Cresce diagnóstico de bipolaridade infanto-juvenil

Levantamento feito em clínicas e consultórios americanos mostrou que, num período de nove anos, aumentou em 40 vezes o número de crianças e adolescentes diagnosticadas e medicadas como portadoras de transtorno bipolar, doença conhecida antigamente como transtorno maníaco-depressivo. Em adultos, houve o dobro de casos registrados. O estudo, que comparou os períodos de 1994-1995 e 2002-2003 e foi publicado no Archives of General Psychiatry, é o mais amplo já feito até agora sobre o tema.
Levantamento feito em clínicas e consultórios americanos mostrou que, num período de nove anos, aumentou em 40 vezes o número de crianças e adolescentes diagnosticadas e medicadas como portadoras de transtorno bipolar, doença conhecida antigamente como transtorno maníaco-depressivo. Em adultos, houve o dobro de casos registrados. O estudo, que comparou os períodos de 1994-1995 e 2002-2003 e foi publicado no Archives of General Psychiatry, é o mais amplo já feito até agora sobre o tema.
Os resultados, de acordo com os pesquisadores, apontam para duas possibilidades. A primeira, de que nos últimos anos houve uma maior conscientização dos médicos para a questão – conseqüentemente, casos subnotificados passaram a receber maior atenção. A outra, colocada pelos autores como um alerta, é um excesso de diagnóstico. Ou seja, crianças instáveis ou mal-humoradas estariam sendo tratadas como doentes quando, na verdade, apresentam apenas um comportamento um pouco diferente do esperado.

Isso porque o transtorno bipolar é uma doença caracterizada por fortes alterações de humor, nas quais a pessoa alterna períodos de extrema euforia, chamados de mania, com fases depressivas. "Estudei muitas tendências de aumento ou queda de doenças psiquiátricas por bastante tempo e essa conclusão realmente foi a mais impressionante e preocupante dos últimos tempos", disse um dos autores do estudo, o psiquiatra Mark Olfson, do Instituto de Psiquiatria do Estado de Nova York e do Centro Médico da Universidade Columbia.

De acordo com a pesquisa, remédios psicotrópicos, como o lítio, são ainda os mais receitados pelos médicos para essa população, seguidos dos estabilizadores de humor, dos calmantes e dos antidepressivos – todos eles categorias de drogas testadas e desenvolvidas para uso em adultos.

Fonte: UOL Ciência e Saúde

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