O Continuum

Observação

Depois de décadas no uso da expressão continuum, resolvi sair em busca de suas bases conceituais filosóficas, e saiu esse artigo.

Resumo

A classificação dos transtornos psicopatológicos tende a ser categorial. Contrapõe-se, porém, a essa orientação, a noção de que possa haver continuidade entre diversos transtornos. Fala-se de unitarismo, de espectros, de dimensões. O autor se propõe a investigar o conceito de contínuo, cuja definição não está estabelecida em psicoclínica, em que pese seu uso freqüente. Recorre à filosofia, campo que melhor sintetiza o conceito. Aspectos objetivos e subjetivos são considerados. É patente a dificuldade de se obter uma definição concludente. A definição aristotélica ainda parece a mais indicada e condizente com o que se tem subentendido por contínuo.

Introdução

O conceito de contínuo, freqüentemente usado em psicoclínica, não possui nesse campo uma cono­tação específica. Seu significado permanece suben­tendido. Seria procedente, portanto, investigá-Io. Vi­so aqui uma breve introdução filosófica do mes­mo. Trabalho envolvendo o conceito com aspectos clínico-diagnósticos e classificatórios em psiquiatria. Trata-se o conceito de contínuo, indubitavel­mente, de tema complexo, o que Leibniz considerava um labirinto para a mente humana. Por isso mesmo, uma definição clara e concludente na literatura a esse respeito não parece existir. Não obstante, nosso empreendimento deve envolver os aspectos essen­ciais do conceito e servir para certo entendimento no âmbito deste trabalho e de nossa especialidade.

De modo geral, pode-se definir contínuo como se segue: o conceito se aplica "à caracterização de um todo, o qual, por sobre possíveis cortes e limites que se possa colocar, mantém-se uno"(1), ou: "conti­nuidade é conexão sem interrupção, completa de uma grandeza (espaço, tempo, número, movimento), de modo que o terminar de uma parte simultanea­mente é o início de uma outra; fluida transposição de um conteúdo de pensamento a outro (continuidade como postulado lógico), de um estado de ser a outro no acontecer/na história, no desenvolvimento/na evo­lução, …"(2).

Principais abordagens do conceito

Paradoxo de Zenon

Quando o conceito de contínuo é exposto, men­ciona-se freqüentemente os paradoxos de Zenon. Eles foram divulgados por Aristóteles. O primeiro para­doxo, ao qual me atenho, descreve Aristóteles co­mo "aquele com referência à inexistência do movi­mento pela razão do que o especialmente móvel, reiteradamente, sempre tem que atingir antes o ponto intermediário do que o ponto final"(3). Com outras palavras, e com relação ao conceito de contínuo, o supracitado significa: a) Que um objeto ou um trajeto contínuo não possui nenhuma parte indivisível e que entre dois pontos existe ainda, sempre, um trajeto infinitamente divisível; b) Assim, caso se queira ir de um ponto a outro, tem-se que atravessar uma série infinita, o que demanda, igualmente, um tempo infinito; c) De modo que nunca se atingirá o outro ponto, o que torna o movimento, e igualmente uma continuidade, impossível. Ross(4) enuncia esse pa­radoxo semelhantemente: "before it gets to the end of the line, the moving body will have had to get to the end of an infinite series, i.e. to have got to the end of something that has no end", esse paradoxo implica o conceito de infinito, com o qual o conceito de contínuo é repetidamente confrontado.

Aristóteles

Em Aristóteles se encontra um primeiro desdo­bramento sistemático da problemática filosófica do conceito da continuidade, que, em muitos aspectos, fomenta ainda discussões atuais. Contínuo vem ex­posto nos livros V e VI da Física, em conexão com movimento e mudança e suas relações com espaço e tempo.

