Páscoa pode ser um perigo para os compulsivos

Para os comedores compulsivos, a Páscoa significa um período perigoso, porque a vontade de devorar vários chocolates aumenta com a grande oferta. “Compulsão é a incapacidade de pôr limite à pulsão”, explica a psicóloga Yara Daros.
Para os comedores compulsivos, a Páscoa significa um período perigoso, porque a vontade de devorar vários chocolates aumenta com a grande oferta. “Compulsão é a incapacidade de pôr limite à pulsão”, explica a psicóloga Yara Daros.
E render-se sempre ao desejo pode trazer riscos à saúde. “Comer chocolate não tem problema. É o excesso que acaba prejudicando”, afirma Analisa Zuchi Leite, consultora de nutrição do Senac (serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

De acordo com a nutricionista, os grandes vilões da guloseima são a gordura e o açúcar, existentes em grande quantidade. E, quando consumida de forma excessiva, pode acarretar distúrbios, como diarréia, enxaqueca, aumento de peso, brotoejas e tosse por manifestação alérgica.

Esta vontade incontrolável, geralmente está associada à necessidade de sentir bem-estar. “A preferência é causada pelo aumento de serotonina no cérebro, um neurotransmissor que está envolvido nos mecanismos de ansiedade, da depressão e do próprio transtorno alimentar”, esclarece a psicóloga.

Quem sofre de compulsão alimentar não pode se dar ao luxo de degustar um pedacinho, pois nunca será o suficiente. “Estas pessoas buscam se acalmar por meio do chocolate para preencher buracos afetivos e até sexuais. Mas como a busca é indevida, não vai satisfazer”, diz Yara.

O primeiro passo para superar este problema é ter a consciência de que você é um compulsivo alimentar. Além disso, não minta para si próprio ao dizer que será apenas um bombom.

Acredite: a sensação de prazer é efêmera e dura pouquíssimos instantes. Depois de devorar barras e barras, o que restará será somente o arrependimento. Portanto, a dica é procurar outra atividade prazerosa quando aquele desejo surgir repentinamente.

“São 30 segundos de prazer, meia hora no estômago e seis meses nos quadris. Então, não vale a pena”, brinca a psicóloga Yara Daros.

Fonte: [url=http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1516567-EI1501,00.html]Terra[/url]

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