Loucura versus Arte

Resumo

O autor, inicialmente, tece considerações sobre os desenhos e as pinturas das crianças, comparando-as àquelas dos pintores chamados primitivos ou ingênuos. A seguir, disserta sobre a suposta arte dos doentes mentais, chegando por concluir que a psicose não tem qualquer influência criadora, pelo contrário, intelectualmente falando, ela só destrói, empobrece e simplifica a produção de um artista após a sua eclosão. Assim, torna-se impróprio chamar-se de arte ou de artistas, os esquizofrênicos e sua produtividade iconográfica.

Unitermos: arte e psicopatologia; arte e psicose; esquizofrenia e arte.

Summary

Title: Insanity versus Art

Initially the author comments children's drawings and paint­ings and compares them to the so-called primitive art ingenuous works. Then he talks about the supposed art of the mentally ill, concluding that psychosis hasn't any influence over creative imagination. It only destroys, impoverishes and simplifies the artistical production after its eclosion. Therefore, it's not proper to call "art" the pictorial schizophrenic production.

Uniterms: art and psychopathology; art and psychosis; schizophrenics and art

Antes de falar diretamente dos desenhos e das pinturas dos doentes mentais, devo tecer algumas considerações esclarecedoras prévias, sobre o desenho infantil e a representação pic­tórica dos pintores chamados ingênuos ou primitivos, para compreendermos melhor a produção dos esquizo­frênicos.

Os desenhos infantis constituem uma fase precursora da criação artística, que, normalmente, deve ser superada de maneira mais rápida e completa possível.

As duas fases mais críticas na concepção artística, a respeito da evolução do desenho infantil, são:

1. O aparecimento da consciência espacial ou perspectiva – que se dá em torno dos dez anos de idade;

2. A consciência do corporal, ou seja, a anatomia, fato que se observa por volta dos quatorze anos de idade.

O desenho infantil se diferencia radicalmente do dese­nho do adulto, principalmente no aspecto anatômico.

A chamada arte dos pintores "ingênuos" caracteriza-se igualmente pelo fato de se haver estancado em uma fase anterior ao pleno domínio da perspectiva e do aspecto anatômico.

A criança e o pintor "ingênuo" conservam as duas forças artísticas mais elementares: a decorativa e a expres­siva.

Por último, no doente mental está perturbada a ela­boração racional da realidade, e as suas manifestações pictóricas assemelham-se às das crianças e a dos "ingê­nuos", ou sejam: a presença dos elementos decorativos e expressivos.

A maioria dos doentes mentais que desenha e pinta, apresenta, universalmente, dotes artísticos insignificantes.

Do ponto de vista formal, o fato característico da arte dos loucos é precisamente a deformação anatômica.

Enquanto que nos desenhos infantis ou nos dos pintores "ingênuos" sua arte (se é que assim a podemos chamar) se constitui, na maioria dos casos, em um produto da elaboração do ambiente, a arte dos dementes se nutre por inteiro de representações interiores.

Enquanto a arte infantil é dinâmica, pois se encontra em contínua transformação, quanto à conquista da pers­pectiva e do aspecto anatômico, a arte dos pintores "in­gênuos" estanca-se em uma fase determinada da evolução biopsicológica do indivíduo.

Tanto na forma como no conteúdo, a arte "primitiva" se caracteriza por sua total e absoluta estabilidade.

Isto se aplica de maneira muito mais ampla à arte dos doentes mentais, arte que se acha submetida ao imperativo da reiteração de um conjunto fixo de representações e de fórmulas de expressão.

A arte dos pintores "ingênuos" (sécs. XIX e XX) nasceu inteiramente da necessidade pessoal de expressão em in­divíduos isolados, e só tem encontrado admiradores nos que se sentiam, por eles, aludidos e expressados. A cha­mada Arte Primitiva refere-se à arte dos povos primitivos, isto é, povos com um nível comparativamente baixo de desenvolvimento tecnológico. No início do séc. XX, a arte primitiva, principalmente da África e da Oceania, teve uma influência profunda na pintura e na arte ocidentais (veja-se, por exemplo, o cubismo de Picasso), que se pro­longaram, posteriormente, com Lipchitz e Moore.

A arte dos doentes mentais, ao contrário, é um monó­logo solitário. Seus conteúdos e suas formas não estão ligados a normas coletivas de nenhuma classe. A arte dos loucos pode chegar, em seu hermetismo, a converter-se em uma mensagem indecifrável. Por isto, muitos autores vacilam em conferir às suas criações o nome de arte em sentido estrito e puro.

Georges Schmidt, Professor da Academia de Artes Plás­ticas de Munique e Diretor do Museu de Arte da Basiléia, considera arte, no mais estrito sentido, àquela que res­ponde às necessidades do espírito, que serve para expres­sar a alegria ou a dor da comunidade humana em uma fase determinada de sua história, isto é, que corresponda a uma situação bem determinada no tempo.