Três definições se vinculam a três relações em que vários objetos da mesma espécie podem se po­sicionar entre si: (1) Seqüência, (2) Contigüidade e (3) Continuidade, onde um crescente grau de coesão se estabelece. A respeito de (1) "Dizemos que um objeto segue a um outro quando ele não é o primeiro e está separado deste por sua posição ou por sua forma ou, de modo semelhante, por algo diferente, e quando entre ele e seu membro anterior nada se encontra que seja da mesma espécie (como ele ou seu membro anterior) – assim, por exemplo, segue a uma linha uma outra ou um grupo de outras linhas, a uma unidade numérica uma outra ou uma série de uni­dades numéricas, a uma casa uma outra casa; é per­mitido, sem problemas, que alguma coisa diferente exista entre os objetos (sem que a relação de se­qüência seja prejudicada)"(5) – sobre (2) "Dizemos que um objeto termina num outro quando ele o segue de tal modo que com ele há contato"(6). Um contínuo, porém, (3) "existe onde as extremidades em contato de ambos objetos em uma total identidade se fundem e, assim, como o nome indica", os objetos se ligam. Isso não é possível enquanto ambos os limites são ainda mantidos como dois separados. Essa definição toma claro que uma continuidade se estabelece ape­nas entre aqueles objetos que se tornam um único objeto comum"(7).

Aristóteles complementa suas definições ao ex­plicitar uma hierarquia para os conceitos acima: "Aquele conceito original é, sem dúvida, aquele da seqüência. O que é um outro deve contatar (aquilo que se torna contíguo a outro), tem que segui-Io; mas nem tudo o que segue a um outro tem que estar em contato. E para a possibilidade de um contínuo é precondição o contato, mas contato não afirma ainda contínuos, pois para aquele os extremos ainda não precisam se fundir numa unidade, onde eles ocupem o mesmo espaço; mas onde eles estão fundidos numa unidade, eles também ocupam o mesmo espaço. O estado de vir a ser contínuo é, portanto, a conclusão de um processo de união."(8)

Pode-se representar com certa facilidade seqüên­cia e continuidade, mas continui­dade seria de se imaginar de uma forma em movi­mento ou dinâmica.

Pode-se falar de contínuo heterogêneo e homogêneo. Contínuos heterogêneos se consti­tuem de partes com peculiaridades diferentes, desde que as peculiaridades não impliquem diferenças es­senciais das partes (9,10). Enquanto que cada parte de uma linha é uma linha e cada parte de uma quantidade de água é água, já cada parte de uma melodia é algo diferente, uma parte de uma cadeira ou de um or­ganismo não é uma cadeira ou um organismo. O contínuo heterogêneo pressupõe um dinamismo in­tegrativo; partes heterogêneas no âmbito de um contí­nuo seriam difíceis ou impossíveis de se pensar de forma têmporo-espacialmente estática.

Com base no até aqui exposto, não devem existir no âmbito de um contínuo, limites rígidos, suas partes possuem limites comuns e são, portanto, unidos a um todo. Além disso, Aristóteles caracteriza o contí­nuo por sua infinita divisibilidade em sempre novos divisíveis(11). Aristóteles observa que, conjuntamente, a infinita divisibilidade e a continuidade de espaço, movimento e tempo se precondicionam. A infinita divisibilidade é tida, porém, como potencial e não como atual, ou seja, uma possibilidade que não se realiza de fato (idem). Com isso Aristóteles pretende superar a objeção de Zenon (12).


Tomás de Aquino

Tomás de Aquino distingue também ambas de­finições originais aristotélicas de continuidade, ou seja, resumidamente, inexistência de limites rígidos e infinita divisibilidade.

O conceito de continuidade contém uma relação entre o todo e suas partes: "Partindo (1) Pelas partes (…), atinge-se a essência da definição de contínuo como algo cujas partes são ligadas através de um todo comum, uma vez que a ligação contínua possui, pois, mais unidade e transitabilidade que uma simples seqüência, ela é de se avaliar como mais elevada do que esta. (b) Partindo do todo (…) possui um conceito de continuidade e divisibilidade em sempre novos divisíveis"  (13,14).


