Exagero na atividade física pode causar estresse

As atividades físicas ajudam a diminuir a ansiedade e a descarregar as tensões do dia-a-dia. Mas, se a sua prática for excessiva, o efeito pode ser contrário. O excesso de esforço leva à liberação prolongada de hormônios do estresse na corrente sanguínea, o que pode causar redução das defesas imunológicas, fraturas de estresse e cansaço.
As atividades físicas ajudam a diminuir a ansiedade e a descarregar as tensões do dia-a-dia. Mas, se a sua prática for excessiva, o efeito pode ser contrário. O excesso de esforço leva à liberação prolongada de hormônios do estresse na corrente sanguínea, o que pode causar redução das defesas imunológicas, fraturas de estresse e cansaço.
Por isso, praticantes de exercícios físicos e atletas profissionais devem tomar certos cuidados, como dormir bem, hidratar-se e ter uma alimentação balanceada.

Existem vários hormônios do estresse, como o cortisol, a adrenalina e a noradrenalina, e neurotransmissores, como a serotonina. “Secretados normalmente pelo organismo, eles têm sua produção ampliada numa situação de estresse ou perigo, para garantir o nosso poder reação”, explica o chefe do departamento de endocrinologia do Hospital Memorial Aziz Chidid, Lois Tadeu Teixeira.

Quando a prática de atividade física é excessiva, os hormônios do estresse têm a sua liberação na corrente sanguínea prolongada, podendo prejudicar a saúde do praticante. “O treinamento em excesso é caracterizado por exagero na intensidade, freqüência e duração. Os hormônios do estresse, combinados a outros fatores, como pouco repouso e nutrição inadequada, podem causar cansaço crônico e baixa do sistema imunológico, aumentando o risco de contrair infecções”, afirma o médico.

“Alguns triatletas ficam resfriados freqüentemente e chegam a sofrer uma pneumonia por ano. Como praticam corrida, natação e ciclismo, o ritmo de treinos é muito forte e eles acabam agredindo o próprio organismo”, conta o coordenador de musculação da Universidade do Corpo, Fernando Beja.

Dependendo da intensidade e duração do exercício físico e da faixa etária do praticante, a liberação prolongada de hormônios do estresse pode ter outras conseqüências negativas, como atraso no desenvolvimento e fraturas de estresse.

“Muitas ginastas, por exemplo, sofrem com o excesso de treinamento e a conseqüente liberação intensa de cortisol. Isso pode causar fraturas de estresse e prejudicar o crescimento, já que a maioria delas ainda não atingiu a maturidade óssea, além de retardar a primeira menstruação”, explica o endocrinologista Lois Tadeu Teixeira.

Mas não são apenas os atletas profissionais que podem sofrer as conseqüências do exagero no treinamento. Se não for bem orientada, qualquer pessoa pode passar pelo processo de overtraining, que é resultado da falta de equilíbrio na prática de atividade física. “Alunos de natação que se preparam para competições, se não forem bem orientados, podem sofrer graves conseqüências”, alerta Weber Faria, professor de educação física e coordenador técnico da academia de esportes aquáticos Brilho D¿Água, no Rio de Janeiro.

Ele chama atenção para que a atividade física tenha freqüência, duração e intensidade adequadas às necessidades e condições físicas de cada pessoa. Tão importante quanto o treinamento é o repouso. “É no tempo de descanso que se adquire possibilidade de respostas mais intensas aos treinos”, explica Faria.

Alimentação e hormônios do estresse
A alimentação adequada é fundamental para que a liberação prolongada de hormônios do estresse não prejudique o atleta, seja ele profissional ou amador. “Carboidratos fornecem energia para o organismo, indispensável para a realização de qualquer atividade física, e estão presentes em alimentos como cereais, pães, farinhas e batata. São importantes para quem pratica atividades aeróbicas, como corrida e ciclismo”, recomenda a chefe do setor de nutrição do Hospital Balbino, Teresa Labanca.

“As proteínas, encontradas no leite, carnes e iogurte desnatado, são essenciais para quem procura aumentar massa muscular e faz uma atividade anaeróbica, como musculação”. O ideal é ter a alimentação equilibrada, dividida em cinco ou seis porções por dia. “Quem fica muito tempo sem se alimentar sofre uma diminuição na taxa de serotonina e fica mais ansioso”, avisa Teresa.

O desempenho na atividade física também depende da hidratação. “Beber água ou isotônicos é essencial porque controla a temperatura corporal, atua nas reações químicas dentro das células e evita a desidratação”, afirma a nutricionista. O potássio, encontrado na água de coco, banana, tomate e melão, ajuda a suprir a perda de minerais pelo suor.

Fonte: [url=http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1477037-EI1497,00.html]Terra – Saúde de Vida[/url]

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