Para Georges Schmidt, pois, tanto o desenho infantil, que termina em um momento muito preciso da evolução e do desenvolvimento individual, bem como a arte dos doentes mentais, destruída nas suas relações com o mundo exterior, e nelas ausente a noção de tempo, não se pode dizer que representem manifestações artísticas de qualquer época ou tempo.

Há que observar-se que existe uma diferença funda­mental entre o esquizofrênico e o "primitivo". O "primi­tivo" vive em mundo coletivo, no qual as noções mágicas e as representações animistas são noções e conceitos co­muns à sociedade onde vive e atua, em contrapartida, o esquizofrênico vive em um mundo autista e isolado.

 No esquizofrênico encontramos um universo mórbido, um mundo de temor e angústia, suscitado pela invasão de um caos que nasce dentro do próprio indivíduo doente, enquanto que o pintor "ingênuo", ao contrário, se vê ameaçado do exterior, do medo que advém de uma vio­lação, sempre possível, de um tabu e do universo mágico em que vive. Expressa este, portanto, as potências invi­síveis do medo exterior, através de uma linguagem pic­tórica de seu mundo arcaico e primitivo.

O desenho e a pintura, para os esquizofrênicos, repre­sentam uma reação de defesa primitiva contra a grande angústia provocada pela invasão da psicose. Os esquizo­­frênicos reagem frente à chegada do grande medo da psicose com mecanismos de defesa mágicos, arcaicos, an­cestrais, chegando a reproduzir em suas telas lendas e mitos da Antigüidade, seguindo a compreensão do incons­ciente coletivo junguiano. Isto lhes permite uma nova or­ganização, a um nível inferior, dentro de um mundo alterado, mas pelo menos suportável.

Na atividade pictórica de esquizofrênicos, e em certa medida também nos pintores surrealistas (por ex. Bosch, Salvador Dali etc.), podemos perceber a perda de contato com o mundo exterior, a dissociação da personalidade, e a irrealidade profunda dos mecanismos do delírio.

O esquizofrênico luta contra as garras e as tensões da enfermidade, enquanto o "ingênuo primitivista" faz seu combate contra as forças do destino.

Por vezes, a atitude irônica e lúdica do esquizofrênico representa um ato compensador, assim como a criação delirante, isto é, uma forma de reação contra a enfermi­dade, uma tentativa de criar, de novo, uma posição de superioridade e de domínio sobre as tendências destrutivas da atividade mental. Esta atitude permite aos esquizofrê­nicos, com freqüência, abandonar sua agressividade brutal e integrar-se com menor dificuldade ao meio que o cerca. Tais atitudes devem ser interpretadas como reações de defesa de natureza fenomenológica contra a desintegração esquizofrênica.

Alfred Bader, médico em Sainte-Croix, e estudioso das expressões plásticas dos doentes mentais, chama a atenção que atualmente é lícito erigir em dogma a falta de poder criador da própria enfermidade mental, cujo efeito é, in­clusive, destruidor quanto aos dotes artísticos dos seres humanos. A criação de um sistema delirante é de índole muito distinta e não pode ser comparada, em absoluto, com o nascimento de uma obra de arte. ­

Já tive a oportunidade de acompanhar alguns ar­tistas plásticos de renome, em nosso meio, que após a irrupção de sua doença mental, foram progressivamente diminuindo sua capacidade de produção, até cessarem, de modo absoluto, qualquer realização na arte em que antes eram mestres. Raras são as obras de enfermos mentais nas quais se pode assinalar algum interesse ar­tístico, além do interesse médico que representam.

Por esta razão é que Alfred Bader afirma que não há uma arte psicopatológica propriamente dita, porque o fenômeno artístico e o ato criador não são modificados em sua essência pela enfermidade mental.

Já observei, e nisto concordo com Alfred Bader, que, quando um artista plástico sofre de transtorno mental, e segue às vezes trabalhando durante sua enfermidade produzindo obras interessantes para o psicoclínico, o valor ar­tístico de tais obras torna-se cada vez mais limitado, na maioria dos casos. Em regra geral, a psicose acarreta o empobrecimento da produção plástica e sua qualidade artística decresce, consideravelmente, quando comparada às produções do mesmo artista quando estava são. Nestes casos observa-se, nitidamente, uma estranha modificação de estilo. A obra parece fria e despojada de seu conteúdo. A rigidez de sua forma reflete a esquematização do pen­samento esquizofrênico. A evolução desses fenômenos, pode-se bem observar na obra de Picasso.

