Prevenir o alcoolismo

O Governo lançará mais um projeto de largo interesse público por suas repercussões na família, no trabalho e, acima de tudo, na saúde pública. A Política Nacional sobre o Álcool vem surgindo com um conjunto de medidas para inibir o consumo excessivo e ampliar o acesso das pessoas dependentes ao tratamento médico a ser proporcionado pelo Sistema Único de Saúde -SUS.
O Governo lançará mais um projeto de largo interesse público por suas repercussões na família, no trabalho e, acima de tudo, na saúde pública. A Política Nacional sobre o Álcool vem surgindo com um conjunto de medidas para inibir o consumo excessivo e ampliar o acesso das pessoas dependentes ao tratamento médico a ser proporcionado pelo Sistema Único de Saúde -SUS.
Esse esforço de mobilização será feito em consonância com a Organização Mundial da Saúde – OMS, que estuda as estratégias para redução, no âmbito internacional, do consumo de álcool etílico. O modelo a ser seguido se assemelha ao utilizado para reduzir o hábito de fumar. O consumo exagerado do álcool tem concorrido para inúmeras patologias físicas e para a desestruturação social. A prevenção será sua grande arma.

As estatísticas levantadas pela Secretaria Nacional Antidrogas, por ocasião do 2º Levantamento Domiciliar sobre uso de Drogas Psicotrópicas, encontraram no grupo escolhido para amostragem, com idade variando entre 12 e 65 anos, 12,3% dependentes de álcool. A pesquisa detectou ainda a tendência de consumo, cada vez mais elevada, entre os jovens.

O álcool, consumido em quantidade exagerada, tem sido indutor de acidentes automobilísticos, com vítimas em número considerável, e de ocorrências policiais graves, de modo especial em casas de festas, shows, clubes e estádios de futebol. A esse público se destina um dos pilares na nova Política. Outra providência preventiva será nas rodovias em cujas margens será decretada a Lei Seca.

Paralelamente, o Sistema SUS colocará à disposição dos dependentes do álcool a infra-estrutura montada exclusivamente para conduzir os tratamentos de desintoxicação, de reeducação e de melhoria da qualidade de vida. Mobilizará, para tanto, equipes interdisciplinares, com a participação de médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e terapeutas ocupacionais.

Sem esse anteparo médico-assistencial, não haveria condições de assegurar a recuperação dos pacientes considerados em estágio avançado de dependência de bebidas alcoólicas, assim como sua reinserção no convívio dos lares. O retorno ao trabalho dos recuperados é outra medida essencial para promover-lhes a auto-estima, evitando, desse modo, as recaídas.

A Política Nacional sobre o Álcool resulta de trabalho executado por um grupo interministerial encarregado, desde 2003, de oferecer subsídios para seu lançamento. O grupo não será desfeito, ficando incumbido de acompanhar a evolução dessa Política e de propor medidas como a proibição de funcionamento de estabelecimento que venda bebida alcoólica nas proximidades das escolas.

Os malefícios da bebida refletem-se na cadeia produtiva, com o afastamento de trabalhadores atingidos pelos seus efeitos. Os casos patológicos têm gerado afastamento do trabalho e elevado a folha de benefícios do Instituto Nacional do seguro Social – INSS com a concessão de licenças aos empregados formais. Combater a dependência será salvar vida e evitar prejuízos.

Fonte: Site Antidrogas

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