G. Bruno, G. Galilei, Leibniz

As definições aristotélicas até aqui abordadas serão discutidas e polemizadas por incontáveis filó­sofos. À infinita divisibilidade serão contrapostos, na qualidade de átomos, pontos ou monas, os consi­derados "indivisíveis". Esses corpúsculos indivisíveis são concebidos, no entanto, como finitos além de qualquer limite factual atingível ou como atualmente infinitos; prescinde-se aqui do caráter de potenciali­dade da infinita divisibilidade de Aristóteles. Nesse contexto, é estabelecida uma divisão entre o contínuo matemático infinitamente divisível "e em pensamen­to concebido (Leibniz)" e o contínuo físico divisível até os finitos "indivisíveis"(15).

Para Leibniz o conceito de contínuo possui um significado especial. Todas as mudanças no mundo seriam contínuas, não haveria hiatos na natureza. Todos os entes estariam continuamente ligados entre eles. "Continuidade impera na sucessão e na coexis­tência; o universo é preenchido sem exceção, tran­sições unem todas as espécies de coisas… que Ia Natur ne fait jamais de sauts"(16). Uma "lex continuitatis" / "loi de continuité" é mencionada. Leibniz considera o contínuo, contudo, como algo ideal, pois as partes infinitamente divisíveis apenas existiriam potencialmente e no pensamento tem-se que colocar o todo antes das partes(17).

A dimensão mental-subjetiva do contínuo já ha­via tido sua origem em Plotino(18).


Kant

A concepção kantiana de contínuo deve ser con­templada sob a precondição da filosofia transcen­dental, segundo a qual a razão subjetiva compõe os objetos em sínteses preparadas a priori, de modo que de percepções possa realizar-se experiência. Fala-se sobre uma "viragem kopernicana" de Kant, isto é, uma mudança da suposição "todos nossos (re)conhe­cimentos têm que se dirigir para os objetos" para a suposição "os objetos têm que se dirigir a nosso (re)conhecimento" (19).

Kant define continuidade na "Crítica da razão pura", na seção sobre "idéia sistemática de todos os princípios sintéticos do entendimento puro, antecipações da percepção", como "a propriedade das gran­dezas segundo a qual nelas nenhuma parte, mesmo das menores possíveis (simplesmente nenhuma parte), existe"(20).

Contínuas seriam tanto as grandezas intensivas quanto as extensivas. Grandezas intensivas corres­ponderiam aos graus da sensação, por exemplo, com relação a uma cor, à temperatura, ao peso de uma manifestação etc. Grandezas extensivas correspon­deriam à contemplação das manifestações com re­lação a suas extensas espacialidade e temporalida­de (21). Por um lado, "possui cada sensação, portanto também cada realidade na manifestação, por menor que ela possa ser, um grau, isto é, uma grandeza intensiva, que ainda sempre pode ser di­minuída…"(22), ou seja, a grandeza intensiva e contí­nua. Por outro lado, espaço e tempo são quanta continua porque nenhuma parte entre eles pode exis­tir sem que seja novamente espaço e tempo(23). "To­das manifestações são, portanto, grandezas contí­nuas."(24)

A continuidade, de todas as manifestações, se apre­senta como fluxo de movimento, já que "a síntese (do poder produtivo de imaginação) em sua produção é um progresso no tempo, cuja continuidade se indica especialmente através da expressão da fluidez (de­correr)"(25). Uma reiterada interrupção da síntese di­nâmica gera um agregado descontínuo de várias ma­nifestações, isto é, de partes que não são ordenadas no sistema da razão.

