Alerta: Bullying – O grande vilão nas escolas…

A relação entre os alunos merecem uma grande atenção. Muitas vezes ao entrar em uma sala de aula, você vê os alunos eufóricos, todos falando ao mesmo tempo, se o seu ouvido for bem apurado, deve ter presenciado várias maneiras de ridicularizar os colegas, coisas como: “lá vem o gordo (a), olha lá o garoto espinha, la vem a patricinha, etc”.Ou então, um dar tapas no outro, atirar objetos. Se você nunca observou isso na sua sala de aula não se culpe, assim como muitos, pensam que a “juventude é assim mesmo” e que isso é cultural, normal.

Alerta: Bullying – O grande vilão nas escolas…A relação entre os alunos merecem uma grande atenção. Muitas vezes ao entrar em uma sala de aula, você vê os alunos eufóricos, todos falando ao mesmo tempo, se o seu ouvido for bem apurado, deve ter presenciado várias maneiras de ridicularizar os colegas, coisas como: “lá vem o gordo (a), olha lá o garoto espinha, la vem a patricinha, etc”.Ou então, um dar tapas no outro, atirar objetos. Se você nunca observou isso na sua sala de aula não se culpe, assim como muitos, pensam que a “juventude é assim mesmo” e que isso é cultural, normal.

           

Não é normal, embora comum. Estamos falando do maior vilão escolar: o Bullyin. Ainda é controverso o motivo do nome. Ele ocorre quando quando crianças e adolescentes recebem apelidos que os ridicularizam e sofrem humilhações, ameaças, intimidação, roubo e agressão moral e física por parte dos colegas. Entre as conseqüências estão o isolamento e a queda do rendimento escolar. Em alguns casos extremos, o bullying pode afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

Qual a importância de vocês saberem disso? Uma Pesquisa realizada em 11 escolas cariocas pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), no Rio de Janeiro, revelou que 60,2% dos casos acontecem em sala de aula. Daí a importância da sua intervenção. Mudar a cultura perversa da humilhação e da perseguição na escola está ao seu alcance. Para isso, é preciso identificar o bullying e saber como lidar com o problema.

           

Sabem aquelas reportagens que vêm marcando presença nos telejornais, da violência escolar? Como o caso de dois adolescentes norte-americanos na escola de Ensino Médio Columbine, no Colorado (EUA), em abril de 1999. Após matar 13 pessoas e deixar dezenas de feridos, eles cometeram suicídio quando se viram cercados pela polícia. Os jovens americanos eram ridicularizados pelos colegas.O pediatra Aramis Lopes Neto acreditava que o objetivo deles era matar a escola em que viveram momentos de profunda infelicidade e onde todos foram omissos ao seu sofrimento.

           
Como terapeuta cognitiva, acredito que este comportamento de apelidar os colegas passa a ser uma estratégia compensatória para que se sintam mais adequados, “enturmados”. O grande perigo aí, é que muitos imitam o comportamento do “mandão” para não serem ridicularizados também, adotando isto como uma estratégia de defesa.

           
Agora que você já sabe sobre o grande vilão escolar ai vão as dicas para os educadores:

– orienta-los a serem receptivos e a integrarem quem acaba de chegar explicando que ali não se tolera o bullying. Isso evita o isolamento e o pré-julgamento do novato, que aprende a procurar ajuda.

– organizar peças de teatro ou passar o filme Bang Bang!, que abordem este tema.

-dinâmica de grupos com os alunos, para falarem do assunto.

– incentiva-las a procurarem o diretor ou pedagogo escolar para falarem sobre o problema, muitos alunos atribuem isto a punição, seria até uma forma de mudar essa crença.

– cada professor usar a sua área para tratar do assunto, por exemplo solicitarem aos alunos uma pesquisa e redação sobre o tema, montagem de cartazes de protesto conta o bullying.

– Ao surgir uma situação em sala, a intervenção deve ser  imediata. Interrompe-se a aula para colocar o assunto em discussão e relembrar os combinados.

Um trabalho multidisciplinar pode nos ser útil, além de poder lidar com o bullying na escola, você também deve alertar a família e encaminhar a vitima ou o agressor ao terapeuta cognitivo, que pode trabalhar essa crença distorcida de “eu devo agredir para não ser inadequado e aceito”, e poder tratar a vitima que se sente inadequada, fracassada e frustrada.

Se conseguirmos um bom trabalho, teremos alunos saudáveis e com melhor rendimento escolar.

Um grande abraço e sorte a todos no combate do bullying.

 

About Vanessa Seibitz

Vanessa Seibitz
Psicóloga- Terapeuta Cognitiva
CRP:06/78491
Consultório:
Clinica Psicológica- Rua Dr. Neto de Araújo, 363-Vila Mariana- São Paulo- SP
E-mail: vanessaseibitz@yahoo.com.br

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