Campanha condena a privatização e desnacionalização do ensino

“Educação não é mercadoria”. Esse é o mote da campanha que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), entidade que reúne os SINPROs de todo o país, acaba de lançar contra a privatização e desnacionalização do ensino no Brasil.

O objetivo é alertar que o setor privado de educação tem colocado os interesses mercantilistas à frente dos educacionais, considerando alunos como clientes e professores e funcionários como empregados a serviço do lucro. A campanha quer chamar atenção da sociedade para o problema e cobrar do governo controle e regulamentação do ensino privado.

“Educação não é mercadoria”. Esse é o mote da campanha que a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE), entidade que reúne os SINPROs de todo o país, acaba de lançar contra a privatização e desnacionalização do ensino no Brasil.

O objetivo é alertar que o setor privado de educação tem colocado os interesses mercantilistas à frente dos educacionais, considerando alunos como clientes e professores e funcionários como empregados a serviço do lucro. A campanha quer chamar atenção da sociedade para o problema e cobrar do governo controle e regulamentação do ensino privado.

A CONTEE realizou o ato de lançamento da campanha contra a mercantilização da educação nacional, na cerimônia de abertura do 13.º Consind, no dia 13 de abril, no Rio de Janeiro. A campanha, cujo slogan é Educação não é mercadoria, visa denunciar o processo de mercantilização e desnacionalização da educação superior e exigir do governo federal medidas concretas para regulamentar a educação privada e barrar a ingerência do capital estrangeiro no campo da educação no País.

O ato contou com a participação de cerca de trezentos delegados, representantes de todas as regiões do País, estudantes e representantes de entidade educacionais e do movimento social.

O professor José Thadeu, da Secretaria de Assuntos Educacionais da CONTEE, que apresentou o ato, destacou na fala inicial que o dia 13 de abril de 2007 ficará registrado na história da CONTEE pela importância da campanha iniciada, não só para a educação brasileira mas para toda América Latina.

Integraram a mesa de abertura juntamente com a coordenadora da CONTEE, professora Madalena Guasco Peixoto, a professora Jussara Dutra, presidente da CNTE e vice-presidente da Internacional da Educação, Antonio Rodrigues, representando a Feteerj e o Sinpro Rio, Ana Maria Ribeiro do Sintuferj, Gustavo Petta, presidente da UNE, Gerson Silva da UBES, Neuza Luzia da CUT-RJ, o vice-presidente da Confederação de Educadores Americanos Wellington Teixeira Gomes, João Batista Lemos, secretário nacional do PCdoB, e um representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Os convidados manifestaram total apoio à campanha iniciada pela CONTEE e destacaram a importância da defesa da Educação como bem público, em oposição à sua mercantilização.

A professora Madalena fez uma exposição recuperando que a campanha é resultado de uma trajetória de luta da CONTEE em defesa da educação pública e da regulamentação da educação privada, reafirmando os princípios que a norteiam: educação como bem público e direito dos cidadãos a ser assegurado pelo Estado. E considerou que diante a intensificação das ações do capital internacional, é urgente que o governo tome medidas que impeçam a venda das instituições da educação superior ao capital estrangeiro. Madalena encerrou sua fala conclamando as entidades de educação e a sociedade brasileira a fortalecer a campanha iniciada pela CONTEE, mas que é de interesse nacional.

Campanha será veiculada nas salas de cinemas
Durante o ato, a professora Clotilde Lemos Petta, diretora da Secretaria de Comunicação Social da CONTEE, fez uma exposição sobre as razões da escolha do slogan Educação não é mercadoria. Destacou o processo de construção coletiva, no qual toda a Diretoria da entidade se envolveu, e concluiu pela necessidade de em tempos neoliberais reafirmar o posicionamento da entidade contrário a mercantilização, à desnacionalização e pela regulamentação do setor privado da educação nacional.

Em seguida Fernando Waschburger, o representante da Agência 3D, responsável por dar forma à Campanha, apresentou um vídeo que mostra o desenvolvimento da Campanha, que está prevista para durar três anos. O início ocorreu com a divulgação do manifesto Não à desnacionalização da Educação Superior brasileira. Em seguida, foi publicada na revista Carta Capital a Carta Aberta ao Presidente Lula. Na atual etapa, serão distribuídas, além das camisetas com o slogan, cartazes com diferentes ilustrações, outdoors e a peça principal que é o filme de 35 segundos.

Após a apresentação do vídeo nas versões em português, inglês e espanhol, que foi muito elogiado pelos presentes, o Fernando Waschburger informou que está prevista a sua apresentação nas salas de cinema das seguintes capitais: S. Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Minas Gerais e Salvador. Este vídeo será hospedado no YouTube e no Portal da CONTEE.

A orientação é para que as entidade filiadas providenciem vínculos em suas páginas e que o filme seja enviado através de uma rede de correios eletrônicos, para maior divulgação. E que seja divulgada a data da exibição nos cinemas de cada região. Todo material, arte das camisetas e do outdoor e o filme de 35 segundos estarão disponíveis para as entidades que quiserem reproduzi-los.

O ato de lançamento foi encerrado com a entrega de um kit contendo camisetas e uma cópia do vídeo para os convidados. Em seguida, a cantora Fabiana Cozza realizou uma apresentação musical.

Fonte: CONTEE

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