A infinita divisibilidade é para Kant um prin­cípio da razão e indica a manifestação como quantum continuum. Pode-se, porém, admitir ou constituir um quantum discretum, ou seja, determinar a quantidade de partes ou de unidades de um todo dividido (26). Pode-se avançar nesse processo de divisibilidade até onde se pretende. Com isso, a divisibilidade é levada in indefinitum e não mais in infinitum, não sendo a divisão, então, uma quantidade infinita. Contorna-se, assim, o mencionado paradoxo de Zenon.

Segundo o neokantiano Cohen, possui o prin­cípio da continuidade o pressuposto: "conscientia non facit saltus. (…) A continuidade é, portanto, um fundamento da consciência: não referida a um monte de elementos disparatados, mas indicada no contexto de algo comparáveis"(27). Segundo LACHELIER, há continuidade somente na consciência, onde pode ha­ver um todo antes de suas partes (argumenta como em Leibniz)(28).


Hegel

Defronte a Kant julga, porém, Hegel: "A solução crítica através da assim denominada ideali­dade transcendental de mundo das percepções não teve outro resultado que aquele de tornar o conhecido antagonismo em algo subjetivo, onde ele, decerto, continua a parecer o mesmo, isto é, permanece tão mal resolvido como antes"(29). A infinita divisibili­dade ou não, ou continuidade versus discreção seria solucionável através da dialética de Hegel. "Sua verdadeira solução pode somente consistir no fato de que, onde duas determinações são contrárias e um e o mesmo conceito é necessário, essas não podem valer em sua unilateralidade, cada qual por si, senão que elas possuem sua verdade apenas em suas supressões, na unidade dos seus conceitos"(30). A concepção de Kant da infinita divisibilidade do espaço, do tempo e da intensidade representa para Hegel apenas a unilateral absolutização do mo­mento da continuidade (31).

Na dialética de Hegel não é permitido, por­tanto, pensar em continuidade sem a contraposta des­continuidade ou discreção, já que cada uma contém a outra em si mesma na unidade da quantidade(32). Hegel repara que as mudanças qualitativas se pro­cedem, contrariamente, por saltos: numa mudança, "a anterior relação quantitativa, que à seguinte é infinitamente próxima, é ainda uma outra existência qualitativa"(33).

Contrariamente a Zenon, em que pese consi­derá-Io dialético na abordagem do movimento, Hegel observa: "A divisão enquanto estar separado não é absoluto pontualizado, nem é a pura continui­dade o não limitado e sem partes"(34), pois os mo­mentos contrários continuidade e pontualidade constituem numa abordagem dialética a unidade do movimento.

Bergson

Continuidade e razão/compreensão/inteligência são formuladas com referência à original continui­­dade da vida, de modo que todo acontecimento seria contínuo, apenas a razão separaria essa continuidade em partes discretas, reconstruindo a verdadeira mo­bilidade e continuidade através de elementos estáveis (35). À vida, à contínua e relativa evolução cor­respondem o instinto, a intuição, enquanto que a razão pragmaticamente estabiliza, externaliza e me­caniza o acontecer para dominá-Io, calculá-Io e para objetivamente lidar com ele: "Aisement on en de­couvrirait I'origine dans notre obstination à traiter le vivant comme I'inerte et à penser toute réalité, si fIuide soit-elle, sous forme de solidé définitivement arrêté. Nous ne sommes à notre aise que dans le discontinu, dans I 'immobile, dans le mort. L'intelli­gence est caracterizée par une incompréhension na­turelle de Ia vie "(36).

Aqui se pode falar, inclusive, de um componente crítico à Ciência relacionado ao conceito de contínuo, já que a ciência é vinculada à razão/inteligência. "L'intelligence, par l'intermédiaire de Ia science que est son ouvre, nous livrera de plus en plus comple­tement le secret des operations physiques; de Ia vie elle ne nous apporté, et ne prétend d'ailleurs nous apporter, qu'une tradution en termes d'inertie. Elle tourne tout autour, prénant, du dehors, le plus grand nombre possible de vues sur cet objet qu'elle attire chez elle, au lieu d'entrer chez lui" (37).

