além quando o assunto é o papel dos hormônios.

Em um trabalho publicado no ano passado no “American Journal of Human Biology”, pesquisadores afirmaram que feromônios liberados pelos pais poderiam atrasar a menarca da filha. Segundo o estudo, realizado na Pennsylvania State University, garotas que vivem longe do pai tendem a ter a menarca três meses antes das que vivem com o pai.

Esse tipo de resposta a estímulos químicos bloqueadores é conhecido em modelos animais. “Quando você tira os familiares adultos de uma ninhada de ratos e coloca outros ratos, os filhotes tendem a amadurecer mais precocemente”, afirma Rennó Jr., que contesta, porém, a simples transposição desse tipo de resultado para humanos.

“São tantas as variáveis dos pontos de vista psicológico, social, econômico e biológico que afirmar que esse modelo pode ser transposto para humanos é complicado”, afirma.

Para Latronico, a analogia entre animais e seres humanos faz pouco sentido nesse caso. “Dentro de um contexto familiar, para ter essa influência dos hormônios masculinos sobre os filhos, seria necessário um contato muito maior do que normalmente a gente tem com os pais. Essa teoria é mais baseada em modelos animais. Em seres humanos, não tem nenhuma comprovação científica mais sólida.”

Fonte: [url=http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4364.shtml]Folha Online[/url]

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