Há doentes, todavia, que sem haver empunhado um lápis ou um pincel, com anterioridade, como meio de expressão pessoal, começam a desenhar de repente, no curso de uma psicose, e em muitos casos o fazem durante os longos anos de sua enfermidade. Da mesma forma que a doença mental parece sufocar os dotes artísticos manifestados antes do aparecimento da enfermidade, a psicose pode atuar, em alguns indivíduos, como um fenômeno desinibidor de sua expressão plástica. É inegável que em muitos indivíduos pode existir, em estado latente, e sem exploração, um talento criador, inclusive insuspeitado pela própria pessoa. Em tais casos a enfermidade mental pode desempenhar um papel catalisador e provocar a expressão dos dotes reprimidos até então. A enfermidade em si, portanto, nada cria; destrói os talentos anteriormente ma­nifestados e libera, somente, os dotes artísticos latentes. Insisto, portanto, que a doença mental não tem valor patogenético sobre a criação artística.   

Não pretendo, de modo algum, dizer que as pro­duções plásticas dos doentes mentais não tenham qualquer valor artístico. Dessa maneira, o talento inato desempenha o mesmo papel que no indivíduo sadio. Deve-se chamar a atenção que o esquizofrênico não está mais aquinhoado de dotes artísticos do que o indivíduo normal. A loucura, em si, não é fonte de talento nem de gênio.

Quando a psicologia junguiana penetrou nas fendas do inconsciente descobriu nelas, os arquétipos de que estão profundamente impregnados os nossos seres.

A arte moderna, livre dos modelos renascentistas e acadêmicos, adota, desembaraçadamente, a via do incons­ciente e se lança a explorar um mundo novo, em que as possibilidades de criação são, então, inumeráveis.

Para o Prof. Ramón Sarró, de Barcelona, em conversa pessoal, as vias do inconsciente se acham total­mente fora do alcance do intelecto do observador. Quanto ao método, afirma que se deve perguntar ao paciente para explicar sua obra, caso contrário será muito difícil ou impossível compreendê-Ia.

O esquizofrênico, na sua manifestação pictórica, jamais representa a sombra produzida pelos corpos. Vale à pena deter-se um instante nesta última característica dado seu valor fenomenológico. Na representação interior do ser humano, ou seja, em sua imaginação, não há qualquer necessidade de ilusões naturalistas, já que o indivíduo sabe se o objeto está pousado na terra ou se flutuava no espaço. Na imaginação não existem sombras determinadas pela luz. O esquizofrênico não reproduz o que vê fora de si, senão o que leva em seu mundo interior.

Deste ponto de vista, cabe considerar que a ausência de sombras, corno sintoma de que o esquizofrênico perdeu o contato com a terra e com o mundo exterior, representa o fato de que vive em outro mundo, um mundo seu, autista, modificado pela enfermidade, mas humano, ape­sar de tudo. Seu desenho parece dominado sempre pelo traço que delimita as superfícies de maneira rigorosa, sem preocupar-se com a precisão do detalhe. O esquizofrênico realiza, assim, de modo quase genérico, um desenho por linhas, e jamais o desenho artístico por manchas.

O esquizofrênico gosta do traço preciso e delimitador e conserva sempre uma característica de desenho em suas produções pictóricas; não é, portanto, um pintor no sentido estrito do termo. Não respeita a anatomia, e, pelo contrário, a simplifica e a deforma.

Os matizes das cores, pouco contrastados, quase mono­cromáticos podem traduzir um estado de tensão que se manifesta por uma violenta agressividade dirigida a ter­ceiros, ao passo que estes mesmos pacientes empregam cores muito vivas quando se acham calmos e relativamente adaptados ao meio. A afetividade viva que se expressa mediante cores violentas é de bom augúrio no esquizo­frênico; a agressividade que se nota sobre o papel em forma de cores é inofensiva para os demais.

Assim, pois, vemos que a obra do doente mental se opõe às exigências do naturalismo, no que concerne à ilusão quanto ao espaço, ao volume e à matéria, à precisão do desenho, à exatidão da anatomia e à cor do objeto.

O contorno linear é sempre marcado e bem delimitado pelos traços. Em geral o traço é direto, sem retoques nem correções.

Tem-se a impressão que a imagem é tão precisa na representação interior do paciente que não lhe resta mais do que a tarefa de copiá-la em uma folha de papel.

Quase sempre as superfícies dos quadros ou dos dese­nhos, nas produções dos esquizofrênicos, são cheias, ple­nas de cores, pontos, roscas, letras e cifras. Trata-se, de certo modo, de interações vinculadas às estereotipias, isto é, a repetição prolongada do mesmo elemento formal.

Os psicoclínicos, em busca de um estilo esquizofrênico sintomático, descreveram outras peculiaridades de forma na obra de seus clientes.

O fato de encher, de ocupar a folha de desenho até o último canto, tem sido interpretado corno uma manifes­tação do horror patológico ao vazio. A freqüência dos arabescos demonstra a indiscutível necessidade de ador­nar, de decorar.