Urna relação complementar entre razão e intui­ção é tida corno desejável (38).

Husserl

Diante das singularidades das vivências, pro­va-se a unidade do fluxo das vivências corno prede­cessor. A consciência, unida através da original sín­tese da consciência temporal, atualiza-se num contí­nuo de retenções e pretensões, isto é, uma vez que toda vivência se subordina à temporalidade, isso im­plica horizonte do anterior e do posterior e pertence ao contínuo de um todo em longínqua perspectiva (39).

Conclusões

Em que pese toda a complexidade do tema, podemos extrair alguns interessantes pontos dessa introdução do conceito de contínuo, com aplicações em nosso Campo Psi.

Relativamente simples e valioso me parece, antes de tudo, as definições aristotélicas de seqüência, contigüidade e continuidade. Quando se fala de "con­tínuo" dos transtornos mentais, faz uma grande di­ferença qual dos conceitos acima o autor tem em mente. Nos dois primeiros casos existem limites na­turais, mas num contínuo não. Estados intermediários ou transições (e não sobreposições!), que correspon­dem à potencial infinita divisibilidade, encontram-se apenas num contínuo.

Essa definição básica de contínuo – ausência de limites rígidos e potencial infinita divisibilidade – deve estar clara quando se menciona o conceito.

Tal conceito se aplica a visão de vários autores que, para Jaspers (40), são defensores da idéia unitária de transtornos mentais. Assim é que em Griesinger, por exemplo, observa-se urna autêntica continuidade entre suas descrições dos quadros clínicos, corroborada, inclusive, por sua concepção psicofisiológica desses quadros (41). Vários autores possuem, atualmente, con­cepções similares. Muitos outros mencionam, como dito, a possibilidade de continuidades, espectros e dimensões dos transtornos mentais, tanto sob aspec­tos clínico-descritivos, evolutivos, genéticos, corno biológicos em geral. Não são poucos os autores que suspeitam que modelos contínuos de transtornos mentais possam vir a permitir melhor interpretação dos dados disponíveis nos diversos campos de inves­tigação em psicoclínica e em neurociências.

Está claro que concepções de contínuo relacio­nadas a uma subjetividade possuem um importante papel na problemática do conceito. Segundo Kant é tudo a priori contínuo através da melhor dinâmica de nossa consciência. Já através da instabilizadora razão ou inteligência, para Bergson, torna-se tudo descontínuo, apenas a intuição permitiria um acesso à continuidade. Conclui-se que, conforme a concep­ção envolvida, um mesmo objeto pode ser contem­plado como contínuo ou como discreto.

Numa visão têmporo-espacialmente estática, ten­de-se ver discreção onde numa contemplação mais dinâmica ver-se-ia contínuos. Por exemplo, um gato é diferente de uma pantera, mas numa concepção evolutiva darwiniana nem tanto, há elos contínuos. Um esquizofrênico é diferente de um bipolar, mas se considerarmos a – potencial – infinita possibilidade, numa visão conjunta ou seletiva através do tempo, de indivíduos com casos intermediários, então será razoável contemplar aquelas psicoses num contínuo.

De volta a Jaspers, considerava ele que diante de uma fluida variedade de fenômenos, diante de um contínuo, elaboramos tipos, no sentido de tipos ideais de Max Weber, quando emprestamos à fluidez uma estrutura, de modo à torná-Ia acessível ao in­telecto. Tipos ideais significam, assim, formar uma ordem conceitual, uma noção inicial subjetiva de uma realidade que não podemos apreender inteiramente, permitindo-nos um acesso a ela e possibili­tando sua investigação. É, portanto, mais uma concepção que nos abre acesso a uma continuidade de transtornos psicopatológicos.

