Tabagismo passivo pode ter nova Lei

Fumar dentro de bares, boates e restaurantes fechados é uma prática que pode estar com seus dias contados em Belo Horizonte, Minas Gerais. Aproveitando o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31/05, a Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara discutirá a saúde do fumante passivo, que é afetada nesses estabelecimentos.
Fumar dentro de bares, boates e restaurantes fechados é uma prática que pode estar com seus dias contados em Belo Horizonte, Minas Gerais. Aproveitando o Dia Mundial sem Tabaco, comemorado em 31/05, a Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara discutirá a saúde do fumante passivo, que é afetada nesses estabelecimentos.
A preocupação com esse público tem razão de ser: o tabagismo passivo é a terceira causa evitável de morte no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e o alcoolismo, respectivamente, de acordo com a Organização Mundial de Saúde – OMS.

Em abril, a OMS divulgou um alerta informando que a poluição dos ambientes fechados é responsável por desencadear cerca de 2,7% das doenças no mundo e hoje é um problema maior dos espaços abertos.

Segundo a Organização, a fumaça de cigarro em ambientes fechados é responsável por 3,7% das doenças no mundo – o quarto principal fator de morte depois da desnutrição, sexo sem proteção e baixas condições sanitárias.

Como forma de preservar a saúde dos não-fumantes e tentar diminuir a incidência de fumantes na cidade – gira em torno de 20% da população de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) –, o Vereador Tarcísio Caixeta defende mudanças na Lei municipal nº 6.861/1995, que restringe o tabagismo em locais públicos fechados. Segundo ele, essa Lei é antiga e está ultrapassada.

“Temos sempre que reforçar a proteção aos nãofumantes. Para isso, defendo a proibição radical do tabagismo dentro desses locais como bares, boates e restaurantes ou a criação de um espaço totalmente isolado para os fumantes como a Anvisa sugeriu”, afirmou Caixeta, que tem um projeto de Lei sobre o assunto.

Segundo a Pneumologista Adriana Carneiro, Presidente da Comissão de Controle do Tabagismo da Associação Médica de Minas Gerais, há dois fumantes passivos para cada ativo. “Esse contato a curto prazo pode causar irritação ocular e na garganta, asma e acesso de tosse. A longo prazo, pode provocar câncer de pulmão e doenças cardíacas e respiratórias”, citou.

Garçons e balconistas são principais vítimas

Garçons, garçonetes e balconistas são motivos de preocupação para os que lutam contra o tabaco nos ambientes fechados. A Pneumologista Adriana Carneiro, Presidente da Comissão de Controle do Tabagismo da Associação Médica de Minas Gerais, disse que esses profissionais são altamente prejudicados por estar em contato constantemente com a fumaça de cigarro.

“Esses funcionários convivem diariamente com a fumaça alheia e são uns dos mais prejudicados. Durante cerca de oito horas por dia eles têm que respirar o ar poluído.”

Há 35 anos servindo clientes em bares e restaurantes de Belo Horizonte, o Garçom Dirceu dos Santos Maia, 57, disse que não pode reclamar da fumaça do tabaco porque “o cliente tem sempre razão”.

“Fico muito incomodado com o mau cheiro da fumaça dos cigarros dos clientes, mas tenho que ficar calado.” Mesmo afetando diretamente os profissionais que movem o setor, o Presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Belo Horizonte, Paulo Pedrosa, disse não concordar com a proibição radical do consumo de tabaco nos estabelecimentos. “A Lei já é clara e é cumprida”, afirmou.

Fonte: Site Antidrogas

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