A simplificação, a deformação e repetição são outros elementos de uma necessidade profunda de estilização que pode desembarcar no abstrato, assim corno o cubismo do esquizofrênico Picasso acaba também por chegar ao abstracionismo.

A propósito do cubismo, convém lembrar que a obra mais tardia de Cézanne foi um catalisador deste movi­mento. O seu conselho a Émile Bernard de "tratar a na­tureza por meio do cilindro, da esfera e do cone" foi tornado como justificação para as experiências cubistas. No cubismo chamado hermético, os objetos representados são, em grande parte, ou totalmente indecifráveis (pois são elaborados por um pensamento dissociado). No cu­bismo não há perspectiva nem luz; não há o jogo de sombras do claro-escuro da natureza palpável e visível; observa-se, ainda, uma decomposição crescente da forma. No cubismo, onde vejo um movimento de índole psico­patológica, reúnem-se em uma tela única diversos aspectos do mesmo objeto, de maneira tal que se apresenta que­brado, fragmentado, dissociado pictoricamente, desenvolvi­do por todas as partes, aberto no interior, um pouco à maneira pela qual as crianças o concebem, não tal corno se vê, mas corno se pensa, corno existe na mente do pintor, no seu inconsciente. O próprio Picasso chegou a dizer que "quando fazemos cubismo, não temos qualquer intenção de fazer cubismo, mas sim exprimir o que esta em nós". Creio que aqui fica bem evidente a sua esqui­zofrenia latente.

A aglutinação ou condensação de vários elementos incoerentes em uma mesma imagem parece-me repre­sentar uma característica mais tipicamente patológica. Não esqueçamos, contudo, que o fenômeno da aglutinação não nos é desconhecido, aparecendo, também, nos mitos, bastando, para isto, lembrar a esfinge, a cabeça da Medusa, o Minotauro etc.

Outra singularidade dos desenhos de esquizofrênicos é a "visão por transparência", quando se vê determinada figura, que por estar em segundo plano, deveria ter seu perfil obstaculizado pela opacidade do desenho colocado no primeiro nível de visão.

Do ponto de vista formal, vemos, pois, nos desenhos de esquizofrênicos elementos existentes nos desenhos de crianças, na arte de todos os tempos (ornamentos exces­sivos), na arte pré-histórica ou de povos não-civilizados e também em certas produções da arte moderna.

O estudo do conjunto destas características, porém, em um paciente alienado mental, pode-nos fornecer um bom indício para o diagnóstico de esquizofrenia. É o que vemos, por exemplo, na obra dos esquizofrênicos Picasso e Sal­vador Dali.

 Em Salvador Dali, um dos mestres do surrealismo, sob a capa de suas interpretações delirantes da realidade, pos­tas em tela, procederá, o pintor, deliberadamente, à orga­nização inquietadora de seu universo metafísico. Dali deixa a imagem degradar-se por uma espécie de decom­posição, revelada pelo amolecimento ou elongação dos objetos, ou, como era muito de seu gosto escatológico, apresentar sinais visíveis de putrefação em suas pinturas. De tal maneira isso se dá que o objeto é arrastado para longe da designação primitiva, assumindo uma nova de­signação, fruto de sua mente psicótica. Em Dali, a "visão por transparência" aparece amiúde em diversos de seus quadros (por ex. Aparição de rosto e fruteira numa praia, 1938; El enigma sin fin, 1938; Cabeza Rafaelesca estalando, 1951; Virgen de Guadalupe, 1959; Nacimiento de una divindad, 1960; La Pietà, 1982 e muitos outros mais).

Em Bosch e Goya (no caso deste último refiro-me especificamente às pinturas que produziu no fim da vida, na Quinta do Surdo) os delírios alucinatórios têm ampla expressão pictórica, havendo, contudo, em ambos, notável preservação da personalidade, o que nos permite ver, nas telas destes artistas, a representação de suas parafrenias fantásticas. Quanto à Goya observamos uma associação de psicoses. Homem de biotipo pícnico-atlético, também sofria de fortes depressões, das quais Os desastres da guerra são uma fiel reprodução artística de seu estado de humor deprimido.

Em Van Gogh, sua epilepsia do tipo psicomotora (em decorrência de uma lesão irritativa temporal), em nada influiu na produção desse gênio colossal da pintura.

Em conclusão, quero dizer que a emergência de uma psicose nada constrói; tudo destrói, empobrece e simplifica. O fato da pintura de esquizofrênicos repre­sentar lendas e mitos ancestrais, bem como, arquétipos da humanidade, apenas reforça a tese do inconsciente coletivo junguiano, não lhes outorgando, no entanto, só por isto, o epíteto de artistas.

Referências bibliográficas

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About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra - Pós-doc em Filosofia Membro do Viktor Frankl Institute Vienna Docente da BI Foundation FGV/Berkeley
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