Os aspectos subjetivos da apreensão dos objetos levantam questões metodológicas relevantes, que em psicoclínica se tornam ainda mais complexas por seus objetos serem, também, essencialmente subjetivos.

Referências Bibliográficas

1. HEROLD, N. – Kontinuum/Kontinuitãt. Em: Ritter J, Gruender K. (eds.). Historisches Wörterbuch der Philosophie. 4ª ed. Basiléia: Schwabe u. Co, 1044, 1966.

2. TISLER, R. – Statigkeit. Em: Tisler R ed. Wörterbuch der philosophischen Begriffe. 3ª ed. Berlim: Mittler u. Sohn, 154, 1930.

3. ARISTÓTELES – Aristoteles' acht Bucher physik. Em: Frantl K ed. Aristoteles Werke, 1. Bd. Aalen, Scientia, VI 9, 1978.

4. ROSS, W.D. – Aristotle's physics, a revised text with introduction and commentary. Oxford: University Press, 74,1960.

5. ARISTÓTELES – Physikvorlesung. Em: Grumach E (ed.). Physikvorlesung. Barmstadt, Wissenschaftliche Buchgesel­schaft, V 3, 1967.

6. Ib. 6.

7. Ib. 2, citado de Aristóteles, 1046.

8. Ib. 6.

9. MIANO, V. – Continuo. Em: Istituto per Ia Collaborazione Culturale Ed. Enciclopedia Filosofica, Florença: Sanzoni, 1218, 1957.

10. Ib. 5, 69.

11. Ib. 3 e 4, VI 1, 2.

12. Ib. 3 e 4, VII 8.

13. BREIDERT, W. – Kontinuum/Kontinuitãt. Em: Ritter J, Karfried G (ed.). Historisches Wõrterbuch der Philosophie, 4ª ed., Basiléia: Schwabe u. Co., 1049, 1966.

14.lb. 14, 1048-52.

15. Ib. 3, citado de Leibniz, 155.

16.lb. 10, 1219.

17. Ib. 2, 1048-9.

18. Bittner, R. – Transzendental. Em: Krings M, Baumgartner MM, Wild CH (eds.). Handbuch Philosophischer Grundbe­griffe. Munique: Koesel, 1531, 1974.

19. KANT, I. – Kritik der reinen vernunft. Em: Erdmann E (ed.). Kritik der reinen vernunfte. Berlim: Kolmer, 211, 1908.

20. Ib. 20, 203.

21. Ib. 20.

22. Ib. 20.

23. Ib. 20, 212.

24. Ib. 20, 212.

25. Ib. 20, 551-555.

26. Ib. 3, citado de Cohen, 37.

27. Ib. 10, 1220.

28. HEGEL, G.W.F. – Wissenschaft der Logik. Em: Glockner H (ed.). Sãmtliche Werke, 4ª ed., Stuttgart: Frommann, 111­218, 1928.

29. Ib. 29.

30. Ib. 2, 1053.

31. Ib. 29, 111 226.

32. Ib. 29, 111 448.

33. HEGEL, C.W.F. – Verlegungen über die Conchichte der Philosophie. Em: Glockner H (ed.). Sämtliche Werke, 17. Bd. Stuttgart: Frommann, XII 317, 1928.

34. Ib. 3, citado de Bergson, 157.

35. BERGSON, E. – L'evolution créatrice. Paris: Aloan, 179, 1910.

36. Ib. 36, 191.

37. Ib. 36, 192.

38. Ib. 2, 1055-6.

39. JASPERS, K. – AlIgemeine Psychopathologie. 1. Aufl. Berlim: Springer, 157-68, 1913.

40. JASPERS, K. – AlIgemeine Psychopathologie. 4. Aufl. Berlim, Heidelberg: Springer, 464-479, 1946.

About Adalberto Tripicchio

Psiquiatra – Pós-doc em Filosofia
Membro do Viktor Frankl Institute Vienna
Docente da BI Foundation FGV/Berkeley

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