Brasil ocupa o 15ª lugar entre os países que mais publicam artigos científicos

O Brasil subiu duas posições no ranking dos 30 países com maior número de artigos científicos publicados, de acordo com dados divulgados pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, nesta segunda-feira (9/7), durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

O Brasil subiu duas posições no ranking dos 30 países com maior número de artigos científicos publicados, de acordo com dados divulgados pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, nesta segunda-feira (9/7), durante a 59ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Segundo Guimarães, a produção científica do Brasil ultrapassou a da Suécia e a da Suíça, alcançando a 15ª posição. Em relação a 2004, o crescimento, de 33%, foi o triplo da média mundial. “Em 2002, estávamos em 20º lugar; em 2005, subimos para 17º. O patamar atual era esperado apenas para 2009”, disse à Agência FAPESP.

Os pesquisadores brasileiros, segundo Guimarães, publicaram 16.872 artigos em 2006. “É o equivalente a quase 2% da produção científica mundial. O segundo colocado, que é a Alemanha, tem apenas quatro vezes mais, com 8% do total publicado”, disse. A grande diferença está para o primeiro colocado, os Estados Unidos, responsáveis por 32,3% da produção científica do planeta.

Em relação ao desempenho de qualidade – que mede não apenas o número de artigos publicados, mas seu impacto – o Brasil está em 20º lugar. “A diferença é que, em qualidade, embora estejamos abaixo no ranking, estamos bem próximos do primeiro colocado, que é a Suíça, cujo índice de impacto é um pouco mais do que o dobro do brasileiro”, explicou Guimarães.

Para o presidente da Capes, o aumento nas publicações está ligado à avaliação. “O crescimento se deu de forma mais pronunciada nas áreas em que há atualmente mais cobrança na avaliação.”

As áreas que mais cresceram na comparação entre os dois últimos triênios (2001-2003 e 2004-2006) foram psicologia e psiquiatria (70%), produção animal e vegetal (58%), ciências sociais (52%), medicina (47%), farmacologia (46%), ciência agronômica (46%, imunologia (44%), computação (44%) e ecologia e meio ambiente (40%).

“Comparando apenas 2005 e 2006, tivemos crescimento mais pronunciado em imunologia (23%), medicina (17%), produção animal (13%), economia (12%), meio ambiente (12%) e engenharias (11%)”, disse.

A qualidade e o crescimento da pós-graduação brasileira seriam os fatores responsáveis pelo avanço. “A pós-graduação está crescendo a uma média anual de 7%. Em março deste ano, contávamos com 2.437 programas de pós, 3.637 cursos e 148 mil estudantes”, destacou Guimarães.

No entanto, o presidente da Capes qualifica como “dramática” a distribuição da pós-graduação no país: 52% dos cursos estão na região Sudeste. Outros 20% no Sul, 17% no Nordeste, 7% no Centro-Oeste e apenas 4% no Norte.

“No Norte, não temos um único curso na área de saúde, por exemplo. Quanto ao Centro-Oeste, se excluirmos o Distrito Federal, a situação é até pior. Não há dúvidas de que precisamos de ações específicas nessas regiões”, afirmou.

Fonte: Agência FAPESP

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