Estresse de grávidas atinge feto desde início da gestação

As mulheres grávidas com sintomas de estresse transmitem ansiedade ao feto desde quatro semanas de gestação, segundo estudo realizado pelo Imperial College de Londres.

As mulheres grávidas com sintomas de estresse transmitem ansiedade ao feto desde quatro semanas de gestação, segundo estudo realizado pelo Imperial College de Londres.

Os bebês ainda no útero da mãe estão expostos aos hormônios que provocam o estresse e que têm potenciais conseqüências negativas no funcionamento do cérebro da criança, revela a pesquisa, publicada no último número da revista "Journal of Clinical Endocrinology".

Para determinar se a ansiedade da mãe podia afetar o feto, os cientistas pesquisaram mediram os níveis de cortisol em 267 gestantes. O cortisol é o hormônio que provoca estresse, ao penetrar na corrente sangüínea quando sentimos ansiedade.

A curto prazo, este hormônio é positivo já que ajuda o organismo a resolver situações estressantes, mas a longo prazo pode causar cansaço e depressão.

No experimento, os cientistas analisaram amostras de sangue da mãe e líquido amniótico do útero da grávida. Eles detectaram que com quatro semanas de gestação, os altos níveis de cortisol no sangue da mulher aumentava os níveis no líquido amniótico, produzido principalmente pelo feto.

O fluido constitui um bom indicador da exposição do bebê a uma série de substâncias, entre as quais os hormônios.

No entanto, os especialistas alertaram para a necessidade de continuar pesquisando para conferir como os níveis altos de estresse da mulher atingem o feto.

Segundo o obstetra Pampa Sarkar, agora se deve continuar trabalhando "para desemaranhar os mecanismos pelos quais o estresse maternal acomete o feto, tanto durante a gestação quanto durante a infância".

Outro estudo publicado em janeiro quantificou a inteligência de mais de 100 bebês cujas mães tinham sofrido altos níveis de estresse durante a gravidez e descobriu que os coeficientes intelectuais das crianças ficavam geralmente dez pontos abaixo da média.

Fonte: UOL – Ciência e Saúde

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