Ronco aumenta risco de Mal de Alzheimer, diz estudo

Pessoas que roncam muito podem estar mais sujeitas a desenvolver o Mal de Alzheimer, dizem pesquisadores da Leeds University, na Grã-Bretanha.
Pessoas que roncam muito podem estar mais sujeitas a desenvolver o Mal de Alzheimer, dizem pesquisadores da Leeds University, na Grã-Bretanha.

Segundo os especialistas, o ronco, assim como quaisquer fatores que provoquem uma diminuição da oxigenação no cérebro – entre eles, derrames e ataques cardíacos – tornam o paciente vulnerável à acumulação de substâncias tóxicas que estariam associadas ao Mal de Alzheimer.

Os cientistas demonstraram como vítimas de derrames podem estar sujeitas a desenvolver a condição, anos ou décadas após terem se recuperado integralmente.

Já se sabia sobre a associação entre o derrame e o Mal de Alzheimer. O estudo da Leeds University tenta explicar como isso acontece.

O coordenador do estudo, Chris Peers, da Faculdade de Medicina da Universidade de Leeds, explicou: "Nossa pesquisa está observando o que acontece quando níveis de oxigênio no cérebro são reduzidos por uma série de fatores".

"Condições de longo prazo como efisema ou angina, incidentes repentinos como ataques cardíacos, derrames ou mesmo trauma na cabeça."

Segundo o especialista, mesmo que o paciente aparentemente esteja completamente recuperado, o dano celular pode ser irreversível.

"Isto pode ser significativo até para pessoas que roncam muito, cujos padrões de sono sejam tais que durante a noite haja momentos em que seu cérebro fica hipóxico – ou deprivado de exigênio suficiente".

"Pode ser qualquer coisa que impeça o coração e os pulmões de trabalhar juntos".

A pesquisa se concentrou nos danos causados sobre um grupo de células chamadas astrócitos durante situações de baixa oxigenação.

Quando o cérebro está funcionando normalmente, faz conexões através da liberação de minúsculas quantidades de substâncias químicas nas sinapses (pontos onde as extremidades de neurônios vizinhos se encontram).

Os resíduos químicos são "varridos" por células conhecidas como astrócitos.

A equipe da Universidade de Leeds mostrou que se em algum momento os astrócitos ficaram hipóxicos, ficam menos capazes de varrer essas substâncias químicas, que se acumulam e tornam-se tóxicas.

"Os astrócitos são tão essenciais como os neurônios para as funções normais do cérebro – e temos dez vezes mais (astrócitos do que neurônios)", disse Peers.

A especialista Susanne Sorensen, chefe de pesquisas da Alzheimer's Society, disse que o estudo é importante.

"A equipe examinou o papel de células que dão suporte aos neurônios no cérebro. Isto é interessante porque ao invés de se concentrar nos neurônios, eles observaram processos no cérebro que até então não tinham sido estudados detalhadamente".

O Mal de Alzheimer é uma doença que afeta o cérebro e para a qual não existe cura.

Ela pode levar 30 anos para se desenvolver.

A partir dos 65 anos de idade, as chances de se desenvolver a doença dobram a cada cinco anos.

Fonte: BBCBrasil

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